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Saúde

Vacinação contra a gripe começa nesta segunda; idosos não serão os primeiros a serem vacinados

Ministério da Saúde alterou ordem dos grupos prioritários a fim de evitar conflitos com o calendário de vacinação contra a Covid-19, que acontece paralelamente.

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Vacina contra a gripe começa nesta segunda (12). — Foto: Anselmo Cunha/PMPA

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, o vírus da gripe, começa nesta segunda-feira (12) e vai até 9 de julho. Excepcionalmente neste ano, idosos não serão os primeiros a serem imunizados para evitar conflito com o calendário de vacinação contra a Covid-19.

A vacinação contra a gripe será dividida em três grupos prioritários:

1ª etapa — de 12 de abril a 10 de maio:
crianças, gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde;

2ª etapa — de 11 de maio a 8 de junho:
idosos e professores;

3ª etapa — de 9 de junho a 9 de julho:
demais grupos prioritários;

O governo federal recomenda que as pessoas que fazem parte do grupo prioritário tomem primeiro a vacina contra a Covid-19 e depois a vacina contra a gripe. A recomendação é que haja um intervalo mínimo de 15 dias entre a aplicação das duas vacinas.

Campanhas simultâneas
O Ministério da Saúde realiza todos os anos, a partir do começo do outono, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. Neste ano, o Governo terá o desafio de coordenar a vacinação contra a gripe e ao Covid-19 ao mesmo tempo.

Para evitar aglomerações nos postos de saúde e cruzamento entre os públicos-alvo da vacina contra a gripe e contra o coronavírus, foram feitas adaptações na ordem dos grupos prioritários a serem vacinados.

A vacinação começa no dia 12 de abril e será dividida em três grupos prioritários, distribuídos de forma escalonada. Primeiro, serão vacinadas as crianças, gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde. Em seguida, será a vez dos idosos e dos professores e, por último, os demais grupos.

O público-alvo é estimado em 79,7 milhões de brasileiros, e a meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 90% dos grupos prioritários.

Excepcionalmente este ano, pessoas com mais de 60 anos não serão o primeiro grupo a ser imunizado contra a gripe para evitar conflito com o calendário de vacinação contra a Covid-19, que estará acontecendo paralelamente.

Caso a pessoa se enquadre dentro do grupo prioritário das duas vacinas, o Ministério da Saúde recomenda que seja tomado primeiro a vacina contra a Covid-19, e depois a vacina contra a gripe. É necessário dar um intervalo mínimo de 14 dias entre as duas vacinas porque ainda não se sabe os efeitos da coadministração simultânea dos dois imunizantes.

Grupos prioritários
A OMS (Organização Mundial da Saúde) definiu como grupos de elevada prioridade para a vacinação os profissionais da área da saúde e os idosos. Em seguida, sem ordem de prioridade, vêm as crianças de 6 meses a 5 anos, as gestantes e os portadores de determinadas doenças crônicas.

No Brasil, outros grupos também serão contemplados na campanha deste ano. Fazem parte do grupo prioritário, segundo o Ministério da Saúde:

.Crianças entre 6 meses e 6 anos de idade
.Gestantes e puérperas
.Povos indígenas
.Trabalhadores da saúde
.Idosos com 60 anos ou mais
.Professores das escolas públicas e privadas
.Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais
.Pessoas com deficiência permanente
.Forças de segurança e salvamento
.Forças Armadas
.Caminhoneiros
.Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso
.Trabalhadores portuários
.Funcionários do sistema prisional
.Adolescentes e jovens entre 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas
.População privada de liberdade

Fonte: https://g1.globo.com/bemestar

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Saúde

Paraná vai vacinar mais de 32 mil trabalhadores da educação

Número corresponde a 15,5% dos trabalhadores da educação, estimado em 210.897 pessoas. Neste primeiro momento, serão imunizados profissionais com idades entre 55 a 59 anos.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

O Paraná vai começar a vacinar, nos próximos dias, 32.760 trabalhadores da educação contra a Covid-19. Em coletiva nesta terça-feira (4), o governador Ratinho Junior (PSD) disse que vacinação faz parte do processo de retomada gradativa das aulas presenciais da rede estadual, a partir de 10 de maio.

As doses fazem parte da última remessa de vacinas que chegou ao Paraná na segunda-feira (3) e a distribuição para as 22 Regionais de Saúde começa nesta quarta-feira (5).

Segundo o governador, a quantidade de doses corresponde a 15,5% dos trabalhadores da educação, previstos no Plano Estadual de Vacinação. Neste primeiro momento serão vacinados aqueles com idades entre 55 a 59 anos.

Ao todo, o Paraná tem 210.897 trabalhadores envolvidos na educação.

O número leva em conta profissionais das redes públicas (estadual e municipal), privada e da assistência social. São em torno de 90 mil educadores e assistentes ligados apenas à Secretaria de Estado da Educação e do Esporte.

“Estamos felizes por, gradativamente, estarmos conseguindo avançar dentro do plano de vacinação. Agora temos três fornecedores de vacina, a AstraZeneca, Pfizer e CoronaVac, o que nos dá novas possibilidades”, disse o governador Ratinho Junior.

O governador disse que a volta às aulas no dia 10 de maio foi muito discutida internamente.

“Chegamos ao momento de voltar às aulas presenciais, mesmo que parcialmente. Algo que pelo nosso planejamento deveria ter ocorrido em fevereiro, mas a nova cepa do coronavírus não permitiu”.

O governador destacou que, além dos mais de 32 mil trabalhadores da educação, que serão imunizados nesta semana, outros 8 mil profissionais receberam ao menos uma dose da vacina, pois têm mais de 60 anos e integram o grupo prioritário.

“São 40 mil pessoas, o que nos permite dar uma boa arrancada neste começo”, disse.

Quantidade de vacinas por regional:
Vacinas para profissionais da educação:

Doses para a educação
O secretário de saúde, Beto Preto, explicou que a partir de agora todas as remessas de vacinas que chegarem ao Paraná terão um porcentual de doses separado para a educação.

É essa taxa de imunização, aliada ao diagnóstico diário da circulação da doença e dos números de leitos disponíveis, que vai guiar o avanço no retorno presencial de alunos e professores, segundo o governo.

“O acompanhamento é diário, seguindo o contexto e evolução da pandemia”, destacou.

Segundo o secretário, serão levados em consideração dois critérios nas próximas divisões dentro do grupo de trabalhadores da educação: além da idade, com a redução da faixa etária conforme a quantidade de vacinas, quem retomou o trabalho presencial nas escolas passará a ter prioridade.

“Esse lote inicial vai ser voltado para os profissionais do ensino fundamental, médio e Centros Municipais de Educação Infantil, os CMEIs”, ressaltou Beto Preto.

Vacinômetro
Até esta terça-feira, o Paraná aplicou 2.860.817 doses de vacinas contra a Covid-19.

No total, 1.836.634 pessoas tomaram a primeira dose do imunizante, sendo que 1.024.183 receberam as duas doses.

O estado já recebeu mais de 3 milhões de doses, de acordo com a Sesa.

Fonte: https://g1.globo.com/pr/

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Saúde

Com novas doses, Paraná avança na vacinação de idosos e profissionais da segurança

O 15º lote de vacinas enviado ao Paraná soma 309,2 mil doses. São 303.000 da Covishield, da Universidade de Oxford/Astrazeneca/Fiocruz, e 6.200 doses da Coronavac.

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Foto: Ari Dias/AEN

A imunização de pessoas a partir de 60 anos prossegue no Paraná com 309,2 mil novas doses de vacinas contra o coronavírus enviadas pelo Ministério da Saúde ao Paraná na manhã desta quinta-feira (29). O 15º lote é composto por 303.000 doses da Covishield, da Universidade de Oxford/Astrazeneca/Fiocruz, e 6.200 doses da Coronavac, fabricada pelo Instituto Butantan/Sinovac.

As doses chegaram ao Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, por volta das 10 horas e foram encaminhadas ao Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar). Dali, os imunizantes serão distribuídos a partir das 8 horas desta sexta-feira (29) às 22 Regionais de Saúde do Estado por via terrestre (Regionais de Paranaguá, Metropolitana, Ponta Grossa, Irati, Guarapuava, União da Vitória, Pato Branco, Francisco Beltrão, Londrina, Telêmaco Borba e Ivaiporã) e aérea (Regionais de Foz do Iguaçu, Cascavel, Campo Mourão, Umuarama, Cianorte, Paranavaí, Maringá, Apucarana, Cornélio Procópio, Jacarezinho e Toledo.

Os quantitativos de doses por regional serão divulgados em breve.

Toda a remessa recebida é destinada às primeiras doses de grupos prioritários cuja imunização já está em andamento. As doses da Coronavac são todas indicadas a pessoas de 60 a 64 anos. São 5.581 doses para o grupo, o equivalente a 1% do total de pessoas da faixa etária. As demais recebidas são destinadas à reserva técnica.

As vacinas da Covishield, por sua vez, são destinadas a dois grupos prioritários: além de 48% do total de idosos entre 60 e 64 anos, abarcados por 270.380 doses, mais 2.277 doses são indicadas a 6% do total de trabalhadores das forças de segurança, salvamento e Forças Armadas. As doses restantes também são armazenadas como reserva técnica.

“Mesmo com indicadores melhores, nossos hospitais continuam cheios e os cuidados contra o coronavírus têm que ser mantidos”, afirmou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “A orientação que temos dado a todos os municípios é que sigam muito claramente o que está preconizado no Plano Nacional de Imunização, e que evitem usar a segunda dose como primeira para que não falte para quem precisa tomar o reforço”.

PFIZER
Além da Coronavac e Covishield, as vacinas fabricadas pela farmacêutica norte-americana Pfizer devem integrar o esquema de vacinação do Paraná a partir da próxima semana.

Um primeiro lote de um milhão de doses do imunizante está previsto para chegar ao Brasil nesta sexta-feira (30). O acordo de compra da fabricante com o governo federal prevê a entrega de um total de 100 milhões de vacinas ao País.

“Nesta primeira carga, possivelmente a orientação do Ministério da Saúde será de concentrar as vacinas nas capitais. O Ministério vai descentralizar metade das doses deste primeiro lote para guardá-las para a segunda dose. Nosso cálculo é receber de 4% a 5% do quantitativo distribuído. Se esse quantitativo for de 500 mil doses, devemos receber de 20 a 25 mil doses da Pfizer destinadas para uso em Curitiba”, explicou o secretário.

A vacina da Pfizer também requer duas doses para garantir a imunização completa, que devem ser aplicadas em um intervalo de 21 dias. Ao contrário das vacinas do Instituto Butantan e Fiocruz, este imunizante demanda um armazenamento a -70°C, o que faz necessário freezers específicos.

O Estado tem disponíveis sete freezers com essa capacidade, que podem armazenar as vacinas por até seis meses, e prevê a entrega de outros seis equipamentos por parte do Ministério da Saúde. Também já estão disponíveis outros dois congeladores com capacidade de -20°C, onde as doses podem ser armazenadas por até duas semanas.

60 ANOS
Segundo levantamento da secretaria estadual da Saúde, 63 municípios do Paraná já haviam começado a vacinar pessoas com 60 anos até esta quarta-feira (28), o que representa 15,7% do Estado.

Beto Preto reforça que a velocidade de vacinação depende da quantidade de doses disponibilizadas ao Estado, e que dentro de alguns dias todos os 399 municípios paranaenses estarão dentro desta faixa etária. Ele comentou que, após os idosos, o novo foco será vacinar as pessoas com comorbidades.

“O que temos como certo é que as comorbidades vão continuar seguindo as faixas etárias”, disse. “Na primeira etapa, focaremos em pessoas com 59 anos, depois passar às de 58, e assim por diante. A vacinação deve continuar seguindo essa linha etária, mas agora com as comorbidades como prioridade”.

Até a tarde desta quinta-feira (29), o Paraná aplicou um total de 2.696.865 de vacinas, sendo 1.726.540 primeiras doses e 970.325 segundas doses. As primeiras doses representam 37,25% do total de pessoas incluídas nos grupos prioritários e 16,53% de toda a população do Estado. Com relação à dose de reforço, o número representa 34,66% dos grupos prioritários e 9,29% da população total.

Fonte: http://www.aen.pr.gov.br/

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Saúde

Anvisa nega importação da Sputnik; análise aponta falta de dados e risco de doenças por falha em fabricação

Relator Alex Machado Campos classificou a situação atual da vacina como um “mar de incertezas” e diz que dados apurados apontam um cenário de riscos “impressionante”.

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Foto: Reprodução/Facebook/Embaixada da Rússia no Brasil, Reuters e Reprodução

Após cinco horas de debates e apresentação de relatórios, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) negou nesta segunda-feira (26) o pedido de autorização excepcional para a importação da vacina Sputnik V, imunizante contra a Covid-19 produzido na Rússia.

Resumo da notícia
.Decisão unânime foi tomada após 14 estados pedirem autorização para importação emergencial de quase 30 milhões de doses;

.Três gerências técnicas da agência (medicamentos, fiscalização e monitoramento) deram pareceres contra a importação;

.Anvisa apontou que NÃO recebeu relatório técnico capaz de comprovar que a vacina atende a padrões de qualidade e NÃO conseguiu localizar o relatório com autoridades de países onde a vacina é aplicada;

.Anvisa diz que a maioria dos países que autorizaram a aplicação da vacina não têm tradição na análise de medicamentos; além disso, em 23 países com contrato, a vacinação não começou;

.Gerência de Medicamentos apontou diversas falhas de segurança associadas ao desenvolvimento do imunizante. Na mais grave, explicou que o adenovírus usado para carregar o material genético do coronavírus não deveria se replicar, mas ele é capaz de se reproduzir e pode causar doenças;

.Gerência de Inspeção e Fiscalização relatou que técnicos da Anvisa não puderam visitar todos os locais de fabricação da vacina durante inspeção na Rússia; dos sete pontos previstos, técnicos conseguiram visitar apenas três locais;

.Fundo Russo tentou cancelar inspeção presencial e não autorizou acesso ao Instituto Gamaleya, que faz o controle de qualidade;

.Anvisa não conseguiu identificar os fabricantes da matéria prima da vacina.

Posicionamento dos diretores
O relator do processo, Alex Machado Campos, classificou a situação atual da vacina como um “mar de incertezas” e disse que ela aponta um cenário de riscos “impressionante”.

“(…) os dias de sim à vacina e aos medicamentos são comemorados. Nós comemoramos sempre. Ocorrerão, conduto, inevitavelmente, dias de não. E ele necessariamente traduzirá o que a razão de existir da Anvisa pode traduzir, que é proteger a saúde da população” – Alex Machado Campos

Em seu voto, a diretora Meiruze Freitas ressaltou a falta de informações disponíveis.

“Não são informações burocráticas. O que a agência vem exigindo é o mínimo para a garantia da segurança população”, disse Meiruze Freitas.

A diretora Cristiane Joudan Gomes defendeu que a segurança é fator primordial.

“A presença de adenovírus (replicante) pode levar serie de consequência, até um surgimento de manifestação e doenças autoimunes”, disse Cristiane.

Julgamento sem relatório
A decisão contra a importação foi tomada em uma reunião extraordinária que ocorreu para atender uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em uma ação protocolada pelo governo do Maranhão. Governadores buscam importar a Sputnik com base na lei 14.124/2021, que trata das medidas excepcionais para aquisição de vacinas e de insumos.

Entretanto, a Anvisa lembra que a legislação prevê como uma das exigências a entrega do “relatório técnico da avaliação da vacina”. O documento deve ser emitido por uma autoridade sanitária internacional capaz de comprovar que a vacina atende a padrões de qualidade.

Os técnicos não receberam o relatório. Por isso, o relator Alex Machado Campos disse que basearia seu voto nas contribuições de gerências técnicas da Anvisa. O primeiro posicionamento foi da Gerência Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos, que recomendou que fosse negada a importação. O posicionamento foi seguido pela Gerente-geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária e pela Gerência Geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária.

Adenovírus replicante
Entre os pontos negativos levantados pela gerência está uma falha na produção do vetor usado na vacina. A Sputnik V utiliza a tecnologia de vetor viral. Nesse tipo de vacina, um outro vírus (nesse caso, o adenovírus) “leva” o material genético do coronavírus, o RNA, para dentro do nosso corpo. Mas esse adenovírus é modificado para não conseguir se replicar (reproduzir). Por isso, ele não deve causar nenhum tipo de doença.

Entretanto, segundo Gustavo Mendes Lima Santos, responsável pela gerência, “um dos pontos críticos e cruciais foi a presença de adenovírus replicante na vacina”. Ou seja, o adenovírus é capaz de se reproduzir.

“Isso significa que o vírus que deve ser utilizado apenas para carregar o material genético do coronavírus para a célula humana ele mesmo se replica. Isso é uma não conformidade grave.” – Gustavo Mendes

“A presença de uma adenovírus replicante pode ter impacto na nossa segurança quando utilizamos essa vacina. Esse vírus, que não era para ser replicante, pode se acumular em tecidos específicos do corpo como, por exemplo, os rins”, explicou Gustavo Mendes. Em sua exposição, Mendes apresentou documento da própria desenvolvedora da vacina que admite a replicação do adenovírus.

Inspeção na Rússia
A Gerência Geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária enviou servidores da Anvisa para a Rússia neste mês de abril. A gerência explicou que a cadeia de fabricação da Sputnik envolve sete fábricas, ou plantas, na Rússia. Os técnicos só conseguiram fazer a vistoria em três dos sete locais.

De acordo com Ana Carolina Marino, gerente geral de fiscalização, o Fundo Russo tentou cancelar inspeção presencial e não autorizou acesso ao Instituto Gamaleya. Além disso, a Anvisa não conseguiu identificar os fabricantes da matéria prima da vacina.

Entre os três locais inspecionados, a vistoria encontrou pendências. A principal, na fábrica UfaVITA, é relacionada a práticas assépticas e teste de esterilidade. “Foram observadas não conformidades que impactam na garantia da esterilidade do produto e que necessitam de correção imediata por parte da empresa para mitigação do risco”, apontou a Anvisa em relatório.

“Diante do dispêndio de recursos públicos, (…) sentimento de frustração quanto a visita”, apontou o relator.

Vacinação pelo mundo
A Anvisa informou que a maioria dos países que autorizaram a aplicação da vacina não têm tradição na análise de medicamentos e não produziram relatórios próprios sobre o imunizante.

O Fundo Russo cita que mais de 60 países já aprovaram a vacina. Apesar disso, a Anvisa buscou embaixadas do Brasil para obter detalhes do uso nestes países, sendo que a maioria conta com poucas doses aplicadas que inviabilizavam análises sobre a segurança. A agência apurou que, em 23 países com contrato, a vacinação não começou e que apenas 28% dos países relataram que já utilizam a vacina.

Na semana passada, o Fundo Russo celebrou divulgação do ministério da saúde da Hungria que afirmava que a Sputnik era mais segura que as concorrentes. Procurado pelo G1 para dar detalhes dos dados (total de doses, período comparado, perfil dos vacinados), o Fundo Russo disse que não tinha acesso aos dados.

Nesta quarta-feira, o perfil da vacina no Twitter divulgou um apelo para a Anvisa.

Eficácia da vacina
Durante a reunião, a diretoria colegiada da Anvisa lembrou que a vacina Sputnik V teve eficácia de 91,6% contra a doença, segundo resultados preliminares publicados na revista científica “The Lancet”, uma das mais respeitadas do mundo. A eficácia contra casos moderados e graves da doença foi de 100%. Sputnik é administrada em duas doses, com intervalo de 21 dias entre as doses.

“A avaliação sanitária é diferente da avaliação de uma revista científica, que não tem por objetivo recomendar ou aprovar uso. Uma revista científica não tem por objetivo recomendar ou não o uso de uma vacina, nem tem o compromisso de verificar boas práticas clínicas ou tem como pressuposto o acesso a todos os dados brutos e laudos”, lembrou Gustavo Mendes.

Fonte: https://g1.globo.com/bemestar

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