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Hospital italiano descobre funcionário que faltava ao trabalho havia 15 anos

O funcionário teria recebido ao todo € 538.000 (cerca de R$ 3,6 milhões em valores atuais) ao longo dos anos.

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Foto: Getty Images/Via BBC

Um hospital na Itália descobriu que um dos funcionários, que constava com salário integral em sua folha de pagamento, faltava ao trabalho havia 15 anos.

Segundo a mídia local, o homem (de identidade não divulgada oficialmente) teria parado de comparecer ao trabalho no hospital Ciaccio, na cidade de Catanzaro, no sul do país, em 2005.

Ele agora está sendo investigado sob suspeita de fraude, extorsão e abuso de poder, afirma a agência de notícias italiana Ansa.

O funcionário teria recebido ao todo € 538.000 (cerca de R$ 3,6 milhões em valores atuais) ao longo dos anos que, acredita-se, não tenha trabalhado. Não há informações sobre o que ele disse à polícia acerca das acusações.

Seis gerentes do hospital também estão sendo investigados em conexão com o caso, fruto de uma investigação policial mais ampla sobre absenteísmo e suspeitas de fraude no setor público italiano.
O homem apontado pela polícia como funcionário fantasma foi contratado para uma vaga pública no hospital em 2005. E parou de trabalhar em torno dessa mesma época. Segundo a polícia, ele ameaçou um chefe para impedi-lo de preencher um relatório disciplinar desfavorável.

Esse gestor acabou se aposentando e, segundo a polícia, a ausência do funcionário não teria sido percebida pelo sucessor e pelo departamento de recursos humanos.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

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Terremotos matam 20 e ferem mais de 200 no Paquistão

Tremores de magnitudes 5,7 e 4,6 foram registrados perto de Quetta, onde vivem cerca de 1 milhão de pessoas. Mais de 100 casas feitas de barro desabaram.

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Fotos: AP Photo, Arshad Butt/AP Photo e G1 Mundo

Dois terremotos consecutivos atingiram sul do Paquistão nesta quinta-feira (7) (noite de quarta no horário de Brasília).

O número de mortos chegou a 20, mas as autoridades paquistanesas temem que o número aumente porque mais de 100 casas feitas de barro e terra batida desabaram. Por isso, estima-se que centenas estejam desabrigados. As vítimas eram, na maioria, mulheres e crianças (ao menos seis), informaram socorristas.

Segundo autoridades, mais de 200 pessoas ficaram feridas após os sismos, dentre elas 40 em estado grave.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que monitora atividade sísmica no mundo inteiro, o primeiro terremoto teve magnitude 5,7 e epicentro a 20 km de profundidade — considerada muito próxima do nível do solo, o que amplifica a capacidade de o fenômeno causar estragos.

Em seguida, um outro tremor, com epicentro na mesma localidade, foi registrado com magnitude 4,6, mas a 10 km de profundidade: ou seja, ainda mais perto do solo e portanto ainda mais capaz de causar destruição.

Esses epicentros estavam muito perto da cidade de Quetta, na província do Baloquistão. Lá, vivem cerca de 1 milhão de habitantes, muitos deles em construções precárias. Em 1935, a mesma cidade foi atingida por um forte e devastador tremor, que matou mais de 30 mil.

A área mais atingida foi a remota cidade montanhosa de Harnai, onde a falta de estradas pavimentadas, eletricidade e cobertura móvel dificultam o resgate.

Os terremotos também provocaram apagões que obrigaram as equipes de resgate a usar lanternas para tratar feridos.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

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Lava do vulcão Cumbre Vieja toca o mar nas Canárias

Preocupação é pela liberação de gases tóxicos com o rápido resfriamento da rocha derretida ao tocar a água.

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Fotos: Nacho Doce e Jon Nazca /Reuters e Arte G1

A lava do vulcão Cumbre Vieja tocou nesta terça-feira (28) o mar do Atlântico, informou o Instituto Vulcanológico das Canárias (Involcan) em um comunicado. O vulcão entrou em erupção no domingo (19) e desde então deixou um rastro de destruição no arquipélago espanhol.

Especialistas alertam que o rápido resfriamento da lava ao entrar em contato com a água do oceano é preocupante, porque pode liberar gases tóxicos, carregados de ácido clorídrico. Não há, até o momento, o registro de mortos ou feridos por decorrência da atividade vulcânica na ilha.

Segundo a Defesa Civil, mais de 6 mil pessoas precisaram deixar suas casas. Mais de 600 construções, além de cerca de 20km de ruas e estradas foram atingidos pela lava que escorre há dez dias. Imagens feitas com um drone revelam a destruição na ilha. Veja video.

Mais cedo, o governo da Espanha declarou que a área do vulcão em erupção na ilha de La Palma, nas Canárias, é uma “zona de catástrofe”, com isso, o país vai destinar 10,5 milhões de euros (cerca de R$ 67 milhões) para medidas urgentes de moradia e ajuda aos desalojados.

O Instituto Geográfico Nacional (IGN) da Espanha voltou a emitir um alerta para novas explosões após o vulcão de Cumbre Vieja reduzir sua atividade nesta segunda-feira (27). Segundo o órgão do governo espanhol, a nuvem de cinzas alcançou os 7.000 metros.

“O IGN continua acompanhando a atividade e reforçou sua presença na ilha”, disse o instituto em nota.

Ilhas Canárias
As Canárias são um território espanhol no Oceano Atlântico, um arquipélago formado por oito ilhas. La Palma é uma delas e tem cerca de 83 mil habitantes.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

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Pedro Castillo é declarado presidente eleito do Peru mais de 1 mês após eleição presidencial

Justiça peruana oficializou vitória do candidato da esquerda após rejeitar os questionamentos feitos pela candidatura de Keiko Fujimori, derrotada pela terceira vez consecutiva.

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Fotos: AP Photo/Guadalupe Prado, Alessandro Cinque e Sebastian Castaneda/Reuters

O esquerdista Pedro Castillo foi enfim declarado nesta segunda-feira (19) vencedor das eleições presidenciais peruanas e é, portanto, presidente eleito do Peru.

O Jurado Nacional de Eleições, órgão responsável pelo processo eleitoral do país, oficializou a vitória do candidato do partido Peru Livre sobre a direitista Keiko Fujimori mais de um mês depois do segundo turno. A posse está prevista para 28 de julho.

Keiko só disse nesta segunda, horas antes da proclamação do resultado, que reconheceria a vitória do adversário, mas manteve o tom duro: “Nossa defesa da democracia não termina com a proclamação ilegítima de Castillo”, criticou.

Castillo surpreendeu logo no primeiro turno, ao superar figuras tradicionais da política peruana em uma eleição bastante embolada. No segundo turno, ele enfrentaria Keiko Fujimori — herdeira do fujimorismo, corrente política de linha dura que dominou o Peru na década de 1990. A adversária disputaria a presidência pela terceira vez consecutiva.

Em 6 de junho, dia da votação, foi impossível declarar um vencedor. A apuração mostrava margens minúsculas de diferença entre os dois candidatos. Ao fim, Castillo terminou na frente com uma diferença de 44 mil votos, mas Keiko se recusou a aceitar o resultado, acusou o adversário de fraude e entrou com processos na justiça eleitoral.

O esquerdista Pedro Castillo e a direitista Keiko Fujimori disputaram o segundo turno da eleição presidencial no Peru — Foto: Ernesto Benevides/AFP e Gian Masko/AFP

Nenhum desses questionamentos, porém, foi bem sucedido. Houve até um pedido de demissão por parte de um dos componentes do Júri Eleitoral para tentar atrasar o processo, mas a vaga logo foi preenchida e a manobra, criticada. Manifestantes dos dois lados foram às ruas em Lima e outras partes do país para pedir respeito ao voto.

Finalmente, na tarde de 12 de julho, o Júri Nacional terminou a análise de todos os questionamentos feitos por Keiko e seus partidários, abrindo caminho para a oficialização da vitória de Castillo.

Quem é Pedro Castillo

Castillo, de 51 anos, foi uma grande surpresa no primeiro turno das eleições presidenciais no Peru, um país com eleitores profundamente decepcionados com seus políticos tradicionais.

O presidente eleito ficou conhecido no cenário nacional em 2017, após liderar uma greve de professores de quase três meses exigindo aumento de salários dos professores. Na campanha, ele prometeu um aumento para professores públicos.

Castillo chegou a prometer no início da campanha desativar o Tribunal Constitucional e dizia que a Suprema Corte do país defendia a “grande corrupção”. Ele também ameaçou fechar o Congresso se os parlamentares não aceitarem seus planos.

Ao longo da corrida presidencial, no entanto, Castillo mudou de tom e prometeu seguir a Constituição “enquanto ela estiver em vigor”, mas disse que buscará uma nova Assembleia Constituinte caso seja eleito.

Em relação aos costumes, Castillo adota postura mais conservadora: ele se recusa a legalizar o aborto, é contra o “enfoque de gênero” na educação e tem relutado em reconhecer os direitos de minorias sexuais. Depois das eleições, ele declarou que não é comunista — em resposta a uma das alegações feitas pelos fujimoristas.

O novo presidente peruano nasceu na pequena cidade andina de Puña, na província de Chota, onde os moradores costumam usar chapéu de aba larga, como Castillo usava em suas viagens e até mesmo no único debate presidencial realizado nesta campanha. Também dirigente sindical, ele foi votar a cavalo na região andina de Cajamarca, onde reside.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/

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