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Saúde

Saúde descentraliza serviços e amplia acesso de usuários da Assistência Farmacêutica

Objetivo é levar o serviço mais próximo do cidadão. Em 2020 foram tomadas medidas como a expansão do programa Remédio em Casa.

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Fotos: Geraldo Bubniak/AEN

Embora 2020 tenha sido um desafio em muitos aspectos para a gestão em saúde, a Assistência Farmacêutica (AF) da Secretaria de Estado da Saúde teve avanços e ampliação de serviços. Superando a expectativa de aumento da quantidade de usuários para o ano, até novembro de 2020 a AF atendeu 277.316 usuários de medicamentos do componente especializado e elenco complementar da Secretaria da Saúde.

Entre as metas estipuladas no Plano Estadual de Saúde 2019 – 2023, algumas foram colocadas em prática pela urgência estabelecida pela pandemia pelo novo coronavírus, como a expansão do programa Remédio em Casa, dispensação de medicamentos de forma antecipada e ampliação de municípios com entrega aos usuários.

O armazenamento e a logística de todos os insumos são realizados pelo Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), unidade responsável que responde à distribuição e abastecimento de unidades da Secretaria da Saúde.

O secretário Beto Preto afirma que o avanço percebido na Assistência Farmacêutica reflete na segurança das estruturas que o Estado já tem. “Sabemos que foi um ano difícil, foi um ano de adaptações e adequações e a farmácia foi uma área que utilizou a necessidade como oportunidade de crescimento”, afirmou.

Para ele, a forte estrutura vai propiciar inclusive a eficiência na distribuição de insumos para imunização da Covid. “Nossa estrutura de armazenamento e distribuição é excelente. Conseguimos, por exemplo, monitorar e abastecer os hospitais desde março para que não ficassem sem medicamento, como ocorreu em muitos outros Estados”, diz o secretário. “Além disso, nossa capacidade de entrega é muito eficiente, contamos, inclusive, com essa estratégia segura para a distribuição das vacinas contra o novo coronavírus, quando as tivermos”.

CEMEPAR
Todos os itens gerenciados pela Assistência Farmacêutica são recebidos, armazenados e distribuídos pelo Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar). O Cemepar é responsável, também, por outros insumos, como imunizantes e materiais que são fornecidos aos hospitais e outras unidades de saúde.

A diretora do Cemepar, Margely de Souza Nunes, explica que a unidade possui rotas monitoradas para acompanhar as entregas. “Nossa responsabilidade só encerra quando sabemos que o insumo está no local de destino final. Durante o ano todo, o Cemepar trabalha no armazenamento e transporte de milhares de itens para os 399 municípios do Paraná.”

REMÉDIO EM CASA
Em funcionamento desde 2017, o serviço de entrega em casa de medicamentos é uma das estratégias que visa facilitar o acesso dos usuários aos medicamentos de uso contínuo do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) e do Elenco Complementar da Secretaria da Saúde. O objetivo do Programa é reduzir deslocamentos mensais dos pacientes às farmácias das Regionais de Saúde.

Em 2020, com a necessidade de isolamento pela pandemia, a estratégia foi ampliada e atingiu 8.871 usuários das 2ª, 10ª e 17ª Regionais de Saúde. A meta da AF é implantar o serviço em oito farmácias de RS.

“A ampliação do Remédio em Casa é um compromisso da Secretaria da Saúde com a população, foi assumido no Plano Estadual de Saúde, que rege as ações da Secretaria até o ano de 2023”, complementou o secretário.

ANTECIPAÇÃO
A partir de março, as farmácias receberam orientações para a entrega antecipada para dois ou três meses de tratamento, a depender dos seus estoques e da orientação do Cemepar. Esta medida reduziu substancialmente a circulação de pessoas nas farmácias, o que contribuiu em muito para diminuir a aglomeração nesses ambientes.

DESCENTRALIZAÇÃO
A gestão da Secretaria da Saúde tem como meta a descentralização da dispensação dos medicamentos para todos os 399 municípios. Em 2020 a cobertura atingiu 360 municípios que executam a entrega desse grupo de medicamentos. A dispensação para as 39 cidades que ainda faltam deve ocorrer até 2023.

HORÁRIO AGENDADO
Desde o início de março o atendimento aos usuários cadastrados das farmácias das Regionais tem sido somente no horário agendado. Além disso, é permitida a entrada de somente uma pessoa (usuário ou seu representante), que deve obrigatoriamente estar com máscara.

A medida auxilia que o cidadão permaneça no ambiente da farmácia somente para o atendimento e retirada do medicamento que utiliza. O agendamento para retirada do medicamento pode ser realizado pelo site da Assistência na página da Saúde.

PRÉ-CADASTRO FACILITADO
O pré-cadastro de novos usuários residentes em Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel também pode ser feito por meio da página da Secretaria. Nesse pré-cadastro o usuário pode enviar exames, laudos e demais documentos de forma eletrônica. A ferramenta foi desenvolvida pela Celepar e tem como objetivo evitar o deslocamento do paciente até a farmácia para realizar essa etapa.

Fonte: http://www.aen.pr.gov.br/

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Saúde

No Paraná, 57,2 mil pessoas já foram vacinadas contra a Covid-19

Foram vacinadas até as 17h30 desta sexta-feira (22). Número representa 43% das 132.771 doses distribuídas. Algumas regionais ultrapassaram 70%.

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Fotos: Gustavo Tacaki e Rodrigo Felix Leal

As secretarias municipais de Saúde vacinaram 57.200 pessoas contra a Covid-19 até as 17h30 desta sexta-feira (22), o que representa 43% das 132.771 doses distribuídas pelo Governo do Estado. Os imunizantes CoronaVac, produzidos pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Sinovac, foram aplicados em profissionais de saúde, pessoas em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), pessoas com deficiência severa e indígenas.

O balanço foi divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde a partir de um levantamento interno realizado com as 22 Regionais de Saúde e os respectivos municípios. Nos próximos dias ele será disponibilizado no sistema integrado do Ministério da Saúde, que ainda está indisponível, o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI). O DataSUS, sistema macro no qual está o SI-PNI, desenvolveu um módulo especial para receber os dados de todos os estados e que contempla informações como registro de vacinados, público-alvo, origem e lote de vacinas.

De acordo com o levantamento, as 57.200 aplicações foram divididas entre 40.509 profissionais de saúde, 3.125 vacinadores, 4.366 indígenas e 9.200 idosos asilados, profissionais cuidadores e pessoas com deficiências severas.

As Regionais que mais imunizaram em números absolutos foram Curitiba e Região Metropolitana (2ª RS), Maringá (15ª RS), Londrina (17ª RS), Guarapuava (5ª RS), Cascavel (10ª RS) e Ponta Grossa (3ª RS). Proporcionalmente à quantidade de doses, os destaques foram Cianorte (13ª RS), com 79%; União da Vitória (6ª RS), com 78,4%; Campo Mourão (11ª RS), com 77,7%; Ivaiporã (22ª RS), com 72,3%; Irati (4ª RS), com 71,8%; e Cornélio Procópio (18ª RS), com 71,3%.

NÚMEROS ABSOLUTOS
A Regional que mais aplicou foi a de Curitiba e Região Metropolitana (2ª RS). Foram 7.761, sendo 4.316 em profissionais de saúde, 842 em vacinadores, 96 em indígenas e 2.507 em idosos e trabalhadores de instituições asilares. A segunda que mais aplicou foi a de Maringá (15ª RS), com 5.846, sendo 4.576 em médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas, além de 867 em idosos e deficientes.

Em Curitiba, por exemplo, os grupos da primeira fase envolvem os 250 profissionais da enfermagem que atuarão como vacinadores; 6 mil moradores, funcionários e cuidadores de 127 ILPIs; 93 indígenas aldeados da aldeia Kakané-Porã, no Tatuquara; 12 mil profissionais de saúde da linha de frente; e as equipes das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), além de profissionais de remoção médica particulares.

Londrina (17ª RS) aplicou em 4.456 pessoas, sendo a maioria profissionais de saúde: 2.645. Guarapuava (5ª RS) aplicou 3.521 doses, sendo 2.533 em profissionais de saúde, 538 em indígenas, 150 vacinadores e 300 em idosos e deficientes severos. Na regional de Cascavel (10ª RS), a última a receber as doses, foram 3.321 aplicações: 2.718 profissionais de saúde, 134 vacinadores, 134 indígenas e 335 idosos em ILPIs. Em Ponta Grossa (3ª RS) também foram mais de 3 mil aplicações.

As regionais de Pato Branco (7ª RS), Campo Mourão (11ª RS), Apucarana (16ª RS), Cornélio Procópio (18º RS), Jacarezinho (19ª RS) e Toledo (20ª RS) vacinaram mais de 2 mil pessoas; as de Paranaguá (1º RS), Irati (4ª RS), União da Vitória (6ª RS), Francisco Beltrão (8ª RS), Foz do Iguaçu (9ª RS), Umuarama (12ª RS), Paranavaí (14ª RS), Telêmaco Borba (21ª RS) e Ivaiporã (22ª RS) vacinaram entre mil e 2 mil pessoas; Cianorte (13ª RS) teve 980 aplicações.

PROPORCIONAL
Proporcionalmente à quantidade de doses, os destaques foram Cianorte (13ª RS), Campo Mourão (11ª RS), União da Vitória (6ª RS), Ivaiporã (22ª RS), Cornélio Procópio (18ª RS) e Irati (4ª RS), com mais de 70%, em relação à quantidade de doses recebidas. Jacarezinho (19ª RS), Francisco Beltrão (8ª RS), Pato Branco (7ª RS), Telêmaco Borba (21ª RS) e Maringá (15ª RS) tiveram 60% ou mais de aplicação. Guarapuava (5ª RS), Apucarana (16ª RS) e Ponta Grossa (3ª RS) tiveram mais de 50%. Os dois núcleos mais populosos (Curitiba/RMC e Londrina) variaram entre 19,7% e 31,9%.

LOGÍSTICA
O Governo do Estado montou uma verdadeira força-tarefa para a logística de distribuição das primeiras vacinas, que incluiu três aeronaves e uma frota de caminhões. O Paraná recebeu do Ministério da Saúde 265.600 doses da Coronavac na segunda-feira (18), vindas do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

As primeiras 132.771 doses (metade do lote) saíram do Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) na terça-feira (19) de manhã. Elas foram entregues a Curitiba, pelas 8 horas, e às 9 horas aviões decolaram do Aeroporto do Bacacheri levando cerca de 80 mil frascos para o Interior. Outras regionais que ficam perto da Capital foram atendidas por via terrestre. Elas chegaram a todas as regionais em 27 horas.

Na quarta-feira (20), pouco depois das 15 horas, todos os municípios haviam retirado as suas cargas e a maioria iniciou a vacinação no mesmo dia, de maneira simbólica ou definitiva. Na quinta-feira (21), às 14h30, todos os municípios já haviam começado as suas campanhas.

O outro lote será encaminhado para aplicação da segunda dose em três semanas. O armazenamento está sendo feito no Cemepar, que conta com ampla estrutura de freezers e câmaras frias, além de questões de segurança.

Confira o balanço de aplicação por Regional de Saúde

1ª RS – Paranaguá – 1.075 (47,9% das 2.240 doses recebidas)

2ª RS – Metropolitana – 7.761 (19,7% das 39.371 doses)

3ª RS – Ponta Grossa – 3.272 (54,5% das 6.000 doses)

4ª RS – Irati – 1.092 (71,8% das 1.520 doses)

5ª RS – Guarapuava – 3.521 (59,4% das 5.920 doses)

6ª RS – União da Vitória – 1.208 (78,4% das 1.540 doses)

7ª RS – Pato Branco – 2.921 (60,3% das 4.840 doses)

8ª RS – Francisco Beltrão – 1.759 (65,6% das 2.680 doses)

9ª RS – Foz do Iguaçu – 1.652 (32% das 5.160 doses)

10ª RS – Cascavel – 3.321 (40,3% das 8.240 doses)

11ª RS – Campo Mourão – 2.673 (77,7% das 3.440 doses)

12ª RS – Umuarama – 1.293 (41,4% das 3.120 doses)

13ª RS – Cianorte – 980 (79% das 1.240 doses)

14ª RS – Paranavaí – 1.249 (41% das 3.040 doses)

15ª RS – Maringá – 5.846 (62,4% das 9.360 does)

16ª RS – Apucarana – 2.440 (59,5% das 4.100 doses)

17ª RS – Londrina – 4.456 (31,9% das 13.960 doses)

18ª RS – Cornélio Procópio – 2.568 (71,3% das 3.600 doses)

19ª RS – Jacarezinho – 2.285 (67,2% das 3.400 doses)

20ª RS – Toledo – 2.572 (47,9% das 5.360 doses)

21ª RS – Telêmaco Borba – 1.260 (67% das 1.880 doses)

22ª RS – Ivaiporã – 1.996 (72,3% das 2.760 doses)

TOTAL – 57.200 (43% das 132.771 doses).

Fonte: http://www.aen.pr.gov.br/

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Saúde

‘Declaro aberta a campanha de vacinação contra o coronavírus no Paraná’, diz Ratinho Junior

Início da imunização deve acontecer nesta segunda-feira (18), às 17h. De acordo com o governo, primeira dose será aplicada no Hospital do Trabalhador, em Curitiba.

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Fotos: Reprodução/Instagram e Reprodução/Twitter

A vacinação contra a Covid-19 no Paraná deve começar nesta segunda-feira (18), de acordo com o governador do estado, Ratinho Junior. Após um encontro de governadores com o ministro da Saúde Eduardo Pazuello, Ratinho escreveu em uma rede social que declarava aberta a campanha de vacinação no Paraná.

“Declaro aberta a campanha de vacinação contra o coronavírus no Estado do Paraná. A partir de hoje, escreveremos um novo futuro”, escreveu o governador Ratinho Junior em uma rede social.

A primeira dose será aplicada em um evento simbólico no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, às 17h.

O início da imunização depende da chegada das doses no estado. As caixas com as vacinas começaram a ser enviadas pelo governo federal na manhã desta segunda-feira.

As primeiras doses que serão aplicadas no Paraná devem ser descarregadas no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, às 14h.

De acordo com Ratinho Junior, mesmo com o início da vacinação, as medidas de segurança em saúde devem ser mantidas.

“Não nos iludamos, pois a pandemia ainda não acabou. Devemos seguir com as medidas preventivas que nos trouxeram até aqui. A luta não acabou, porém, de agora em diante, unidos, temos uma arma importante, a vacina, contra o mesmo inimigo, o vírus”, afirmou.

De acordo com o governo estadual, as demais doses serão distribuídas aos municípios pelos próximos dois dias.

O início da campanha estava previsto para acontecer simultaneamente em todo o Brasil na quarta-feira (20), mas o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, autorizou que os estados adiantem a imunização e comecem a vacinar a partir das 17h desta segunda-feira.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou no domingo (17), por unanimidade, o uso emergencial das vacinas Coronavac e da Universidade de Oxford contra a Covid-19.

Momentos depois, o governo de São Paulo aplicou a primeira vacina da Coronavac. O governo federal, no entanto, ainda não havia iniciado a distribuição do imunizante pelo país, o que foi programado para esta segunda.

De acordo com a programação do Ministério da Saúde, o Paraná receberá 242 mil doses na primeira remessa de vacinas enviadas aos estados.

Ao todo, são quase 6 milhões de doses da Coronavac em todo o país. 4,6 milhões serão enviadas pelo governo federal aos estados brasileiros, e outras 1.357.640 serão distribuídas pelo estado de São Paulo.

Na primeira fase da vacinação, o Ministério da Saúde prevê que sejam vacinadas no Paraná:
.102.959 trabalhadores de saúde,

.12.224 pessoas com mais de 60 anos que vivem em instituições de longa permanência,

.10.816 indígenas,

.482 pessoas com deficiência que vivem em instituições de longa permanência.

Caixas com as doses começaram a ser enviadas aos estados na manhã desta segunda-feira (18) — Foto: Divulgação/Governo do Paraná

Plano de vacinação
O governo informou que os seguintes grupos serão vacinados até o fim do 1º semestre de 2021:

Primeira fase
.Trabalhadores da saúde;

.Idosos a partir dos 75 anos de idade;

.Pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência, como asilos e instituições psiquiátricas;

.População indígena.

Segunda fase
.Pessoas de 60 a 74 anos.

Terceira fase
.Pessoas com comorbidades, que possuem doenças renais crônicas, cardiovasculares, entre outras.

Os insumos para a vacinação no estado começaram a ser distribuídos aos municípios do Paraná no sábado (16), segundo a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa).

Segundo o governo, o Paraná tem 11 milhões de seringas e agulhas para o começo da campanha de vacinação. Outras 16 milhões já foram adquiridas e devem chegar ao estado nos próximos dias.

Para a distribuição das doses, a gestão estadual reservou quatro caminhões, três aviões e um helicóptero.

Além disso, o estado também tem quatro contêineres refrigerados com capacidade para armazenar 100 mil doses, além de 21 câmaras frias.

O Paraná conta ainda com 1.850 salas de vacinação espalhadas pelos munícipios. A expectativa do governo é que esse locais de imunização sejam ampliados.

Fonte: https://g1.globo.com/pr/

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Saúde

Fiocruz pede à Anvisa autorização emergencial de uso para vacina de Oxford

O prazo para análise pela ANVISA é de dez dias.

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Vacina desenvolvida por AstraZeneca e pela Universidade de Oxford contra a Covid-19 Foto: Justin Tallis/AFP

A Fiocruz pediu, nesta sexta-feira, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a autorização emergencial para uso da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford (Reino Unido) em parceria com a AstraZeneca. O prazo para análise é de dez dias.

Segundo a Anvisa, a solicitação é para o uso de 2 milhões de doses de vacinas importadas do laboratório Serum, da Índia. Também na manhã desta sexta-feira, o Instituto Butantan pediu autorização emergencial de uso para a CoronaVac. A expectativa é que as doses cheguem ao Brasil nos próximos dias e sejam rotuladas na Fiocruz e distribuídas no Brasil. Além do pedido de autorização emergencial de uso, a Fiocruz deve solicitar o registro definitivo até o dia 15 de janeiro.

— Este é um momento histórico para a Fiocruz. A submissão desse pedido de autorização para uso emergencial da nossa vacina covid-19, desenvolvida em parceria com a unidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca, é um passo importante para que possamos ter acessível, no Programa Nacional de Imunizações (PNI), uma vacina eficaz e segura para o Sistema Único de Saúde — afirmou a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. — Num momento de tantas dificuldades, em que lamentamos a perda de tantas vidas no Brasil e no mundo, 2021 se inicia com a esperança de termos um caminho, ainda a ser trilhado, de superação dessa crise.

Ao longo da semana, a fundação já havia realizado reuniões com a Anvisa para preparar o pedido de autorização emergencial de uso. A “vacina de Oxford”, como ficou conhecida, é a principal aposta do governo federal para a imunização da população brasileira. Em 30 de dezembro, a agência reguladora do Reino Unido aprovou o uso desse imunizante.

O acordo firmado entre a fabricante, a Fiocruz e o Ministério da Saúde prevê a fabricação de 100,4 milhões de doses da vacina de Oxford até o primeiro semestre de 2021, sendo 30 milhões no primeiro trimestre. Em entrevista coletiva na última quinta, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que no cenário mais otimista o Brasil deve iniciar a vacinação a partir do dia 20 de janeiro.

A partir do segundo semestre a expectativa é que a produção da vacina seja totalmente nacional com a confecção de mais 110 milhões de doses, totalizando cerca de 210 milhões. A eficácia global da vacina de Oxford é de 70%, segundo revisão publicada na revista Lancet. Antes de chegar a essa conclusão um erro de dosagem nos testes chegou a fragilizar a credibilidade do imunizante.

Assim como com a CoronaVac, a primeira etapa da análise, que ocorre nas 24 horas iniciais, servirá para checar se as informações apresentadas atendem aos requisitos da solicitação emergencial.

Na segunda, a Fiocruz apresentou dados sobre a vacina de Oxford à Anvisa, mas o procedimento não foi considerado suficiente para a aprovação emergencial do imunizante. A instituição ainda aguardava dados fornecidos pelo Instituto Serum, da Índia, responsável pela fabricação do produto.

Fonte: https://oglobo.globo.com/

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