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Política

Mãe do prefeito afastado Marcelo Crivella morre aos 85 anos

Em prisão domiciliar, Crivella terá que pedir autorização à Justiça para ir ao enterro de Eris Bezerra Crivella.

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Foto: Reprodução

Mãe do prefeito afastado Marcelo Crivella, Eris Bezerra Crivella morreu nesta segunda-feira aos 85 anos, em seu apartamento, em Copacabana. A causa da morte ainda não foi revelada. Crivella, que segue em prisão domiciliar, era o único filho de dona Eris, que teria morrido enquanto dormia.

Investigado pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) no caso que ficou conhecido como “QG da Propina”, que apura supostos esquemas ilícitos na prefeitura, Crivella está preso preventivamente desde o dia 22 de dezembro e precisará de autorização judicial para ir ao enterro da mãe, previsto para esta quarta-feira, no cemitério do Caju. Eris era irmã do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal.

A operação conjunta do MPRJ e da Polícia Civil prendeu preventivamente, no último dia 22, seis suspeitos de participarem de um suposto esquema de corrupção na prefeitura. O ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça, atendeu a um pedido da defesa de Crivella para lhe conceder prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, vetando, contudo, a comunicação por telefones e computadores. Antes disso, Crivella chegara a ser encaminhado ao Presídio de Benfica.

Segundo a denúncia do MPRJ, empresários teriam repassado valores para ter acesso a contratos e para receber valores que eram devidos pela gestão municipal. As investigações foram iniciadas em 2019 e tiveram como ponto de partida delação premiada do doleiro Sérgio Mizrahy.

Fonte: https://oglobo.globo.com/

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Política

Morre Maguito Vilela, prefeito licenciado de Goiânia

Político lutava contra uma infecção de bactérias e fungos nos pulmões após se recuperar da Covid-19. Ele estava há mais de 80 dias em UTI do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

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O ex-governador de Goiás e prefeito licenciado de Goiânia, Maguito Vilela (MDB), faleceu nesta quarta-feira (13), aos 71 anos. A informação foi confirmada pelo secretário de Comunicação da capital, Bruno Rocha Lima. O político estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, lutando contra uma infecção pulmonar, em decorrência da Covid-19, da qual já havia se recuperado.

A nota divulgada pela Secretaria de Comunicação da capital informou que “a família está providenciando o traslado do corpo de São Paulo para Goiás e ele deve ser sepultado em Jataí, sua terra natal”.

O Hospital Albert Einstein confirmou a morte do político. Segundo a unidade de saúde, Maguito faleceu às 4h10 desta quarta-feira.

Maguito perdeu duas irmãs para a Covid-19 em intervalo de menos de dez dias em agosto de 2020. No dia 19, morreu Nelma Vilela Veloso, de 76 anos, que tinha diabetes e problemas pulmonares, comorbidades que agravaram o quadro. Já no dia 28, a irmã mais velha, Nelita Vilela, de 82 anos, também faleceu.

Nelma e Nelita Vilela, irmãs de Maguito, morreram vítimas da Covid-19 — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

O político passou por vários cargos públicos em Goiás: vereador, prefeito, governador e senador. Foi eleito gestor da capital com 52% dos votos no 2º turno das Eleições 2020, tomou posse de forma virtual e se licenciou do cargo.

Com a morte de Maguito, Rogério Cruz (Republicanos) deve assumir a administração de Goiânia.

Internações e tratamento
Luiz Alberto Maguito Vilela testou positivo para o coronavírus em 20 de outubro de 2020. Dois dias depois, ele foi internado em um hospital de Goiânia.

No dia 27 de outubro, o político recebeu diagnóstico de até 75% de inflamação nos pulmões e um alerta para o nível crítico de saturação de oxigênio no sangue. No mesmo dia, ele foi transferido para São Paulo.

Maguito foi entubado três dias depois, após piora no quadro respiratório. No dia 8 de novembro, ele foi extubado, mas o político ainda precisava de suporte de oxigênio.

No dia 15, data do primeiro turno da eleição, o emedebista foi entubado pela segunda vez para fazer uma broncoscopia para verificar as causas da piora na inflamação dos pulmões.

Dois dias depois Maguito começou um tratamento respiratório com uma máquina chamada ECMO, que funciona como os pulmões e o coração de forma artificial. Além do procedimento, o político passou por uma hemodiálise para ajudar as funções dos rins.

No dia 24, ele passou por uma cirurgia de traqueostomia, que consiste em abrir um pequeno buraco na garganta, diretamente na traqueia, para auxiliar na respiração.

Em 3 de dezembro, após testar negativo para Covid-19, Maguito foi transferido para um leito de UTI comum do hospital. Depois de dois dias, a ECMO foi retirada.

No dia 9 de dezembro, os médicos começaram a redução intensa dos sedativos. Filho dele, Daniel Vilela chegou a dizer que o pai demonstrou plena consciência sobre ser o prefeito eleito de Goiânia.

Ainda na UTI, Maguito tomou posse por meio de assinatura eletrônica. Segundo o médico Marcelo Rabahi, que acompanhou e tratou o político, nesse dia ele demonstrou boas chances de recuperação.

Em 11 de janeiro, o político apresentou um sangramento nos pulmões e passou por uma cirurgia para controlar o quadro. Após o procedimento, ele não teve mais hemorragias nos órgãos e voltou a ter um quadro estável, com redução dos sedativos.

Maguito teve uma piora no quadro de saúde com uma infecção nos pulmões provocada por bactérias e fungos. A equipe médica iniciou tratamento com antibióticos e remédios vasoativos para controlar a pressão arterial de forma artificial.

O advogado e político goiano Luiz Alberto Maguito Vilela, de 71 anos, nasceu em Jataí, no sudoeste do estado, em 24 de janeiro de 1949. Ele foi casado com Sandra Regina Carvalho Vilela. Após a separação, casou-se com Carmen Silva, com quem viveu até 2013. Atualmente era casado com Flávia Teles.

Ele deixa quatro filhos: Vanessa, Daniel, Maria Beatriz e Miguel; e uma enteada: Anna Liz.

Carreira política
Maguito já foi eleito vereador, deputado estadual e federal e vice-governador. Também foi governador de Goiás entre 1995 a 1998, quando disputou e ganhou a eleição para senador. Em 2007, foi nomeado por Guido Mantega, então ministro da Fazenda, como vice-presidente do Banco do Brasil.

Antes de disputar a eleição desde ano, foi eleito prefeito de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, por duas vezes, em 2008 e 2012.

Fonte: https://g1.globo.com/go/

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Política

Lewandowski dá a Lula acesso a mensagens de Moro e Deltan obtidas por hackers

Decisão vale apenas para conteúdos que digam respeito ao ex-presidente. Material foi apreendido na Operação Spoofing, que apurou a invasão de celulares de autoridades.

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Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu nesta segunda-feira (28) pedido da defesa do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva para ter acesso a mensagens apreendidas no âmbito da Operação Spoofing, da Polícia Federal.

Em julho de 2019, a operação prendeu hackers suspeitos de invadir celulares do ex-juiz Sergio Moro e de integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato de Curitiba, como o procurador Deltan Dallagnol.

Trechos das mensagens foram divulgadas em uma série de reportagens pelo site The Intercept. Entre as conversas divulgadas estão as atribuídas a Moro e a procuradores da Lava Jato

Segundo a decisão de Lewandowski, as mensagens que digam respeito – direta ou indiretamente – a Lula devem ser entregues no prazo de 10 dias pela 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, com o apoio de peritos da Polícia Federal.

O ministro determinou que também devem ser entregues à defesa as conversas que tenham relação com investigações e ações penais de Lula na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba ou em qualquer outra jurisdição, ainda que estrangeira.

As informações relativas a outras pessoas devem permanecer em sigilo. Segundo o despacho, há sete terabytes de informações obtidas na operação.

A defesa de Lula tem usado as mensagens entre o ex-juiz e procuradores da Lava Jato para recorrer na Justiça das condenações do ex-presidente.

Em outro recurso ao Supremo, os advogados de Lula pedem a anulação dos atos dos membros da força-tarefa nos processos contra o ex-presidente por parcialidade. O caso ainda não foi julgado.

Foto: https://g1.globo.com/politica

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Política

Prefeito Marcelo Crivella é preso a nove dias do fim de seu mandato

Crivella atribui prisão à perseguição política.’Lutei contra todas as empreiteiras, tirei recursos do pedágio, do carnaval, e isso é perseguição. Quero que se faça justiça’, disse ele.

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Marcelo Crivella é levado por policiais para o exame de corpo de delito Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo

A três dias do Natal e a nove do fim de seu mandato, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Bezerra Crivella (Republicanos), foi preso na manhã desta terça-feira. Ele era investigado em um inquérito que ficou conhecido como o QG da Propina — um esquema de corrupção que acontecia dentro da prefeitura. Crivella foi afastado do cargo e deve se abster de realizar qualquer ato inerente à função. O presidente da Câmara, Jorge Felippe, assume prefeitura do Rio interinamente.

Além de Crivella foram presos Rafael Alves, homem de confiança do prefeito e apontado como operador do esquema; o delegado aposentado Fernando Moraes; o ex-tesoureiro Mauro Macedo; e os empresários Cristiano Stokler e Adenor Gonçalves. A decisão é da desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita.

— Isso é uma perseguição política. Lutei contra todas as empreiteiras, tirei recursos do pedágio, do carnaval, e isso é perseguição. Quero que se faça justiça — disse Crivella logo após a prisão.

O ex-senador Eduardo Benedito Lopes também é alvo ação, que é comandada pela Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (CIAF) e pelo Ministério Público estadual, mas não foi encontrado em casa. A polícia teve a informação de que ele está no Pará. Já é considerado foragido.

Carro da Polícia no condomínio do prefeito Marcelo Crivella Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Crivella preso
Cinco agentes do Ministério Público e da Polícia Civil chegaram pouco antes das 6h em quatro carros à casa de Crivella, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ele ainda estava dormindo quando os policiais tocaram a campainha de seu apartamento, que fica no segundo andar de um prédio de luxo. Ainda de pijamas e sem entender o que estava acontecendo, recebeu os agentes e os levou até a sala.

Após ser informado do mandado que seria cumprido contra ele, Crivella teria passado a questionar os agentes e o promotor do Gaeco. Segundo uma fonte que participou da prisão, Crivella pediu para ter acesso aos documentos e foi informado que seus advogados poderiam vê-los na delegacia.

Após alguns minutos, Crivella pediu para colocar uma roupa — um terno azul — e não pôde tomar café da manhã. Em seguida, foi levado para a Delegacia Fazendária, na Cidade da Polícia, na Zona Norte. Durante o percurso, de pouco mais de 20 minutos, o prefeito ficou quase todo o tempo calado, exceto uma única vez que reclamou da prisão. No carro, Crivella ficou entre um agente e um promotor.

A primeira-dama Jane Crivella teve uma crise de choro quando soube que o marido seria preso. Ela chamou um dos seguranças da Prefeitura do Rio para que fosse até o apartamento. Pouco depois das 6h10, ele chegou ao local e disse que estava ali “para dar um suporte para a dona Jane”.

Alberto Sampaio, advogado de Crivella, afirmou que a prisão “é uma injustiça” e que ainda nesta terça-feira vai ingressar com um habeas corpus na Justiça:

— É uma injustiça certamente. Foi uma surpresa, certamente. Com certeza (ele não esperava ser preso). Vou pedir ainda hoje um habeas corpus.

Por volta das 11h40, Crivella e os outros presos deixaram a Cidade da Polícia para fazer exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal. Após o procedimento, às 12h17, foram levados para o Fórum, no Centro do Rio.

Rafael Alves em 2016, em visita a Jerusalém junto com o prefeito Marcelo Crivella. Foto: Arquivo

Prisão de Rafael Alves
Já quando os policiais chegaram à casa de Rafael Alves, ele estava dormindo. Segundo fontes do MP, a empresária Shana Arouche teria brigado com os investigadores, e Rafael Alves pensou que fosse mais uma operação de busca e apreensão, ficando visivelmente abalado quando soube que seria preso.

O ex-tesoureiro Mauro Macedo, ao ser preso, segundo fontes da Polícia Civil, perguntou se os policiais não deveriam esperar seu advogado chegar. No entanto, foi informado que teria que ser conduzido para a Cidade da Polícia.

O delegado aposentado Fernando Moraes, um dos conselheiros da Agência Reguladora de Transportes do Estado, e o empresário Adenor Gonçalves (responsável pelo Grupo Galileu) por estarem com sintomas de Covid-19, foram levados para a Polinter.

Segundo fontes do Ministério Público, todos os presos passarão, às 15h, por audiência de custódia com a desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita.

Revelada com exclusividade pelo GLOBO em dezembro, a investigação QG da Propina teve como alvo o governo Crivella e está baseada na colaboração premiada do doleiro Sérgio Mizrahy, preso pela operação Câmbio, Desligo no ano passado.

Na delação, homologada pelo Tribunal de Justiça do Rio, Mizrahy se referiu a um “QG da propina” dentro da Riotur e apontou Rafael Alves como operador do suposto esquema.

Esquema na Prefeitura do Rio

“Balcão de Negócios” na prefeitura do Rio Foto: Editoria de Arte

O doleiro afirmou na delação que Rafael Alves se tornou um dos homens de confiança de Crivella ao articular doações para sua campanha eleitoral de 2016. Ele ainda contou que Alves emplacou o irmão na presidência da Riotur e viabilizou “a contratação de empresas para a prefeitura e o recebimento de faturas antigas em aberto, deixadas na gestão do antigo prefeito Eduardo Paes, tudo em troca de pagamentos de propina”.

Aos promotores, Mizrahy disse que recebia semanalmente de Rafael cheques de prestadores de serviço da prefeitura. O doleiro contou que um deles era uma propina da empresa Locanty, que faz serviços de limpeza, coleta de lixo e locação de veículos. Embora não tenha contratos na gestão Crivella, a companhia cobra dívidas deixadas pela administração anterior.

Para comprovar o seu depoimento, Mizrahy relata episódios ocorridos nos dias 10 e 11 de maio do ano passado, logo após sua prisão. Diz que dois funcionários da Riotur, empresa comandada pelo irmão de Rafael, estiveram naqueles dois dias na casa de Mizrahy para “resgatar” com a sua mulher cheques destinados ao pagamento de propina da Locanty. O doleiro os chama de Johny e Thiago no depoimento. O GLOBO apurou que seus nomes completos são Jones Augusto Xavier de Brito e Thiago Vinícius Martins Silva, e que, de fato, estiveram empregados na Riotur naquele período — atualmente, apenas Thiago continua na empresa municipal, lotado no gabinete da presidência; Jones desligou-se em julho deste ano da Riocentro S.A.

Além de Crivella, foram presos também:
Rafael Alves, empresário apontado como operador do esquema;

Fernando Moraes, delegado aposentado;

Mauro Macedo, ex-tesoureiro da campanha de Crivella;

Adenor Gonçalves dos Santos, empresário;

Cristiano Stockler Campos, empresário.

Fonte: https://g1.globo.com/rj

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