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Política

Vereador preso desde julho por suspeita de tráfico de drogas é reeleito em Alvorada do Sul

Diogo Canata, do PL, é suspeito de chefiar uma organização criminosa segundo a polícia. Defesa diz que ele é inocente até que se prove o contrário e que, sem condenação, ele tem direito a concorrer e exercer um cargo público.

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Fotos: Reprodução/RPC

Um vereador que está preso desde julho suspeito de chefiar uma organização criminosa foi reeleito em Alvorada do Sul, no norte do Paraná.

Diogo Michel Canata, que concorreu pelo PL, foi preso pela Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) após uma operação contra o tráfico de drogas no dia 08 de julho.

Apesar de estar na cadeia, o candidato teve autorização da Justiça Eleitoral para concorrer às eleições municipais deste ano. Ele foi o quarto vereador mais votado da cidade, com 251 votos.

O resultado do pleito deste ano foi parecido com o de 2016, quando o candidato recebeu 277 votos e também foi o quarto mais votado.

Alvorada do Sul tem 11.503 habitantes, com 9 vereadores na Câmara Municipal.

O advogado Jorge Luis Rosa de Melo, que defende Diogo, disse que o cliente é inocente até que se prove o contrário e que, sem condenação, o direito de concorrer e exercer um cargo público não pode ser revogado.

Na operação, os policiais encontraram casa do vereador cerca de 30 quilos de crack, além de duas armas e quatro veículos. Outros oito suspeitos foram presos, inclusive o irmão de Diogo.

Ele está afastado do mandato atual desde então. Por decisão do Tribunal de Contas do estado (TCE-PR), Diogo também teve o salário de R$ 4.897,34 suspenso.

No mandato atual, a cadeira do vereador está vazia e deve ser preenchida na próxima segunda-feira após o fim do prazo de 120 dias para convocação. De acordo com o regimento, o suplente Anderson Borges, do PR, deve assumir a função até o fim deste ano.

Para a próxima legislatura, que inicia em 01º de janeiro, Diogo terá 15 dias para assumir o cargo.

Patrimônio e gastos de campanha
Diogo Canata declarou ser comerciante à Justiça Eleitoral e ter R$82.500,00 de patrimônio, sendo correspondentes a um veículo e um terreno na cidade.

Consta também declaração de que o candidato recebeu R$ 3 mil em doações para a campanha. O valor foi todo doado por pessoas físicas, sendo R$ 1 mil depositados em espécie de cada doador.

Os gastos de campanha foram de R$2.950,00 em seis serviços contratados, segundo consta no site de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral.

O que dizem os citados
O PL, partido ao qual Diogo Canata é filiado, foi procurado pela equipe da RPC Londrina, mas até o fechamento da reportagem não enviou um posicionamento.

Já o Ministério Público do Paraná (MP-PR) explicou que a suspensão dos direitos políticos se dá nos casos de condenação criminal em que não cabe mais recurso.

Como o processo contra o vereador ainda está em andamento, não há condenação criminal contra Diogo e dessa forma, segundo o MP-PR, não há impeditivos para a candidatura e nem providências a serem tomadas em relação à posse como vereador.

Operação
A operação que prendeu Diogo Michel Canata ocorreu em cinco cidades do norte paranaense: Alvorada do Sul, Londrina, Iguaraçu, Maringá e Rolândia.

Deflagrada pela Denarc, foram cumpridos nove mandados de prisão – uma pessoa foi presa em flagrante – e 30 ordens de busca e apreensão.

Fonte: https://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/eleicoes

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Política

Morre Maguito Vilela, prefeito licenciado de Goiânia

Político lutava contra uma infecção de bactérias e fungos nos pulmões após se recuperar da Covid-19. Ele estava há mais de 80 dias em UTI do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

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O ex-governador de Goiás e prefeito licenciado de Goiânia, Maguito Vilela (MDB), faleceu nesta quarta-feira (13), aos 71 anos. A informação foi confirmada pelo secretário de Comunicação da capital, Bruno Rocha Lima. O político estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, lutando contra uma infecção pulmonar, em decorrência da Covid-19, da qual já havia se recuperado.

A nota divulgada pela Secretaria de Comunicação da capital informou que “a família está providenciando o traslado do corpo de São Paulo para Goiás e ele deve ser sepultado em Jataí, sua terra natal”.

O Hospital Albert Einstein confirmou a morte do político. Segundo a unidade de saúde, Maguito faleceu às 4h10 desta quarta-feira.

Maguito perdeu duas irmãs para a Covid-19 em intervalo de menos de dez dias em agosto de 2020. No dia 19, morreu Nelma Vilela Veloso, de 76 anos, que tinha diabetes e problemas pulmonares, comorbidades que agravaram o quadro. Já no dia 28, a irmã mais velha, Nelita Vilela, de 82 anos, também faleceu.

Nelma e Nelita Vilela, irmãs de Maguito, morreram vítimas da Covid-19 — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

O político passou por vários cargos públicos em Goiás: vereador, prefeito, governador e senador. Foi eleito gestor da capital com 52% dos votos no 2º turno das Eleições 2020, tomou posse de forma virtual e se licenciou do cargo.

Com a morte de Maguito, Rogério Cruz (Republicanos) deve assumir a administração de Goiânia.

Internações e tratamento
Luiz Alberto Maguito Vilela testou positivo para o coronavírus em 20 de outubro de 2020. Dois dias depois, ele foi internado em um hospital de Goiânia.

No dia 27 de outubro, o político recebeu diagnóstico de até 75% de inflamação nos pulmões e um alerta para o nível crítico de saturação de oxigênio no sangue. No mesmo dia, ele foi transferido para São Paulo.

Maguito foi entubado três dias depois, após piora no quadro respiratório. No dia 8 de novembro, ele foi extubado, mas o político ainda precisava de suporte de oxigênio.

No dia 15, data do primeiro turno da eleição, o emedebista foi entubado pela segunda vez para fazer uma broncoscopia para verificar as causas da piora na inflamação dos pulmões.

Dois dias depois Maguito começou um tratamento respiratório com uma máquina chamada ECMO, que funciona como os pulmões e o coração de forma artificial. Além do procedimento, o político passou por uma hemodiálise para ajudar as funções dos rins.

No dia 24, ele passou por uma cirurgia de traqueostomia, que consiste em abrir um pequeno buraco na garganta, diretamente na traqueia, para auxiliar na respiração.

Em 3 de dezembro, após testar negativo para Covid-19, Maguito foi transferido para um leito de UTI comum do hospital. Depois de dois dias, a ECMO foi retirada.

No dia 9 de dezembro, os médicos começaram a redução intensa dos sedativos. Filho dele, Daniel Vilela chegou a dizer que o pai demonstrou plena consciência sobre ser o prefeito eleito de Goiânia.

Ainda na UTI, Maguito tomou posse por meio de assinatura eletrônica. Segundo o médico Marcelo Rabahi, que acompanhou e tratou o político, nesse dia ele demonstrou boas chances de recuperação.

Em 11 de janeiro, o político apresentou um sangramento nos pulmões e passou por uma cirurgia para controlar o quadro. Após o procedimento, ele não teve mais hemorragias nos órgãos e voltou a ter um quadro estável, com redução dos sedativos.

Maguito teve uma piora no quadro de saúde com uma infecção nos pulmões provocada por bactérias e fungos. A equipe médica iniciou tratamento com antibióticos e remédios vasoativos para controlar a pressão arterial de forma artificial.

O advogado e político goiano Luiz Alberto Maguito Vilela, de 71 anos, nasceu em Jataí, no sudoeste do estado, em 24 de janeiro de 1949. Ele foi casado com Sandra Regina Carvalho Vilela. Após a separação, casou-se com Carmen Silva, com quem viveu até 2013. Atualmente era casado com Flávia Teles.

Ele deixa quatro filhos: Vanessa, Daniel, Maria Beatriz e Miguel; e uma enteada: Anna Liz.

Carreira política
Maguito já foi eleito vereador, deputado estadual e federal e vice-governador. Também foi governador de Goiás entre 1995 a 1998, quando disputou e ganhou a eleição para senador. Em 2007, foi nomeado por Guido Mantega, então ministro da Fazenda, como vice-presidente do Banco do Brasil.

Antes de disputar a eleição desde ano, foi eleito prefeito de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, por duas vezes, em 2008 e 2012.

Fonte: https://g1.globo.com/go/

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Política

Lewandowski dá a Lula acesso a mensagens de Moro e Deltan obtidas por hackers

Decisão vale apenas para conteúdos que digam respeito ao ex-presidente. Material foi apreendido na Operação Spoofing, que apurou a invasão de celulares de autoridades.

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Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu nesta segunda-feira (28) pedido da defesa do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva para ter acesso a mensagens apreendidas no âmbito da Operação Spoofing, da Polícia Federal.

Em julho de 2019, a operação prendeu hackers suspeitos de invadir celulares do ex-juiz Sergio Moro e de integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato de Curitiba, como o procurador Deltan Dallagnol.

Trechos das mensagens foram divulgadas em uma série de reportagens pelo site The Intercept. Entre as conversas divulgadas estão as atribuídas a Moro e a procuradores da Lava Jato

Segundo a decisão de Lewandowski, as mensagens que digam respeito – direta ou indiretamente – a Lula devem ser entregues no prazo de 10 dias pela 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, com o apoio de peritos da Polícia Federal.

O ministro determinou que também devem ser entregues à defesa as conversas que tenham relação com investigações e ações penais de Lula na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba ou em qualquer outra jurisdição, ainda que estrangeira.

As informações relativas a outras pessoas devem permanecer em sigilo. Segundo o despacho, há sete terabytes de informações obtidas na operação.

A defesa de Lula tem usado as mensagens entre o ex-juiz e procuradores da Lava Jato para recorrer na Justiça das condenações do ex-presidente.

Em outro recurso ao Supremo, os advogados de Lula pedem a anulação dos atos dos membros da força-tarefa nos processos contra o ex-presidente por parcialidade. O caso ainda não foi julgado.

Foto: https://g1.globo.com/politica

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Política

Mãe do prefeito afastado Marcelo Crivella morre aos 85 anos

Em prisão domiciliar, Crivella terá que pedir autorização à Justiça para ir ao enterro de Eris Bezerra Crivella.

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Foto: Reprodução

Mãe do prefeito afastado Marcelo Crivella, Eris Bezerra Crivella morreu nesta segunda-feira aos 85 anos, em seu apartamento, em Copacabana. A causa da morte ainda não foi revelada. Crivella, que segue em prisão domiciliar, era o único filho de dona Eris, que teria morrido enquanto dormia.

Investigado pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) no caso que ficou conhecido como “QG da Propina”, que apura supostos esquemas ilícitos na prefeitura, Crivella está preso preventivamente desde o dia 22 de dezembro e precisará de autorização judicial para ir ao enterro da mãe, previsto para esta quarta-feira, no cemitério do Caju. Eris era irmã do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal.

A operação conjunta do MPRJ e da Polícia Civil prendeu preventivamente, no último dia 22, seis suspeitos de participarem de um suposto esquema de corrupção na prefeitura. O ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça, atendeu a um pedido da defesa de Crivella para lhe conceder prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, vetando, contudo, a comunicação por telefones e computadores. Antes disso, Crivella chegara a ser encaminhado ao Presídio de Benfica.

Segundo a denúncia do MPRJ, empresários teriam repassado valores para ter acesso a contratos e para receber valores que eram devidos pela gestão municipal. As investigações foram iniciadas em 2019 e tiveram como ponto de partida delação premiada do doleiro Sérgio Mizrahy.

Fonte: https://oglobo.globo.com/

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