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Hong Kong marca aniversário de massacre na Praça da Paz Celestial com ‘velas em todo lugar’

Repressão chinesa em 1989 matou cerca de 300 soldados, segundo os dados oficiais.

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Fotos: Tyrone Siu/Reuters

Moradores de Hong Kong driblaram a proibição às reuniões públicas adotada pela pandemia de Covid-19 e acenderam velas em toda a cidade nesta quinta-feira (4), para lembrar a repressão sangrenta dos soldados chineses dentro e nos arredores da Praça da Paz Celestial, em Pequim, em 1989.

O aniversário de 4 de junho toca um nervo especialmente sensível da cidade semiautônoma neste ano por causa da decisão tomada pela China no mês passado de impor uma legislação de segurança nacional sobre Hong Kong, que críticos temem acabar com as liberdades do polo financeiro.

A data também chega no momento em que a mídia chinesa e autoridades de Pequim expressaram apoio aos protestos contra a brutalidade policial nos EUA. O evento da Praça da Paz Celestial não é oficialmente marcado na China continental, onde o assunto é tabu e debates são censurados.

Em Pequim, a segurança ao redor da Praça da Paz Celestial, uma atração turística popular do centro da cidade, pareceu reforçada, com mais policiais visíveis do que em dias normais.

Em Hong Kong, uma vigília anual com velas acontece no Victoria Park há 30 anos e costuma atrair milhares de pessoas. A polícia, porém, advertiu que qualquer aglomeração seria risco à saúde pública, já que a cidade relatou seus primeiros casos de Covid-19 transmitidos localmente em semanas.

Os organizadores, então, pediram que as pessoas ascendessem duas velas em todo e qualquer lugar da cidade, respeitando ainda um minuto de silêncio durante a homenagem.

Manifestações em redes sociais também marcam o dia. “Quando autoridades querem nos suprimir, há mais razões para se manifestar”, disse Malissa Chan, de 26 anos, à agência Reuters.

A China nunca prestou contas do massacre de 1989. O número de mortos apresentado pelas autoridades dias depois foi de cerca de 300, a maioria soldados, mas grupos de direitos humanos e testemunham dizem que milhares de pessoas morreram.

Lei polêmica
O Parlamento de Hong Kong ganhou as manchetes internacionais nesta quinta-feira por aprovar uma lei que prevê punições penais a qualquer ofensa ao hino chinês, uma norma que a oposição pró-democracia vê como nova tentativa de Pequim acabar com a autonomia parcial da cidade.

A nova lei, que deve ser ratificada pelo chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, prevê até três anos de prisão para quem desrespeitar o hino. As informações são da Agência AFP.

Autoridades chinesas vinham reclamando de vaias durante a execução do hino chinês, por exemplo, em estádios antes de jogos da seleção de Hong Kong. O movimento independentista do território semiautônomo tem ganhado força.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

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Prefeito de Seul, na Coreia do Sul, é encontrado morto

Park Won-soon desmarcou uma reunião que estava agendada pela manhã. Sua filha acionou a polícia.

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Fotos: Ed Jones/AFP e Yonhap/ Via Reuters

A polícia da Coreia do Sul confirmou nesta quinta-feira (9) a morte do prefeito de Seul, Park Won-soon, de 64 anos. Após quase oito horas de buscas, o corpo do político foi encontrado perto do Monte Bugak, ao norte da capital do país. As autoridades sul-coreanas ainda não divulgaram a causa da morte e o motivo do desaparecimento.

De acordo com relatos da imprensa sul-coreana, Park deixou a residência oficial por volta de 10h40 (horário local), usando um chapéu preto e uma mochila, e havia cancelado um encontro agendado para a manhã desta quinta-feira. Ele não apareceu mais depois disso.

Segundo a agência de notícias Yonhap, a filha de Park acionou a polícia após receber uma mensagem que parecia “um testamento” do pai. Ela procurou os policiais às 17h17 locais (5h17 de Brasília) e disse que o telefone do prefeito estava desligado.

Então, policiais iniciaram as buscas no distrito de Sungbuk-dong, ao norte de Seul — local onde o último sinal do celular do prefeito foi detectado. Cerca de 600 agentes de segurança, além de drones e cães de buscas, participaram da operação.

O policial Choi Ik-su, da Polícia Metropolitana de Seul, não há indícios de homicídio. Além disso, embora a filha relate ter recebido uma mensagem semelhante a um testamento, as autoridades não encontraram algo que confirmasse um suposto suicídio de Park. As causas da morte e o motivo do desaparecimento ainda não foram revelados.

Park Won-soon (direita) em 6 de julho de 2020 — Foto: Yonhap /Via AFP

Acusação de assédio sexual
Park governava Seul, capital sul-coreana, desde 2011. Na imprensa local, o político era enxergado como um potencial candidato a presidência do país nas eleições marcadas para 2022.

De acordo com o “New York Times”, na quarta-feira, duas redes de TV coreanas noticiaram que Park estava sendo processado por uma secretária por assédio sexual. Pela acusação, ele estaria praticando isso desde 2017.

As duas redes de TV atribuíram a informação a fontes na polícia, mas, oficialmente, a corporação não fez nenhum comentário.

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Russa é mantida presa em casa por 26 anos pela mãe para ‘protegê-la do mundo’

A russa estava enclausurada desde os 16 anos em uma casa sem eletricidade e água corrente. Ela contou à polícia que o seu último banho havia sido em 2006.

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Fotos: Reprodução

Uma mulher de 42 anos foi mantida por 26 anos presa pela mãe em uma pequena casa no vilarejo de Arefinsky (Rússia) a fim de “protegê-la dos perigos do mundo lá fora”.

O caso só foi descoberto quando a aposentada Tatyana, a mãe de Nadezhda Bushueva, precisou ser hospitalizada. A russa estava enclausurada desde os 16 anos em uma casa sem eletricidade e água corrente.

Em mais de duas décadas e meia, Nadezhda só se alimentava de ração para gatos. Ela contou à polícia que o seu último banho havia sido em 2006.

Na delegacia, Nadezhda contou que a casa era infestada de ratos e que ela e a mãe dormiam na mesma cama.

Na residência também havia vários gatos. Quando eles morriam, os corpos não eram retirados e se decompunham no mesmo local.

“Minha vida é pior que a vida de um gato. Gatos têm mais direitos do que eu. Eu não existo mais, sou um zumbi. Preciso de documentos, preciso de trabalho”, disse Nadezhda, segundo o “Sun”.

O caso viralizou nas redes sociais russas.

“Ela tem um rosto bonito, sinto muito por ela”, comentou uma internauta.

“Aos 42 ela ainda parece jovem diante das condições”, disse outra.

De acordo com a mídia local, a russa “não tem ideia de como as coisas funcionam no mundo”. Nadezhda disse ter “ficado acostumada” com a situação e que, por isso, acabou não tentando fugir.

Não há informações sobre o que levou Tatyana a ser internada. Suspeita-se de derrame. A filha foi encaminhada a assistentes sociais.

Fonte: https://extra.globo.com

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Tremor de magnitude 7,4 atinge o sul do México, nesta terça-feira (23)

Abalo foi sentido no centro da capital, a Cidade do México, que está a centenas de quilômetros de distância do epicentro.

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Foto: Tomas Bravo/Reuters

Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o sul do México nesta terça-feira (23), de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). De acordo com a agência Reuters, o abalo foi sentido no centro da capital, a Cidade do México, que está a centenas de quilômetros de distância do epicentro.

Centenas de pessoas que estavam em prédios e casas correram para as ruas.

O epicentro foi registrado a 26,3 km de profundidade e a 12 km a sudoeste de Santa María Zapotitlán.

Inicialmente, o USGS tinha informado 7,7. Tremores dessa magnitude podem provocar estragos, mas até o momento não houve relato de danos ou vítimas, segundo testemunhas ouvidas pela Reuters.

Já o instituto sismológico do México disse que um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o Estado de Oaxaca, no sul do país.

A empresa SkyAlert, que tem rede própria de sensores, afirma que há possibilidade de tsunami, e recomenda que as pessoas não fiquem próximas à costa nas regiões de Oaxaca –onde há praias frequentadas por turistas– e Chiapas.

O presidente Andres Manuel Lopez Obrador disse que não há relatórios sobre danos, mas afirmou que ele ainda aguarda informações de Oaxaca, onde há montanhas, plantações de café, resorts de praia e prédios de arquitetura colonial espanhola.

Alberto Ibanez, um fotógrafo em Oaxaca, disse à Reuters que o terremoto deixou uma rachadura em seu apartamento e derrubou livros e vasos de sua casa.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

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