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Esportes

Morre Paolo Rossi, ex-atacante italiano algoz do Brasil na Copa de 82

Campeão e artilheiro do Mundial da Espanha, ele marcou os três gols da Itália na vitória por 3 a 2 no Sarriá; ex-jogador foi vítima de um câncer de pulmão.

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Fotos: Getty Images, EFE e David Martinez Pelcastre/EFE

Eternamente associado à história da seleção brasileira por ter feito os três gols que eliminaram o Brasil da Copa de 82, o ex-atacante italiano Paolo Rossi morreu nesta quarta-feira, aos 64 anos. Segundo o jornal “Gazzetta dello Sport”, o ídolo da Azzurra foi vítima de um câncer de pulmão descoberto há pouco tempo.

Rossi morreu exatamente duas semanas depois de outro ícone do futebol mundial nos anos 80, o argentino Diego Maradona, campeão e principal nome da Copa do México, em 1986.

A notícia da morte de Paolo Rossi foi divulgada inicialmente pelo jornalista Enrico Varriale, da emissora de TV RAI, e posteriormente no site do jornal “Gazetta dello Sport” e outros veículos de imprensa do país. Rossi deixa a mulher Federica Cappelletti, com quem era casado desde 2010, e três filhos: Sofia Elena, Maria Vittoria e Alessandro.

O ex-jogador da Juventus foi campeão e artilheiro do Mundial da Espanha-1982, com seis gols. Até a segunda fase, ainda não tinha marcado nenhum, mas desencantou na vitória da Itália por 3 a 2 sobre a seleção dirigida por Telê Santana, que marcou época com craques como Zico, Falcão, Júnior e Sócrates.

O camisa 20 da Itália abriu o placar no antigo Estádio Sarriá, em Barcelona, aos cinco minutos de jogo, de cabeça. Sócrates empatou para o Brasil aos 12, mas Paolo Rossi voltou a marcar aos 25, aproveitando um erro de passe na defesa brasileira. A seleção de Telê jogava pelo empate para ir à semifinal, e Falcão igualou o placar aos 23 do segundo tempo, mas aos 29, o atacante italiano aproveitou um bate-rebate após um escanteio e completou na pequena área para fazer o gol que eliminou o Brasil do Mundial da Espanha e colocou a Itália no caminho do tricampeonato.

Depois, Rossi marcou os dois gols da vitória por 2 a 0 sobre a Polônia, na semifinal, e fez o primeiro da Itália no 3 a 1 sobre a Alemanha na decisão. Por sua atuações e gols na reta decisiva da competição, Rossi foi eleito o melhor jogador da Copa da Espanha. Também em 1982, recebeu a Bola de Ouro da revista “France Football”, então a mais prestigiosa premiação individual do futebol mundial.

Títulos na Juventus e escândalo antes da Copa de 82
Paolo Rossi nasceu na cidade de Prato, em Florença. Começou a jogar na Juventus, onde viveu os melhores momentos da carreira. Pelo clube de Turim, conquistou duas vezes o Campeonato Italiano (1981/82 e 1983/84), a Copa Europeia (atual Liga dos Campeões da Uefa), em 1984/85, a Supercopa da Uefa em 1984, a extinta Recopa Europeia, em 1983/84, e a Copa da Itália, em 1982/83. Também foi campeão da Série B italiana em 1976/77 pelo Vicenza.

Em 1978, disputou pela seleção italiana sua primeira Copa do Mundo, na Argentina, marcando três gols na campanha que terminou com um quarto lugar – a Itália perdeu para o Brasil por 2 a 1 na disputa pelo terceiro posto. Já reconhecido como um dos principais jogadores do país, Paolo Rossi foi suspenso por três anos em 1980, quando atuava pelo Perugia, acusado de envolvimento em um escândalo de manipulação de resultados conhecido como “Totonero”. Posteriormente, sua pena foi reduzida a dois anos, o que permitiu sua convocação para a Copa da Espanha.

Rossi jogou somente em clubes italianos, com passagens também por Como, Vicenza, Milan e Hellas Verona, onde encerrou a carreira, em 1987. Em 2002, o ex-atacante lançou um livro sobre sua trajetória nos campos, com inegável destaque para o marcante jogo contra a seleção brasileira em 1982, possivelmente o mais importante da sua carreira: “Ho fatto piangere il Brasile” (Eu fiz chorar o Brasil, em português). Rossi também trabalhou como comentarista em emissoras de TV italianas, como RAI e Mediaset.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/

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Esportes

Londrina vence e garante o acesso à Série B 2021. Remo está na final da Série C

Londrina consegue o resultado no Mangueirão e conta com o tropeço do Paysandu diante do Ypiranga-RS; Mesmo com a derrota, Remo está na decisão e espera pelo adversário do Grupo C.

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Fotos: Reprodução

O Londrina venceu o Clube do Remo por 1 a 0 na tarde-noite deste sábado, no Estádio Mangueirão, em Belém, e garantiu o acesso à Série B do Brasileiro 2021. Antes do confronto iniciar, o Tubarão tinha a missão mais difícil do quadrangular da Terceirona. Só a vitória interessava e ainda teria que torcer por um tropeço do Paysandu contra o Ypiranga-RS. E deu tudo certo. Com gol contra de Gilberto Alemão, aos 42 minutos do segundo tempo, os paranaenses fizeram o resultado na capital paraense e contaram com a vitória do Canarinho gaúcho pelo mesmo resultado diante do Papão.

O Leão Azul, mesmo derrotado em casa – já havia conquistado a vaga na Segundona com uma rodada de antecedência – está na final da competição nacional, aguardando as definições do Grupo C, neste domingo, para saber qual será o adversário.

Primeiro tempo
Com a vitória sendo o único resultado que interessava, o Londrina forçou Vinícius a fazer uma grande defesa logo aos cinco minutos. Igor Paixão arriscou de fora da área e o goleiro espalmou à escanteio. A partir daí, as jogadas de perigo passaram a ser esporádicas. Com o acesso garantido e precisando apenas de um empate para sacramentar a vaga na final, o Remo jogava com tranquilidade, sem urgência, trabalhando a bola e deixando o jogo morno.

O Tubarão não tinha fôlego para pressionar na frente, era lento, muito preso. Nos minutos finais do embate, porém, a coisa esquentou. Douglas Santos e Carlos Henrique assustaram Vinícius em lances seguidos. O Leão Azul respondeu com Lucas Siqueira, de longe, com a bola passando muito próxima da trave. Os times foram para o intervalo no 0 a 0.

Segundo tempo
O segundo tempo começou pegando fogo. O cronômetro não marcava nem cinco minutos quando Tcharlles, em um chute que saiu sem força, e Marcondes, no desvio que quase termina em gol contra, tiveram lances importantes para o Remo. O Londrina quase marca logo em seguida. Carlos Henrique bateu forte e o paredão azulino, Vinicius, defendeu com o pé, salvando os donos da casa. Era lá e cá. Gedoz cobrou escanteio, Fredson testou e a bola explodiu no travessão. Quase o primeiro do Leão! Aos 19, Eduardo Ramos cabeceou no ângulo e Dalton fez um verdadeiro milagre no Mangueirão. O Tubarão não desanimou e parou novamente no goleiro em uma finalização de Victor Daniel.

E os paranaenses seguiram pro tudo ou nada. Samuel Gomes recebeu o passe na área, ficou cara a cara com Vinícius e a bola passou muito perto da trave. Incrível! Na base do abafa, entretanto, veio a jogada que garantiu o Londrina na Série B. Aos 42 minutos, Gedoz perdeu a bola na entrada da área, Jardel cruzou, Vinicius saiu mal, Samuel Gomes pegou a sobra e bateu para o meio. A bola desviou no zagueiro Gilberto Alemão e entrou. Gol contra, mas suficiente para, após o apito final, o time londrinense comemorar o retorno à Segundona nacional!

Classificação final do quadrangular
O Remo terminou na liderança do Grupo D com 10 pontos em seis jogos, seguido pelo Londrina, com nove, fechando o G2 do acesso. O Ypiranga-RS ficou na terceira posição com sete, enquanto que o Paysandu se despediu do torneio na última colocação com os mesmos sete pontos, mas perdeu nos critérios de desempate: saldo de gol -2 contra -1 dos gaúchos.

Comemoração, Remo x Londrina, Série C – Foto: Fernando Torres/AGIF – Estadão Conteúdo

Partidas da final da Série C
O Londrina, agora, irá se preparar para as competições de 2021, entre elas a Série B. O Clube do Remo ainda terá mais dois jogos pela frente na final da Série C, marcados para os dias 24 e 31 deste mês, dois domingos. O adversário ficará entre Brusque e Vila Nova, que jogam neste domingo, dia 17. Somente o Brusque poderia tirar a possibilidade de vantagem azulina de decidir a competição em casa. Se os catarinenses vencerem o Santa Cruz no Recife, se igualam aos paraenses em pontos (41), vitórias (11), mas teriam que tirar uma vantagem no saldo de gols que hoje é de 12 para o Remo contra apenas 2.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/

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Jogador brasileiro não sobrevive à parada cardiorrespiratória e morre em Portugal

Alex Apolinário defendia o Alverca e faleceu por morte cerebral, segundo o clube; Mundo do futebol presta homenagens.

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Foto: Getty Images

O jogador Alex Apolinário, do Alverca, que havia sofrido uma parada cardiorrespiratória no último domingo, morreu nesta quinta-feira. O clube português divulgou um comunicado sobre o falecimento do brasileiro, por morte cerebral.

– Com profundo pesar comunicamos, de acordo com as informações prestadas pelo corpo médico do Hospital de Vila Franca de Xira, o falecimento por morte cerebral do nosso atleta Alex Sandro dos Santos Apolinário, esta manhã. O FC Alverca Futebol SAD prestará todo o apoio necessário a seus familiares – declarou o Alverca.

Alex Apolinário sofreu a parada cardiorrespiratória durante o jogo do Alverca contra o Almeirim, válido pela terceira divisão do Campeonato Português. Ele caiu desacordado no gramado por volta dos 27 minutos do primeiro tempo, perto do círculo central. Veja.

Os jogadores alertaram o árbitro, que decidiu não retomar a partida por causa do episódio. O brasileiro precisou ser atendido com o uso de desfibrilador e, depois de ter a situação estabilizada, foi encaminhado ao Hospital de Vila Franca de Xira para continuar com a recuperação.

Alverca anuncia morte do brasileiro Alex Sandro — Foto: Reprodução

A mãe do jogador, Vânia Apolinário, havia recebido a notícia na terça-feira de que os médicos do Hospital de Vila Franca de Xira estavam otimistas com os exames realizados com Alex, para avaliar as funções de órgãos vitais. Mas infelizmente ele não sobreviveu.

Alex Apolinário tinha 24 anos e jogava no Alverca desde o início de 2019, quando saiu do Cruzeiro. Ele ganhou notoriedade em Portugal ao marcar um dos gols da vitória por 2 a 0 sobre o Sporting de Lisboa, na temporada passada, que eliminou o clube de maior expressão da Taça de Portugal. Ele teve passagens pelas categorias de base e do Botafogo-SP, Cruzeiro e Athletico-PR.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/

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Corte Arbitral do Esporte confirma que Rússia não poderá participar das Olimpíadas de Tóquio

CAS não aceita apelação russa e confirma que país está fora das próximas Olimpíadas de inverno e verão e também da Copa do Mundo de futebol; atletas, se provarem que não estão dopados, poderão competir, mas com a bandeira do COI.

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Foto: Divulgação

A Rússia está proibida de usar seu nome, sua bandeira e seu hino nas competições dos próximos dois anos, incluindo as Olimpíadas de verão, marcadas para Tóquio no ano que vem, os Jogos de Inverno, que serão em Pequim em 2022, e a Copa do Mundo de futebol, no Catar, também em 2022. A decisão foi confirmada nesta quinta-feira pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), na Suíça.

Atletas e times russos poderão competir nas Olimpíadas e em outros eventos, mas não com seus uniformes e bandeiras. Eles, confirmado que não estão envolvidos em escândalos de doping, poderão competir, mas não representando a Rússia, e sim sob um bandeira do Comitê Olímpico Internacional (COI), no caso das Olimpíadas.

Segundo o Tribunal, as autoridades russas adulteraram um banco de dados do laboratório de testes de Moscou antes de entregá-lo aos investigadores da WADA no ano passado, que continha evidências prováveis ​​para processar violações de doping de longa data. Isso foi a gota d´água, depois de todo o escândalo que já tinha ocorrido em 2015. Na ocasião, veio a público o escândalo de doping institucionalizado no país, inclusive com suporte do Governo local.

Rusada Agência Antidoping da Rússia — Foto: Maxim Shemetov/Reuters

Apesar de todo o acontecimento, os russos tiveram duas vitórias no resultado do julgamento: a punição sugerida pela Agência Mundial Antidoping era de quatro anos, e a Corte decidiu que o banimento é por apenas dois anos. Outro fator positivo é com relação ao nome da equipe proposta em grandes eventos. O nome “Rússia” até pode ser mantido nos uniformes se as palavras “Atleta Neutro” ou “Equipe Neutra” tiverem igual destaque.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) chegou a excluir a Rússia dos Jogos Olímpicos do Rio 2016, mas deixou nas mãos das federações nacionais a decisão de executar a suspensão. No Rio, por exemplo, os competidores do atletismo da Rússia não puderam usar a bandeira do país, o mesmo acontecendo com o remo e levantamento de peso. Nos Jogos de inverno de 2018, o pais não participou de nenhuma modalidade, com os atletas, sem a bandeira, conquistando 17 medalhas.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/

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