Conecte-se Conosco

Saúde

Por que alguns pegam Covid entre a 1ª e a 2ª dose de vacina?

Com alta circulação do coronavírus, é importante que todo mundo continue se protegendo — mesmo aqueles que já foram imunizados.

Publicado

em

Foto: Frederick J. Brown/AFP e Anderson Cattai/G1

A enfermeira Maria Angélica Sobrinho, de 53 anos, foi a primeira a ser vacinada Contra a covid-19 na Bahia. Alguns dias depois, porém, ela apresentou sintomas e foi diagnosticada com a infecção pelo coronavírus.

E ela não é a única a vivenciar uma situação dessas: há relatos de outras pessoas em várias partes do Brasil que tomaram uma dose do imunizante e, enquanto aguardavam as semanas para completar o esquema vacinal, pegaram a doença.

Nas redes sociais, posts mentirosos começam a divulgar que os produtos aplicados nas atuais campanhas de imunização poderiam até matar.

Mas, antes de compartilhar esse tipo de informação, é preciso ter muito cuidado e entender o que está acontecendo.

Afinal, como é que algumas pessoas pegam Covid-19 no intervalo entre a primeira e segunda dose da vacina?

Proteção incompleta
Por enquanto, dois imunizantes são utilizados no Brasil: CoronaVac (Sinovac e Instituto Butantan) e CoviShield (AstraZeneca, Universidade de Oxford e Fundação Oswaldo Cruz).

Ambos precisam de duas doses para oferecer um nível de proteção suficiente contra o coronavírus.

O tempo entre a primeira e a segunda dose varia de acordo com o produto: a CoronaVac tem um intervalo de 14 a 28 dias, enquanto na CoviShield esse período é de três meses.

Nenhuma vacina disponível, para essa ou qualquer outra doença, é capaz de proteger, mesmo que parcialmente, em menos de 14 dias após a aplicação das doses, esclarece a médica Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Independentemente da tecnologia, as vacinas trazem em sua composição os antígenos, substâncias que vão interagir com as células do sistema imunológico, para que elas criem os anticorpos necessários e consigam lidar com uma futura invasão viral.

A questão é que esse processo leva um tempinho para ser concluído: as células imunes precisam reconhecer os antígenos, “interagir” com eles e criar uma reação satisfatória. Esse trabalho costuma levar cerca de duas semanas.

Seguindo esse raciocínio, uma pessoa que tomou apenas uma dose da vacina contra a Covid-19 não está protegida e precisa seguir com os cuidados básicos de prevenção (uso de máscara, distanciamento social, lavagem de mãos…).

“E mesmo quem recebeu as duas doses, não está liberado para ter uma ‘vida normal’. Pelo que sabemos, a vacina protege contra o adoecimento e as formas mais graves da Covid-19, mas as pessoas imunizadas podem continuar a transmitir o vírus para outras”, completa Ballalai.

Portanto, enquanto a circulação do coronavírus estiver em alta e não tivermos uma grande parcela da população vacinada, a tendência é que as medidas de restrição e controle continuem primordiais.

Impossibilidade científica
Outro medo que voltou a aparecer nos últimos dias foi a possibilidade de a própria vacina causar a Covid-19.

Mas isso é absolutamente impossível, garante Ballalai.

“Os imunizantes são feitos com vírus inativado e nem por um milagre elas podem provocar a doença”, diz a médica.

Esse, aliás, é um mito recorrente, que aparece todos os anos durante as campanhas contra o vírus Influenza, que costuma circular no período do outono e do inverno.

“O sujeito recebe a vacina e alguns dias depois apresenta sintomas de gripe. Ele então passa a acreditar que a culpa é da dose aplicada”, observa a especialista.

A explicação mais uma vez está no tempo necessário para ficar protegido: enquanto o sistema imune não finaliza a produção de anticorpos, o risco de se infectar com o Influenza (ou o coronavírus, no exemplo atual) é alto.

A CoronaVac é feita a partir de vírus inativado, um modelo usado na ciência há muitas décadas.

Como o próprio nome já diz, os coronavírus presentes nas ampolas passam por um processo com substâncias químicas e mudanças de temperatura que o inativam e acabam com qualquer possibilidade de ele invadir as células e começar a se replicar dentro do nosso corpo.

Já a CoviShield aposta na tecnologia do vetor viral não-replicante. Em resumo, os cientistas pegaram um adenovírus (um outro tipo de vírus, que também não se replica e não faz nenhum mal à nossa saúde) e colocaram dentro dele informações genéticas do coronavírus responsável pela pandemia atual para suscitar uma resposta imune.

Cuidados e recomendações
É importante lembrar que os efeitos colaterais das vacinas são raros — mas eles podem, sim, acontecer.

“O indivíduo pode ter febre, mal-estar, um pouco de dor…”, exemplifica Ballalai.

Se os incômodos não forem embora após alguns dias ou fiquem ainda mais intensos, é importante buscar uma orientação médica.

Isso porque esses sintomas podem até ser causados pelos imunizantes, mas eles também são característicos da própria Covid-19.

“Nunca ignore ou desvalorize sinais persistentes, pensando que eles são apenas uma reação à vacina. Se for o caso, procure um especialista para uma avaliação individualizada”, orienta a médica.

Até 25 de fevereiro, o Brasil vacinou cerca de 6,3 milhões de pessoas, o que corresponde a 3,6% da população.

O país com a imunização mais adiantada no mundo é Israel, que já protegeu 91% de seus habitantes.

Com 227,6 milhões de doses das vacinas contra a Covid-19 administradas no mundo todo, por ora não há notícias sobre efeitos colaterais preocupantes que justifiquem uma paralisação nas campanhas.

Fonte: https://g1.globo.com/bemestar/vacina

Comentários

Saúde

Vacinação contra a gripe começa nesta segunda; idosos não serão os primeiros a serem vacinados

Ministério da Saúde alterou ordem dos grupos prioritários a fim de evitar conflitos com o calendário de vacinação contra a Covid-19, que acontece paralelamente.

Publicado

em

Vacina contra a gripe começa nesta segunda (12). — Foto: Anselmo Cunha/PMPA

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, o vírus da gripe, começa nesta segunda-feira (12) e vai até 9 de julho. Excepcionalmente neste ano, idosos não serão os primeiros a serem imunizados para evitar conflito com o calendário de vacinação contra a Covid-19.

A vacinação contra a gripe será dividida em três grupos prioritários:

1ª etapa — de 12 de abril a 10 de maio:
crianças, gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde;

2ª etapa — de 11 de maio a 8 de junho:
idosos e professores;

3ª etapa — de 9 de junho a 9 de julho:
demais grupos prioritários;

O governo federal recomenda que as pessoas que fazem parte do grupo prioritário tomem primeiro a vacina contra a Covid-19 e depois a vacina contra a gripe. A recomendação é que haja um intervalo mínimo de 15 dias entre a aplicação das duas vacinas.

Campanhas simultâneas
O Ministério da Saúde realiza todos os anos, a partir do começo do outono, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. Neste ano, o Governo terá o desafio de coordenar a vacinação contra a gripe e ao Covid-19 ao mesmo tempo.

Para evitar aglomerações nos postos de saúde e cruzamento entre os públicos-alvo da vacina contra a gripe e contra o coronavírus, foram feitas adaptações na ordem dos grupos prioritários a serem vacinados.

A vacinação começa no dia 12 de abril e será dividida em três grupos prioritários, distribuídos de forma escalonada. Primeiro, serão vacinadas as crianças, gestantes, puérperas, povos indígenas e trabalhadores da saúde. Em seguida, será a vez dos idosos e dos professores e, por último, os demais grupos.

O público-alvo é estimado em 79,7 milhões de brasileiros, e a meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 90% dos grupos prioritários.

Excepcionalmente este ano, pessoas com mais de 60 anos não serão o primeiro grupo a ser imunizado contra a gripe para evitar conflito com o calendário de vacinação contra a Covid-19, que estará acontecendo paralelamente.

Caso a pessoa se enquadre dentro do grupo prioritário das duas vacinas, o Ministério da Saúde recomenda que seja tomado primeiro a vacina contra a Covid-19, e depois a vacina contra a gripe. É necessário dar um intervalo mínimo de 14 dias entre as duas vacinas porque ainda não se sabe os efeitos da coadministração simultânea dos dois imunizantes.

Grupos prioritários
A OMS (Organização Mundial da Saúde) definiu como grupos de elevada prioridade para a vacinação os profissionais da área da saúde e os idosos. Em seguida, sem ordem de prioridade, vêm as crianças de 6 meses a 5 anos, as gestantes e os portadores de determinadas doenças crônicas.

No Brasil, outros grupos também serão contemplados na campanha deste ano. Fazem parte do grupo prioritário, segundo o Ministério da Saúde:

.Crianças entre 6 meses e 6 anos de idade
.Gestantes e puérperas
.Povos indígenas
.Trabalhadores da saúde
.Idosos com 60 anos ou mais
.Professores das escolas públicas e privadas
.Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais
.Pessoas com deficiência permanente
.Forças de segurança e salvamento
.Forças Armadas
.Caminhoneiros
.Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso
.Trabalhadores portuários
.Funcionários do sistema prisional
.Adolescentes e jovens entre 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas
.População privada de liberdade

Fonte: https://g1.globo.com/bemestar

Comentários
Continue lendo

Saúde

Vacinação contra Covid-19 de profissionais da segurança pública começa nesta segunda em SP

Plano de vacinação também inclui os policiais federais que atuam no estado. Expectativa do governo é a de imunizar 180 mil profissionais da área.

Publicado

em

Fotos: Reprodução

O governo de São Paulo começa nesta segunda-feira (5) a vacinação contra a Covid-19 das equipes de segurança pública e administração penitenciária em todo o estado. A expectativa é a de vacinar 180 mil profissionais da área. Além de São Paulo, outros estados também iniciam nesta segunda a imunização de profissionais de segurança pública (leia mais abaixo).

O plano de vacinação inclui os policiais federais que atuam em São Paulo, policiais militares, civis, bombeiros, da Polícia Científica, agentes de segurança e de escolta penitenciária, e guardas civis metropolitanos municipais.

Para evitar aglomerações em postos de saúde, os profissionais serão vacinados nos próprios quarteis e batalhões.

Outros estados
A vacinação desses profissionais também foi iniciada nesta segunda (5) no Distrito Federal, em Porto Alegre, em São Luís e nas cidades de Macapá e Santana, no Amapá.

Entre as capitais, a imunização de trabalhadores da segurança pública já começou em Salvador, Goiânia, Manaus, Porto Velho e Campo Grande.

Além das capitais, a categoria começou a ser vacinada em cidades do Rio Grande do Sul, do Paraná e em Sobral, no Ceará. No Piauí, a imunização começou nesta segunda, com a vacinação de um militar na cidade de Corrente.

Vacinação de profissionais de segurança pública nos estados:

. Preveem começar hoje: AL, AP, DF, MA, PI e SP
. Já tinham começado: AM, BA, CE, GO, MS, PA, PR, RO e RS
. Ainda não começaram e não começam hoje: AC, ES, MG, MT, PB, PE, RJ, RN, RR, SC, SE e TO

Vacinação em SP
Na sexta-feira (2) teve início a vacinação de idosos de 68 anos e de trabalhadores do serviço funerário no estado de São Paulo.

Na próxima segunda-feira (12) será a vez dos 350 mil profissionais da educação com 47 anos ou mais, que atuam nas redes municipal, estadual e privada, com prioridade para os profissionais do Ensino Básico.

O governo de São Paulo lançou um site para cadastro obrigatório desses profissionais. Nesta etapa, o plano prevê a imunização de professores, inspetores, diretores de escola, faxineiros e merendeiras a partir de 47 anos.

Histórico da vacinação
A vacinação contra a Covid-19 começou no Brasil em 17 de janeiro, logo após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso emergencial da CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

A enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, moradora de Itaquera, na Zona Leste da capital paulista, foi a primeira pessoa, fora dos estudos clínicos, a receber a vacina.

O Programa Nacional de Imunização (PNI) brasileiro teve início no dia 18 de janeiro, e começou a ser feito após a distribuição das 6 milhões de doses da CoronaVac importadas já prontas da China.

No estado de São Paulo, a vacinação começou com profissionais de saúde da linha de frente no combate ao coronavírus, indígenas, quilombolas e idosos que viviam em instituições, e foi avançando conforme a chegada de vacinas.

Vacinômetro
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, mais de 6,4 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 foram aplicadas no estado.

Dessas, cerca de 4,7 milhões correspondem a aplicações de primeira dose, e 1,6 milhão já com a segunda dose.

Fonte: https://g1.globo.com/sp/

Comentários
Continue lendo

Saúde

Paraná começa a distribuir 525 mil doses de vacinas contra a Covid-19 e remédios para intubação

Estado recebeu novo lote na quinta-feira (1º) e faz a distribuição durante esta sexta-feira (2). Secretaria comprou medicamentos e recebeu itens do Ministério da Saúde.

Publicado

em

Foto: Jose Fernando Ogura/Sesa

O Paraná começa a distribuir aos municípios, nesta sexta-feira (2), 525 mil doses de vacinas contra a Covid-19, que foram recebidas na quinta-feira (1º). Além disso, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) também irá enviar remédios para intubação de pacientes.

Até agora, 1,1 milhão de pessoas foram vacinadas contra a Covid-19, no Paraná, sendo que 242 mil receberam as duas doses do imunizante.

De acordo com o governo do estado, a maior parte do novo lote será destinada para a aplicação da segunda dose, de reforço.

O estado irá enviar aos municípios 5,5 mil doses para a vacinação de idosos com 65 anos ou mais. Outras 2,2 mil unidades serão usadas para vacinar servidores das forças de segurança, como policiais.

A expectativa da Secretaria de Estado da Saúde é que os municípios consigam retomar a vacinação, a partir de domingo. Em algumas cidades, a aplicação foi suspensa por falta de doses.

Remédios
Segundo a Sesa, 108 mil medicamentos serão enviados para as 22 regionais de saúde junto com o novo lote de vacina. Os remédios fazem parte do chamado “kit intubação” e usados para tratar pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O governo informou que comprou a maior parte dos medicamentos e que recebeu 20 mil unidades do Ministério da Saúde.

Os remédios foram comprados de fornecedores estrangeiros, segundo a secretaria, por causa da alta demanda pelos kits, com a escalada da pandemia.

Um balanço publicado pela secretaria, na quinta-feira, apontou que o Paraná tem 2.214 pessoas internadas na UTI com suspeita ou diagnóstico da doença.

Entre os leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) para adultos, exclusivos Covid-19, a taxa de ocupação das UTIs está em 95%.

Fonte: https://g1.globo.com/pr

Comentários
Continue lendo

Mais Lidas