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Igreja Católica não pode abençoar as uniões do mesmo sexo, diz Vaticano

Uma decisão da Congregação para a Doutrina da Fé foi publicada pelo Vaticano. De acordo com o texto, a norma teve o apoio do Papa Francisco.

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Fotos: Reuters

O Vaticano afirmou, nesta segunda-feira (15) que padres e outras autoridades da Igreja Católica não podem abençoar uniões entre pessoas do mesmo sexo e que, se isso acontecer, elas não seriam oficiais.

O departamento do Vaticano responsável pela doutrina oficial, a Congregação para a Doutrina da Fé, publicou uma resposta a questões em algumas paróquias sobre o impacto dessas bênçãos, que eram enxergadas como uma sinalização favorável aos gays dentro da Igreja. A resposta da Congregação foi negativa.

O documento afirma que não é lícito abençoar uma relação ou parceria, ainda que estável, que envolve atividade sexual fora do casamento, “como é o caso de união entre pessoas do mesmo sexo”.

O Papa Francisco aprovou a resposta, de acordo com a Congregação para a Doutrina da Fé.

O texto diz que não pretende que a mensagem seja uma discriminação injusta, mas, sim, uma lembrança da verdade da liturgia.

Esses bênçãos não são permitidas nem mesmo se forem uma forma sincera de acolher os homossexuais e ajudá-los a encontrar a fé.

A Congregação disse na nota que a união entre um homem e uma mulher é um sacramento ligado ao casamento, e que a bênção não pode ser ampliada para casais do mesmo sexo.

“Não é lícito dar bênção a relacionamentos, até mesmo aos estáveis, que envolvam atividade sexual fora do casamento (ou seja, fora da união indissolúvel de um homem e uma mulher, aberto à transmissão da vida ), como é o caso das uniões entre pessoas do mesmo sexo “, afirma-se no texto.

https://g1.globo.com/mundo

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Conservador, Guillermo Lasso é eleito presidente do Equador

Ex-banqueiro Guillermo Lasso vai comandar a partir de 24 de maio o país onde vivem 17,4 milhões pessoas.

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Foto: Fernando Mendez / AFP

O ex-banqueiro Guillermo Lasso foi eleito presidente do Equador neste domingo (11). Lasso faz parte da direita conservadora e derrotou o economista de esquerda Andrés Arauz no segundo turno das eleições. Com 96,92% dos votos apurados, Lasso registra 52,52% dos votos válidos, contra 47,48% de Arauz. Lasso já está matematicamente eleito.

No primeiro turno das eleições, Lasso havia conquistado o segundo lugar, com 19,74% dos votos, enquanto Arauz tinha registrado 32,72%.

O candidato presidencial conservador, Guillermo Lasso. Foto: Fernando Mendez/AFP

Yaku Pérez ocupou com o terceiro lugar no primeiro turno, com 19,38% (ele ficou de fora do segundo turno por menos de 33 mil votos), e preferiu não declarar apoio a um dos candidatos. “Nós votamos pela ecologia, pela liberdade, e eles não têm essas qualidades. Nosso voto será nulo”, disse ele em entrevista ao G1.

O ex-banqueiro havia concorrido à presidência do Equador em 2013 e 2017, quando foi derrotado. Lasso representa a direita tradicional e reúne apoio entre empresários, alguns meios de comunicação e eleitores desencantados com o socialismo do século 21 que Correa proclamava.

Lasso assumirá o comando do país de 17,4 milhões de habitantes a partir de 24 de maio, substituindo o impopular Lenín Moreno, que deixa o cargo hostilizado pelas críticas à gestão da pandemia da Covid-19 e seus efeitos econômicos.

O candidato presidencial de esquerda, Andres Arauz. Foto: Camila Buendia/AFP

Arauz tem 36 anos (caso tivesse sido eleito, ele seria o presidente mais jovem da América Latina) e é conhecido por ser o herdeiro político do ex-presidente Rafael Correa (2007-2017). O ex-chefe de Estado ainda orbita no cenário local, apesar de estar há quatro anos fora do Equador e ter sido condenado por corrupção, processo que atribui a uma perseguição política.

Muito ativo no primeiro turno, Correa praticamente desapareceu na reta final da campanha, na tentativa de proteger seu pupilo das forças que o repelem. O ex-presidente está na Bélgica desde 2017.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

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Príncipe Philip morre aos 99 anos

Palácio de Buckingham anunciou que o marido de Elizabeth II morreu nesta sexta-feira. A causa ainda não foi informada. Em fevereiro, ele passou por uma cirurgia do coração.

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Fotos: Leon NEAL/AFP, Reprodução, Ben Stansall/Reuters e G1

O príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II, do Reino Unido, morreu aos 99 anos nesta sexta-feira (9). Ele completaria 100 anos em junho.

A causa exata da morte ainda não foi informada pelo Palácio de Buckingham. Em fevereiro, ele passou mal e foi internado como “medida de precaução”. No entanto, o príncipe precisou ser submetido a uma cirurgia cardíaca. Ele recebeu alta depois de um mês.

“É com profunda tristeza que Sua Majestade a Rainha anuncia a morte de seu amado marido, Sua Alteza Real, o Príncipe Philip, Duque de Edimburgo”, disse o palácio em um comunicado.

O príncipe “faleceu pacificamente esta manhã no Castelo de Windsor”, diz a nota. “Novos anúncios serão feitos no devido tempo. A Família Real se une às pessoas ao redor do mundo em luto por sua perda.”

O velório será realizado na capela de São Jorge, no Castelo de Windsor. O príncipe também vai ser enterrado nesse castelo, a pedido dele mesmo.

Não será feita uma cerimônia de Estado. Foi pedido ao público para não comparecer, pois há preocupação com a possibilidade de infecções pelo coronavírus.

Seu nome oficial era de Duque de Edimburgo. Ele esteve ao lado do reinado de sua mulher, o mais longo da história do Reino Unido, durante 69 anos. Nesse período, ele construiu uma reputação de ser sério, mas propenso a cometer gafes.

Ele se casou com Elizabeth em 1947 e teve um papel fundamental na modernização da monarquia no período pós-Segunda Guerra Mundial. Por trás das paredes do Palácio de Buckingham, era a única figura chave a quem a rainha podia recorrer e em quem confiar.

Em um discurso que marcou seu 50º aniversário de casamento em 1997, Elizabeth fez uma rara homenagem pessoal a Philip: “Ele tem, simplesmente, sido minha força e permanência todos esses anos”.

Apesar do protocolo, que o obrigou a estar sempre atrás da rainha e só cumprimentar as pessoas depois dela, em privado ele era considerado o chefe da família.

Philip não acompanhava sempre Elizabeth II —ele fez mais de 22 mil eventos só. Em agosto de 2017, ele se retirou da vida pública, apesar de, eventualmente, ainda aparecer em compromissos oficiais.

A última aparição foi em julho do ano passado, numa cerimônia militar no castelo de Windsor, o palácio onde ele e a rainha decidiram permanecer durante o período de Covid-19.

O casal teve quatro filhos, o príncipe Charles, a princesa Anne, e os príncipes Andrew e Edward.

A rainha viúva
Com a morte de Philip, há especulações sobre o que a rainha poderá fazer. Os especialistas em questões reais dizem que muito dificilmente ela vai abdicar.

Nos últimos anos, ela diminuiu a quantidade de eventos e passou alguns dos compromissos oficiais ao seu filho Charles e ao seu neto Wiliam.

Ela continua a cumprir as obrigações mais simbólicas da monarquia, como a abertura do Parlamento do Reino Unido.

Alguns dos comentaristas sobre a realeza afirmam que Philip era tido como um líder da família de fato, e que, nos últimos anos, com a saúde deteriorada, ele precisou se abster. Isso explicaria problemas como a crise com o príncipe Harry e sua mulher Meghan, que decidiram desistir de seus papéis reais.

Bisneto da rainha Vitória, nasceu em uma cozinha

Nesta foto de arquivo de agosto de 1951, a princesa Elizabeth está com seu marido, o duque de Edimburgo e seus filhos, o príncipe Charles e a princesa Anne, na residência do casal em Londres — Foto: Eddie Worth/AP/Arquivo

O Príncipe Philip da Grécia e da Dinamarca, bisneto da rainha Victoria (como a própria rainha Elizabeth II), nasceu em uma mesa de cozinha na ilha de Corfu, em 10 de junho de 1921.

Pouco mais de um ano depois, em dezembro de 1922, foi retirado da ilha em uma caixa de laranjas com o restante da família em um navio britânico. Na ocasião, o tio dele, o rei Constantino I da Grécia, avô da rainha da Espanha, teve que partir para o exílio.

Após uma infância errante e uma longa estadia em um pensionato austero da Escócia, ingressou na Marinha britânica e teve participação ativa na Segunda Guerra Mundial.

Depois do casamento, em 1947, com a então jovem princesa Elizabeth, Philip Mountbatten foi enviado a Malta, mas a meteórica ascensão militar foi interrompida pela subida ao trono da esposa, em 1952, o que o obrigou a renunciar à carreira.

“Estando casado com a rainha me parecia que deveria servi-la da melhor maneira possível”, disse certa vez numa entrevista à TV.

Espontaneidade inadequada

Desde então, ele desempenhava um papel secundário ao lado da monarca, a qual acompanhava em visitas oficiais. Mesmo assim, sempre foi alvo constante da imprensa devido a comentários espontâneos e, ao mesmo tempo, inadequados – e muitas vezes racistas.

Em 1986, por exemplo, aconselhou estudantes britânicos na China a não permanecerem muito tempo no país se não quisessem terminar com os “olhos rasgados”.

Durante uma visita à Austrália em 2002 perguntou a um aborígene se “ainda disparava flechas”. Em uma ocasião, um menino disse que gostaria de ser astronauta e o duque respondeu: “Nunca poderá voar, está muito gordo”.

A Rainha Elizabeth e o Príncipe Philip, acompanhado pelos meninos pajem, em 2014 — Foto: Yui Mok/Reuters

À ativista paquistanesa Malala Yousafzai, que quase morreu num ataque dos talibãs por defender o direito de educação das meninas, disse que “os pais enviam as crianças para a escola porque não as querem em casa”.

Ao ser questionado se gostaria de visitar a União Soviética, respondeu: “Eu gostaria muito de ir à Rússia, mas os bastardos assassinaram metade da minha família” (em referência ao destino dos Romanov).

A um professor de autoescola escocês, o príncipe perguntou: “Como você faz para manter os nativos suficientemente longe da bebida para aprová-los no exame?”

Apesar de tudo, ganhou a simpatia dos britânicos com o trabalho de incentivador de quase 800 organizações.

Casamento sólido

Princesa Elizabeth e o Príncipe Philip são fotografados durante baile organizado pela Marinha Real, em de dezembro de 1950 — Foto: AFP

Elizabeth e Philip casaram-se no dia 20 de novembro de 1947. Eles se conheceram em 1939, quando Philip da Grécia tinha 18 anos e a então princesa, 13. A futura rainha, apelidada de “Lilibet”, contou mais tarde que sentiu amor à primeira vista pelo louro alto de olhos azuis. Ele, por sua vez, nunca confessou se o sentimento foi recíproco.

“É a atração dos opostos: ela é séria, tímida, introvertida; ele, ao contrário, gosta de gente e da vida social, sendo muito divertido. Enfim, se complementam”, assinalou Marc Roche, autor da biografia “A última rainha”.

Com a prematura morte do rei George VI, Elizabeth subiu ao trono aos 25 anos. Philip tornou-se príncipe consorte, à sombra da esposa; foi até obrigado a mudar o sobrenome, Mountbatten, porque, segundo Winston Churchill, soava muito alemão, numa época de guerra.

Philip Mountbatten, em foto de julho de 1947 — Foto: AP/Arquivo

“O príncipe Philip é o único homem em todo o mundo que trata a rainha como um simples ser humano”, contou certa vez o ex-secretário privado de Elizabeth II, Lord Charteris. “É o único que se pode permitir. E isso agrada a ela”, acrescentou.

A solidez da “associação” que formaram contribuiu, em boa medida, para a estabilidade da monarquia britânica nas últimas seis décadas.

“A rainha e o príncipe formaram uma parceria de trabalho extraordinária, mas seriam felizes?”, escreveu Gyles Brandreth no best-seller “Philip e Elizabeth, retrato de um matrimônio”.

“A principal lição que aprendemos é que a tolerância é um ingrediente essencial de qualquer casamento feliz”, disse Philip em um discurso em 1997.

Segundo ele, a tolerância já é importante quando as coisas vão bem, “mas é absolutamente vital quando as coisas ficam difíceis: pode acreditar em mim que a rainha tem a qualidade da tolerância em abundância.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

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Canal de Suez: navio desencalha e volta a navegar após 6 dias

Ever Given tinha voltado a flutuar parcialmente na madrugada. Administradora do canal diz que navegação ‘será retomada imediatamente após a restauração completa da direção do navio’.

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Foto: Autoridade do Canal de Suez via Reuters e Reprodução/vesselfinder.com

O meganavio que encalhou e está bloqueando o Canal de Suez há quase uma semana voltou a navegar nesta segunda-feira (29) na principal ligação marítima entre a Ásia e a Europa, por onde passam cerca de 12% de todo o comércio global.

Mais cedo, a Autoridade do Canal de Suez (SCA, na sigla em inglês) havia informado que o Ever Given tinha sido “reflutuado com sucesso” e que “com toda a certeza, o trabalho estará concluído muito em breve”.

A administradora do canal afirmou também que “a navegação será retomada imediatamente após a restauração completa da direção da embarcação” e que o Ever Given será encaminhado à área de espera de Bitter Lakes “para inspeção técnica”.

Empresas especializadas em comércio marítimo estimam que as perdas econômicas direta ou indiretamente ligadas ao encalhe passam de R$ 300 bilhões, segundo a BBC. Há 369 embarcações na fila à espera da liberação do canal.

Segundo o presidente da SCA, Osama Rabie, serão necessários três dias e meio para que todos os navios na fila de espera consigam atravessar o canal após a sua liberação.

A Maersk, maior empresa de transporte de contêineres do mundo, aposta em um prazo maior. “Avaliando o acúmulo atual de navios, pode levar seis dias ou mais para que toda a fila passe”, disse a empresa em um comunicado.

Ela tem três embarcações presas no canal e 29 aguardando para entrar, além de 15 que já foram redirecionadas para dar a volta pelo sul da África.

Operação de desencalhe
A administradora do canal havia anunciado mais cedo que “manobras de empurrar e reboque bem-sucedidas levaram à restauração de 80% da direção da embarcação, com a popa 102 metros longe da margem do canal agora, em vez dos 4 metros de antes”.

A SCA afirmou também que as manobras estão programadas para ocorrer durante a maré alta, até às 11h30, “permitindo a restauração total da direção da embarcação para que ela seja posicionada no meio da hidrovia navegável”.

Nick Sloane, o mestre em salvamento responsável por desvirar o Costa Concordia, navio de cruzeiro que afundou na costa da Itália em 2012, havia dito na quinta-feira (25) que a melhor chance para fazer o navio flutuar seria no domingo (28) ou na segunda-feira (29).

Isso porque a maré de primavera adicionaria 18 polegadas (46 centímetros) extras de profundidade ao canal, quando a maré chegaria ao pico, segundo a Bloomberg, o que permitiria mais manobras.

O meganavio Ever Given, operado pela empresa Evergreen, encalhou na terça (23) no km 151 do canal, em meio a ventos fortes e uma tempestade de areia, e bloqueou a passagem de todos os outros navios.

Com 400 metros de comprimento e 220 mil toneladas, o meganavio de contêineres voltou a flutuar às 4h30 do horário local (23h30 no horário de Brasília), segundo a Inchcape, um provedor global de serviços marítimos.

Foto de satélite da manhã desta segunda (29) mostra o Ever Given flutuando parcialmente horas antes de desencalhar totalmente da margem e voltar a navegar pelo Canal de Suez — Foto: Planet Labs Inc. via AP

Por que o Canal de Suez é tão importante?
O Canal de Suez foi inaugurado em 1869, para ligar o Mar Vermelho ao Mediterrâneo, e é uma das rotas de navio mais utilizadas do mundo, com capacidade para receber navios gigantes de até 240 mil toneladas.

Cerca de 12% do comércio global passa pelo canal de 193 km, que fornece a ligação marítima mais curta entre a Ásia e a Europa.

A alternativa é dar a volta em toda a África, pelo Cabo de Boa Esperança, o que faz o trajeto entre os portos do Golfo e de Londres ter o dobro de distância e adiciona de uma a duas semanas à viagem.

Cerca de 50 navios passaram por dia no canal em 2019, o que representa quase um terço do tráfego mundial de navios de contêineres, e a rota concentra grande parte do petróleo transportado por mar.

As taxas de embarque para os navios petroleiros quase dobraram depois que o Ever Given encalhou, e o bloqueio interrompeu as cadeias globais de abastecimento.

Segundo a Bloomberg, cerca de US$ 9,6 bilhões em tráfego marítimo diário foram interrompidos pelo navio que encalhou (mais de R$ 50 bilhões).

O número é baseado em uma estimativa da Lloyd’s List, que aponta cerca de US$ 5,1 bilhões em mercadorias passam pelo canal por dia no sentido oeste (Europa) e aproximadamente US$ 4,5 bilhões no sentido leste (Ásia).

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

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