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Joe Biden toma posse como 46º presidente dos Estados Unidos

Democrata assume a presidência dos EUA em cerimônia no Capitólio.

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Fotos: Jim Lo Scalzo/Pool Photo via AP, Patrick T. Fallon e Jim Watson/AFP

Joe Biden chegou à Casa Branca como presidente pela primeira vez. A previsão é de que assine mais de 10 atos executivos ainda nesta quarta-feira, inclusive marcando a volta dos Estados Unidos ao Acordo de Paris e à Organização Mundial de Saúde. Ele também deve desfazer uma série de ações de Donald Trump, como o veto à entrada de cidadãos de países muçulmanos no país.

A vice-presidente Kamala Harris também chegou à Casa Branca, e em seguida se dirigiu ao Eisenhower Executive Office Building, logo ao lado, onde fica seu gabinete.

Após serem transportados no carro oficial, Joe e Jill Biden percorrem a pé o trecho final da Pennsylvania Avenue na chegada até a Casa Branca, acompanhados por filhos e netos. A caminhada substitui o tradicional desfile perante o público, cancelado este ano.

Já no primeiro dia de mandato de Joe Biden, o site da presidência dos EUA apresenta mudanças: voltaram as menções às alterações climáticas, eliminadas durante a gestão de Trump, e também a versão em espanhol da página, que deixou de existir enquanto Trump foi presidente.

Biden e Harris realizaram a inspeção das tropas no Capitólio, e receberam presentes de líderes dos partidos Democrata e Republicano, em substituição ao tradicional almoço que aconteceu em posses anteriores e foi cancelado, por causa da pandemia de coronavírus. Eles seguiram para o cemitério militar de Arlington, onde depositarão coroa de flores no túmulo do soldado desconhecido.

Ao final, Joe Biden e Kamala Harris assinaram seus termos de posse. O presidente assinou também as nomeações do primeiro escalão de seu governo.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

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Carlos Menem, ex-presidente da Argentina, morre aos 90 anos

Menem governou a Argentina entre 1989 e 1999, sendo a pessoa que mais tempo comandou o país vizinho de forma ininterrupta.

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Fotos: AFP Photo/CIJ, Daniel Luna e Jorge Durán/AFP

Carlos Menem, ex-presidente da Argentina e atual senador pela província de La Rioja, morreu neste domingo (14), aos 90 anos.

Ele foi a pessoa que mais tempo comandou o país vizinho de forma ininterrupta – foi presidente de 1989 a 1999, com uma política de privatização e forte abertura às importações que o distanciou da doutrina estatista e industrial histórica de sua força política, o peronismo do Partido Justicialista. Um outro ramo desse grupo agora exerce o poder novamente, com Alberto Fernández como presidente.

Sua visão privatizante e liberal fez dele figura querida para o Fundo Monetário Internacional, os investidores de Wall Street, os republicanos dos EUA e o Fórum Econômico Mundial de Davos.

Carlos Menem, à direita, é empossado como presidente da Argentina em 1989 — Foto: Reuters/Presidencia de la Nación/Archivo via / Latin America News Agency

Formado em direito, Menem foi governador de sua província natal, La Rioja, em duas ocasiões, a primeira em 1973, embora tenha sido destituído do cargo quando ocorreu o golpe de 1976 e foi detido por dois anos.

Paridade cambial
Menem promoveu a reforma da Constituição em 1994, que introduziu a reeleição presidencial imediata, além de abolir a obrigatoriedade de professar a religião católica para quem exerce a presidência argentina.

Privatizou a maioria das empresas públicas e estabeleceu uma taxa de câmbio com paridade de 1 para 1 entre o peso argentino e o dólar, esquema que gerou abundância momentânea, mas que explodiu em 2001, gerando a pior crise econômica da história do país.
Também perdoou os maiores responsáveis pela última ditadura (1976-1983) que haviam sido processados, bem como membros de organizações guerrilheiras.

Ele esteve em prisão domiciliar preventiva em 2001 por um julgamento por contrabando de armas para a Croácia e Equador. Foi libertado semanas depois por decisão da Suprema Corte de Justiça e posteriormente absolvido por prescrição em um caso que durou 25 anos.

A venda ilegal de armas ao Equador ocorreu apesar de a Argentina ter sido a garantidora da paz no confronto de 1995 entre Lima e Quito.

Foi o único presidente latino-americano a aderir à aliança ocidental para participar da Guerra do Golfo (1990-91), com o despacho de dois navios.

Menem concorreu à presidência novamente em 2003 e venceu o primeiro turno com 24% dos votos, contra 22% do peronista Néstor Kirchner. No entanto, ele se recusou a participar do 2º turno por perceber o risco de uma avalanche de votos para seu rival.

Em 2019, Menem foi condenado a três anos e nove meses de prisão por fraude na venda de um imóvel na década de 1990. Segundo a Suprema Corte, o ex-presidente desviou recursos públicos na transação comercial. Para ser preso, no entanto, ele deveria ser condenado também pelo Senado, o que não ocorreu.

Além disso, o ex-presidente foi absolvido da acusação de encobrimento dos autores do atentado contra o centro judaico AMIA, em Buenos Aires, em 1994. A Justiça condenou, no mesmo julgamento, o ex-chefe de Inteligência do ex-presidente e um ex-juiz, entre outros ex-funcionários e cúmplices. O ataque deixou 85 mortos e 300 feridos.

Saúde debilitada
Ativo na política quase até o fim da vida, Menem chegou a participar das primeiras reuniões virtuais do Senado argentino em meio à pandemia do coronavírus.

Uma grave pneumonia diagnosticada em 13 de junho, piorada por seus problemas de diabetes, afetou seriamente sua saúde nas últimas semanas.

Ele esteve internado primeiro no Instituto Argentino de Diagnóstico (IADT). Depois, foi transferido para o Sanatório Los Arcos, no bairro portenho de Palermo, para fazer um check-up de próstata, mas foi diagnosticado com uma infecção urinária que complicou seus problemas cardíacos.

Na véspera de Natal, ele foi induzido ao coma após apresentar insuficiência renal. Mais tarde chegou a ser despertado e se sentia melhor, mas acabou falecendo nesta mesma clínica.

O ex-presidente teve três filhos em dois casamentos, o primeiro com Zulema Yoma e o segundo com a ex-miss Universo Cecilia Bolocco.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

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Larry Flynt, fundador da revista ‘Hustler’, morre aos 78 anos

De acordo com fontes do TMZ, o magnata da indústria pornográfica morreu por insuficiência cardíaca pela manhã.

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Fotos: Gus Ruelas e Jeff Christensen/Reuters

Larry Flynt, fundador da revista “Hustler” e magnata da indústria pornográfica nos Estados Unidos, morreu aos 78 anos em sua casa em Los Angeles nesta quarta-feira (10).

A notícia foi confirmada ao jornal “Washington Post” pelo irmão de Larry, Jimmy Flynt, sem determinar a causa da morte. De acordo com fontes do site TMZ, ele morreu por insuficiência cardíaca pela manhã.

Flynt é conhecido por suas diversas empresas pornográficas, por seus muitos problemas com a justiça americana e por ter sido alvo de tentativa de assassinato em 1978, que o deixou paralisado da cintura para baixo.

O americano, que já era dono de uma casa de strip-tease, fundou a revista pornográfica “Hustler” em 1974. A publicação chegou a ter tiragem de 2 milhões de exemplares em seu ápice, no final dos anos 1970.

Por causa da revista, Flynt enfrentou diversos processos na justiça e acusações de abuso por parte de lideranças feministas. Com isso, ele se intitulou como um campeão da Primeira Emenda da Constituição americana, responsável por garantir a liberdade de expressão no país.

Em 1976, ele foi condenado por obscenidade e crime organizado e recebeu uma sentença de sete a 25 anos de prisão, mas ganhou a apelação.

Dois anos depois, ao sair de um tribunal em Atlanta onde enfrentava outra acusação de obscenidade, foi alvo de dois tiros de um franco-atirador. Depois de fugir, o autor do atentado confessou o crime após ser preso por uma série de assassinatos.

John Paul Franklin, um supremacista branco, disse que era contra fotos inter-raciais na “Hustler”. Flynt fez campanha contra a sua execução, que aconteceu em 2013.

Woody Harrelson interpreta Larry Flynt no filme ‘O povo contra Larry Flynt’, que rendeu a ele uma indicação ao Oscar de 1997 — Foto: Divulgação

Grande parte das batalhas jurídicas de Flynt e o ataque do qual foi alvo são retratados no filme “O Povo Contra Larry Flint” (1996), que recebeu duas indicações ao Oscar – entre elas uma de melhor ator para Woody Harrelson, que interpretou o magnata.

Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte

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Justiça da Rússia condena Alexei Navalny a passar mais de 2 anos na prisão

Ativista contrário o governo de Vladimir Putin já havia cumprido doze meses da pena em casa, mas um tribunal entendeu que ele descumpria a liberdade condicional.

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Fotos: Moscow City Court via AP

O ativista russo Alexei Navalny foi condenado nesta terça-feira (2) a passar dois anos e seis meses na prisão por violar uma liberdade condicional. O opositor de Vladimir Putin cumpre pena por fraude.

Navalny já havia sido condenado em 2014 a três anos e meio de prisão, e chegou a cumprir doze meses da pena em casa, segundo a agência russa RT. Entretanto, na decisão desta terça, um tribunal da Rússia entendeu que o principal opositor de Putin não se apresentou regularmente ao Serviço Penitenciário Federal.

O ativista foi preso em 17 de janeiro assim que desembarcou na Rússia, após passar meses na Alemanha se recuperando de um envenenamento pelo agente químico novichok. Navalny, que se contaminou com a substância em agosto na região russa da Sibéria, acusa o governo Putin de estar por trás da tentativa de envenenamento. O presidente nega.

A decisão foi anunciada dois dias depois de um dos maiores protestos da história contra Putin e contra a detenção do líder oposicionista terminar em mais de 5 mil prisões na Rússia. Mesmo com a tentativa do governo russo de desmobilizar a manifestação, com prisões de aliados de Navalny e fechamento de estações de metrô em Moscou, milhares foram às ruas da capital do país.

Repercussão internacional
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, disse em um comunicado que seu governo está “profundamente preocupado” com a sentença dada a Navalny e exige a liberação imediata do opositor de Putin.

Já o chanceler britânico, Dominic Raab, disse que o Reino Unido pediu a “libertação imediata e sem condições” de Navalny e de todos os manifestantes pacíficos detidos em protestos nas últimas semanas.

O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, disse em uma rede social que a condenação de Navalny vai contra os compromissos internacionais da Rússia como um Estado de Direito e que respeita as liberdades fundamentais.

O ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, respondeu às pressões internacionais e disse, em entrevista à agência estatal TASS, que os pedidos de liberdade “são divorciados da realidade” e que os países devem respeitar a soberania russa.

Acusação de fraude
Em 2014, Navalny foi condenado por fraude envolvendo 30 milhões de rublos, valor equivalente hoje a R$ 2,2 milhões, com a empresa de cosméticos francesa Yves Rocher. O ativista político nega a acusação, e diz que a Justiça agiu de maneira parcial por ele se opor a Putin.

Antes do julgamento desta terça, Navalny disse que foi preso devido “ao medo e ao ódio” imposto por Putin. O opositor afirmou ainda que o presidente russo ficará marcado na história por ser um “envenenador”.

“Eu o ofendi profundamente apenas por sobreviver à tentativa de assassinato que ele ordenou”, acusou Navalny. “A meta desta audiência é assustar um grande número de pessoas. Vocês não podem prender um país inteiro.”

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/

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