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O primeiro debate de Trump e Biden em 7 destaques

Biden chamou Trump de palhaço, o presidente dos EUA tentou vincular o candidato democrata à extrema esquerda e disse que a Suprema Corte poderá ter que decidir o resultado.

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Fotos: Patrick Semansky/AP

Faltando 35 dias para as eleições presidenciais dos Estados Unidos, Donald Trump e Joe Biden discutiram acaloradamente nesta terça-feira (29) em seu primeiro debate. Houve muitas interrupções e acusações.

Veja abaixo sete destaques do confronto entre os candidatos:

1 – Trump interrompe Biden, e os dois trocam ofensas
Falando muito desde o começo, Trump quase não deu espaço para o adversário, interrompendo inclusive o moderador e tornando difícil a distribuição do tempo.

Biden, irritado, chegou a pedir para que Trump se calasse para que pudesse falar: “Você quer se calar, homem?”.

Quando discutiam planos de saúde, Biden chamou o presidente de palhaço: “Tudo que ele está dizendo até agora é simplesmente mentira. Todo mundo sabe que ele é um mentiroso… você tem alguma ideia do que este palhaço está fazendo?”

2 – Suprema Corte e fraude nas eleições
O presidente foi o primeiro a ser questionado pelo moderador, que perguntou por que o presidente indicou Amy Coney Barrett para a Suprema Corte faltando pouco mais de um mês para a eleição presidencial.

“Não fui eleito para três anos, fui eleito para quatro”, justificou Trump, embora em 2016 seu próprio partido tenha barrado uma indicação de um juiz feita em março por Barack Obama — sob a alegação de que ela não poderia ser feita em ano de eleição presidencial.

Ao fim do debate, os dois discutiram a segurança da votação e dos resultados das eleições. Trump sugeriu que pode haver fraude, especialmente nos votos pelos correios – uma teoria que ele apresenta há meses, sem comprovação.

Biden o acusou de “assustar” os eleitores para tentar convencê-los a desistir de votar e pediu que todos votem. Ele garantiu que é impossível que exista uma manipulação dos resultados e disse que irá aceitar o resultado oficial, aguardando a contagem total.

3 – Esquerda Radical
Trump acusou o candidato democrata de ser aliado da esquerda radical, uma estratégia antecipada por sua equipe. “Seu partido quer adotar a medicina socialista”, acusou, sendo rebatido pelo adversário.

Biden tentou se distanciar da ala esquerdista de seu partido, mas sem acusá-la de nada, e afirmou sua autoridade: “O partido sou eu agora”.

Ao falar sobre os protestos ao redor do país e a violência em alguns atos, Trump voltou a associar Biden à esquerda radical, dizendo que o democrata não afirmaria ser a favor da lei e da ordem, porque isso o faria perder os votos dessa ala de eleitores.

4 – Coronavírus
Durante a discussão sobre o novo coronavírus, Trump insistiu na ideia de que a imprensa quer prejudicá-lo com uma imagem negativa, embora, segundo ele, até mesmo governadores democratas elogiem suas iniciativas no combate à pandemia. Biden deu risada da afirmação.

Trump acusou Biden de querer manter os EUA fechados e disse que isso iria destruir o país. O democrata afirmou que era a favor de manter medidas de segurança necessárias para evitar o aumento do número de casos e mortes.

5 – Impostos
Ao falar sobre a economia, o presidente foi questionado a respeito do pagamento de seus impostos, após uma reportagem do jornal “New York Times” mostrar que ele pagou apenas U$ 750 em 2016. Biden, que divulgou nesta terça seus impostos do ano passado, voltou a pedir que Trump faça o mesmo.

“Eu paguei milhões de dólares em imposto de renda”, disse Trump, que desmentiu o jornal. O presidente voltou a repetir o que tem dito desde 2015, que mostrará os documentos quando “eles estiverem prontos”.

Biden disse que eliminaria os cortes de impostos feitos por Trump como estratégia para reaquecer as atividades econômicas do país e chamou o adversário de “o pior presidente que os Estados Unidos já teve”.

6 – Protestos, violência e racismo
Trump acusou Biden de querer tirar fundos da polícia. O presidente também reafirmou que cidades governadas por democratas são mais violentas.

Biden negou categoricamente que pretenda retirar financiamento de forças policiais e afirmou que métodos violentos não são aceitáveis nunca.
A conversa foi levada a uma discussão sobre racismo, e o moderador lembrou que, durante protestos contra supremacistas brancos em Charlottesville, em 2017, Trump afirmou que havia “boas pessoas dos dois lados”. O moderador pediu então, que o presidente condenasse os grupos de extrema-direita e supremacistas brancos, como já fez com a extrema-esquerda e o movimento Antifa em várias oportunidades.

Trump então disse: “Proud Boys (grupo de supremacistas), recuem e fiquem na sua”. Ele, porém, prosseguiu: “Mas, vou lhe dizer uma coisa, alguém tem que fazer algo sobre a Antifa e a esquerda porque isso não é um problema de direita, é um problema de esquerda”.

7 – Brasil e suas florestas
Biden citou o Brasil no debate: “As florestas tropicais no Brasil estão sendo destruídas”, disse. Ele acusou Trump de não usar sua influência para ajudar a defender a natureza e prometeu que, caso seja eleito, tentará reunir outros países para agir nesse sentido, inclusive ameaçando o Brasil economicamente.

“O Brasil, a floresta tropical do Brasil, está sendo demolida, está sendo destruída, mais carbono é absorvido naquela floresta tropical do que cada pedacinho de carbono que é emitido nos Estados Unidos”, disse.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

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Condenada por matar grávida e roubar bebê será primeira mulher executada por governo dos EUA em quase 70 anos

Departamento de Justiça anunciou que Lisa Montgomery receberá injeção letal em 8 de dezembro.

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Foto: Reuters/BBC

Pela primeira vez em quase 70 anos, os Estados Unidos executarão uma mulher condenada no sistema penal federal.

Conforme o Departamento de Justiça anunciou no sábado (17), Lisa Montgomery, que estrangulou uma mulher grávida no Missouri em 2004 antes de cortar sua barriga, remover e roubar o bebê, receberá uma injeção letal em 8 de dezembro.

A última mulher a ser executada pelo governo dos Estados Unidos foi Bonnie Heady, executada em uma câmara de gás no Missouri em 1953, de acordo com o Centro de Informações sobre Pena de Morte.

A execução federal do criminoso Brandon Bernard, que com seus cúmplices assassinou dois jovens líderes religiosos em 1999, também está marcada para dezembro.

O procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, disse que os crimes pelos quais essas pessoas foram condenadas à pena de morte foram “assassinatos especialmente hediondos”.

Devemos isso às vítimas e às famílias’, disse o procurador-geral William Barr — Foto: Reuters/BBC

Quem é Lisa Montgomery?
Em dezembro de 2004, Montgomery dirigiu do Estado do Kansas até a casa de Bobbie Jo Stinnett, no Missouri, supostamente para comprar um cachorro.

“Uma vez dentro da residência, Montgomery atacou e estrangulou Stinnett, que estava grávida de oito meses, até que a vítima perdeu a consciência”, de acordo com um comunicado de imprensa do Departamento de Justiça.

“Usando uma faca de cozinha, Montgomery cortou o abdômen de Stinnett, trazendo-a de volta à consciência. Uma luta se seguiu e Montgomery estrangulou Stinnett até a morte”, acrescenta.

Montgomery então removeu o bebê do corpo de Stinnett e o sequestrou. O corpo de Stinett foi encontrado uma hora após sua morte por sua mãe, que imediatamente avisou os serviços de emergência.

Montgomery foi presa em sua casa no dia seguinte graças aos avanços da computação forense — permitiram sua identificação através da análise de conversas no computador de Stinett. O bebê, de um dia de idade, foi entregue aos cuidados do pai.

Em 2007, um júri a considerou culpada de sequestro e assassinato e recomendou por unanimidade a pena de morte.

Os advogados de Montgomery defendiam que ela tinha distúrbios mentais devido a danos cerebrais sofridos devido a espancamentos que recebia na infância em casa — e que não deveria ser condenada a morte.

Qual é a diferença entre execuções federais e estaduais?

Execuções em nível federal são raras nos EUA. Desde a restauração da pena de morte em 1988, o governo federal executou apenas três condenados — Foto: Erik S. Lesser/Getty Images North America/AFP

No sistema de Justiça dos Estados Unidos, os crimes podem ser julgados em tribunais federais, em nível nacional, ou em tribunais estaduais, em nível regional.

Certos crimes, como falsificação de moeda ou roubo de correspondência, são automaticamente processados em nível federal.

A pena de morte foi proibida em nível estadual e federal por uma decisão da Suprema Corte de 1972 que cancelou todos os estatutos existentes sobre a pena de morte.

Mas outra decisão da Suprema Corte de 1976 permitiu aos estados restabelecerem a pena de morte e, em 1988, o governo aprovou uma legislação que a tornou disponível novamente em nível federal.

De acordo com dados compilados pelo Centro de Informações sobre Pena de Morte, 78 pessoas foram condenadas à morte em processos federais entre 1988 e 2018, mas apenas três foram executadas.

Em julho passado, o governo Trump retomou as execuções federais pela primeira vez em 17 anos.

As execuções de Montgomery e Bernard serão a oitava e a nona realizadas pelo governo federal neste ano.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

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Airbus fecha acordo com trabalhadores para corte de 4,2 mil vagas na França

Sindicatos aceitaram esquemas de licenças e afirmam que negociações vão evitar demissões compulsórias.

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Foto: Blagnac Eric Cabanis / AFP

Os principais sindicatos franceses assinaram nesta segunda-feira (12) um acordo trabalhista muito aguardado com a Airbus AIR.PA da Europa, cobrindo reduções de empregos e licenças para trabalhadores de produção afetados pela queda na demanda de jatos de passageiros causada pela epidemia de coronavírus.

Após três meses de negociações, os sindicatos que representam a maioria dos trabalhadores franceses da fabricante de aviões assinaram um acordo abrindo caminho para o corte de 4,2 mil empregos na França, incluindo 3.400 em Toulouse, capital aeroespacial da Europa, onde a Airbus está sediada.

Os sindicatos afirmam que o acordo evitará demissões compulsórias, embora o presidente-executivo Guillaume Faury tenha alertado recentemente a equipe de que medidas voluntárias não seriam suficientes.

Os sindicatos também assinaram um acordo implementando esquemas de licenças, apoiados pelo governo, para até 30% dos funcionários franceses envolvidos principalmente no trabalho de produção.

No total, a Airbus busca cortar 15.000 vagas entre seus mais de 130.000 funcionários e reafirmou esses planos depois que os mercados de aviação não conseguiram se recuperar da crise causada pela COVID-19 tão rapidamente quanto era esperado.

Mas a empresa informou que 1.500 empregos poderiam ser poupados se for mantido o apoio do governo para as licenças e 500 outros poderiam ser salvos pelo prometido financiamento do governo francês em um novo projeto de aeronaves livre de carbono.

Os acordos entram em vigor em 1º de janeiro.

“Durante a reestruturação, alcançamos nossa meta de ter zero dispensas compulsórias, que era nossa linha vermelha”, disse à Reuters Jean-François Knepper, negociador do sindicato Force Ouvriere.

Qualquer queda no número de pessoas que concordam em sair, em comparação com a meta da Airbus, pode ser resolvida prolongando o período de inscrição ou restringindo os salários por mais um ano, acrescentou.

Os funcionários da Airbus têm até 31 de dezembro para se inscreverem para a demissão voluntária, mas isso pode ser estendido até 31 de março.

O sindicato minoritário CGT recusou-se a apoiar o pacote, dizendo que ele falhou em descartar dispensas compulsórias ou ajudar a maioria dos funcionários.

Fonte: https://g1.globo.com/economia

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Egito anuncia descoberta de 59 sarcófagos com cerca de 2,5 mil anos

Os sarcófagos com cerca de 2,5 mil anos foram exibidos no sítio arqueológico de Saqqara, no Egito.

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Foto: Mahmoud Khaled/AP. Khaled Desouki/AFP e Mohamed Abd El Ghany/Reuters

Vários sarcófagos foram exibidos dentro de uma tumba no sítio arqueológico de Saqqara, no Egito, neste sábado (3). O Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito disse que pelo menos 59 sarcófagos selados com múmias dentro foram encontrado em três poços.

O sítio arqueológico de Saqqara, fica localizado a 30 quilômetros ao sul do Cairo, no Egito.

Membros de missões diplomáticas no Egito participaram de entrevista coletiva para anunciar a nova descoberta, escavados pela missão arqueológica egípcia que trabalhava na necrópole de Saqqara, na descoberta de um poço funerário com fechados por mais de 2,5 mil anos.

Eles foram desenterrados ao sul do Cairo, no extenso cemitério de Saqqara, a necrópole da antiga capital egípcia de Memphis.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

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