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Economia

Governo Federal publica decreto e autoriza relicitação do Aeroporto de Viracopos

Processo soluciona dívida de R$ 2,88 bilhões do empreendimento; devolução é a 1ª de um aeroporto no Brasil.

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Fotos: Ricardo Lima/Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro qualificou o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e autorizou a relicitação do terminal.

O processo é a esperança da concessionária Aeroportos Brasil, que administra a estrutura, para solucionar a dívida de R$ 2,88 bilhões. O empreendimento é o primeiro do Brasil a devolver a concessão à União. O decreto do governo federal foi publicado na manhã desta sexta-feira (17).

De acordo com o texto assinado pelo chefe do Executivo, o Ministério da Infraestrutura deve submeter ao conselho do PPI a avaliação, no prazo de 90 dias, da “possibilidade de transferência das dívidas adquiridas pela atual concessionária junto aos financiadores para o novo concessionário”, o que sempre foi apontado por Viracopos como a principal condição para aceitar a relicitação.

O decreto passa a valer imediatamente. Em junho, o governo federal havia aprovado as condições do projeto para a relicitação de Viracopos, após uma reunião do PPI, em Brasília (DF). O processo de devolução da concessão do terminal também envolve a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Secretaria de Aviação Civil (SAC).

No dia 14 de fevereiro, o Aeroporto de Viracopos obteve a aprovação do plano de recuperação judicial para solucionar a crise financeira do complexo. O resultado marcou o fim de um impasse de pelo menos dois anos para solucionar a dívida de R$ 2,88 bilhões e abriu caminho para o terminal iniciar o processo de relicitação da concessão.

Estudos
Em maio, o governo federal definiu outra data para a entrega dos estudos da nova licitação de Viracopos, após adiamento por conta da pandemia de coronavírus. De acordo com a União, as análises agora devem ser enviadas ao Ministério da Infraestrutura até o dia 9 de setembro, com possibilidade de prorrogação, mediante “decisão prévia da Secretaria de Aviação Civil (SAC)”. Não há prazo para a realização do leilão.

Quatro consórcios foram autorizados a fazer os estudos da licitação de Viracopos e vão submeter os trabalhos à aprovação do governo federal, que vai escolher um dos trabalhos como referência para elaborar o edital do leilão. Parte dos grupos já havia sido selecionada para realizar as análises da sexta rodada da licitação de 22 aeroportos do Brasil, com leilão previsto para dezembro deste ano.

Regras dos estudos
Depois de aprovado pelo governo federal, o estudo escolhido passará por alguma etapas até a inclusão no edital. São elas:
.Governo federal sugere ajustes;
.Estudo vai para consulta pública com prazo de 45 dias e pode passar por novos ajustes;
.Análise vai para o Tribunal de Contas da União (TCU);
.TCU tem de 60 a 90 dias para aprovar;
.Edital é publicado;

A relicitação
O novo plano de recuperação judicial do aeroporto foi protocolado à Justiça no dia 12 de dezembro. Desta data até o dia da aprovação, em fevereiro, Viracopos e os principais credores, entre eles a Anac e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), se reuniram para tentar chegar a um acordo e definiram que a proposta seria votada na assembleia desde que Viracopos aceitasse a relicitação.

No entanto, segundo a Aeroportos Brasil, a relicitação só teria continuidade se houvesse uma definição sobre quem vai pagar as indenizações por conta dos valores investidos desde o início da privatização e que não foram amortizados.

Por conta do impasse, Viracopos propôs no novo plano recorrer a um decreto de arbitragem, que dispõe sobre litígios que envolvam a administração pública federal nos sistemas de transportes brasileiros. Com a lei, seria possível definir qual é a obrigação de cada parte envolvida no processo de devolução da concessão.

A concessionária já havia sinalizado a intenção de devolver a concessão em julho de 2017, mas emperrou na lei 13.448/2017, que regulamenta as relicitações de concessões aeroportuárias, ferroviárias e rodoviários do Brasil e só teve o decreto publicado em agosto de 2019.

Foto: Luiz Granzotto/ Prefeitura de Campinas

A crise de Viracopos
A crise de Viracopos se agravou na metade de 2017, quando manifestou o interesse da relicitação, mas, por conta da não regulamentação da lei, apostou na recuperação judicial para solucionar a crise. A Aeroportos Brasil protocolou o pedido em maio de 2018 na 8ª Vara Cível de Campinas. Viracopos foi o primeiro aeroporto do Brasil a pedir recuperação.

Em janeiro de 2019, o governo federal publicou, no Diário Oficial da União, o edital de chamamento para que empresas manifestem interesse e façam estudos de viabilidade para a nova licitação do aeroporto. À época, de acordo com o Executivo, o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) era apenas um “plano B” caso o terminal não encontrasse uma solução para a dívida e precisasse relicitar a concessão, o que acontecerá agora.

O aeroporto briga ainda por reequilíbrios no contrato de concessão por parte da Anac. De acordo com a concessionária, a agência descumpriu itens que contribuíram para a perda de receita da estrutura.

Entre os pedidos de Viracopos, estão o valor de reposição das cargas em perdimento – que entram no terminal e ficam paradas por algum motivo -, além da desapropriação de áreas para construção de empreendimentos imobiliários e um desacordo no preço da tarifa teca-teca, que é a valorização de cargas internacionais que chegam no aeroporto e vão para outros terminais.

A não desapropriação das áreas inclusive foi incluída na liminar da Justiça Federal favorável a Viracopos e foi uma das razões para a redução do valor das outorgas.

A Infraero detém 49% das ações de Viracopos. Os outros 51% são divididos entre a UTC Participações (48,12%), Triunfo Participações (48,12%) e Egis (3,76%), que formam a concessionária. Os investimentos realizados pela Infraero correspondem a R$ 777,3 milhões.

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Economia

Vendas do varejo encolhem 8,8% na semana do Dia dos Pais; e-commerce cresce 22%

Dados são do Índice Cielo de Varejo Ampliado; vendas de chocolates, vinhos e outros alimentos cresceram em relação a 2019, enquanto que as de vestuário e acessórios encolheram 21%.

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Foto: Reprodução

Em meio à pandemia do novo coronavírus, as vendas do varejo encolheram 8,8% na semana do Dia dos Pais, na comparação com o mesmo período de 2019, segundo dados divulgados pela Cielo nesta terça-feira (11).

Os números da empresa de meio de pagamentos foram mensurados por meio do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), que utiliza modelos matemáticos e estatísticos para calcular o desempenho do setor e não leva em conta apenas a base de clientes da companhia.

Apesar do recuo, o número é visto como um sinal de recuperação.

“No começo do isolamento, por volta da terceira semana de março, o faturamento do varejo teve queda de cerca de 50%”, compara o gerente de Inteligência da Cielo, Pedro Lippi.

No Dia das Mães, celebrado no segundo domingo de maio, a queda foi de 26%. Ou seja, os resultados negativos do setor têm sido cada vez menos intensos.

Comércio eletrônico
O faturamento das lojas físicas encolheu 6,7% na semana do Dia dos Pais, enquanto que o do e-commerce saltou 22,2%.

“Mostra que os varejistas estão tendo de achar alternativas para continuar vendendo”, diz Lippi.

Nessa conta do comércio eletrônico, não são levados em conta os números do setor de turismo e transporte, um dos mais atingidos pela crise. Caso fossem considerados, o e-commerce amargaria uma queda de 34,2% na comparação com 2019.

Entre os setores típicos de presentes, o destaque ficou com o varejo alimentício especializado, que inclui as lojas de chocolate e vinho, por exemplo. O segmento aumentou as vendas mesmo em meio à pandemia: alta de 0,9% em relação a 2019.

Cosméticos e higiene pessoal (-16,4%), óticas e joalherias (-16,7%) e vestuários e acessórios (-21%) amargaram quedas de dois dígitos.

Pedro Lippi destaca que os segmentos classificados como essenciais, entre os quais os de supermercados, vêm tendo desempenho superior a 2019 durante a pandemia – comportamento que se repetiu no Dia dos Pais.

“Nesse contexto de crise, ter crescimento em relação ao ano passado já é bem destacável”, diz ele.

Fonte: https://g1.globo.com/economia

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Economia

Durante pandemia, Alpargatas tem aumento de vendas de Havaianas no exterior

O crescimento foi sustentado principalmente por desempenho forte nos Estados Unidos, na Europa e na China.

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Foto: Celso Tavares/G1 e Reprodução

Os resultados da Alpargatas no segundo trimestre foram beneficiados pelo crescimento de vendas no mercado internacional e pelo avanço nas vendas on-line no Brasil e no exterior. As vendas internacionais de Havaianas cresceram 12% no segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Roberto Funari, presidente da Alpargatas, disse que as vendas internacionais representaram 46% da receita líquida da companhia no trimestre, ante 33% de participação no segundo trimestre de 2019. O crescimento foi sustentado principalmente por desempenhos mais fortes nos Estados Unidos, na Europa e na China.

“Parte da aceleração internacional aconteceu também em moeda constante. A operação direta em países que geram melhor resultado contribuiu para o ganho de receita por par maior. A venda on-line também oferece melhor rentabilidade”, afirmou Funari em teleconferência de resultados na manhã desta quarta-feira (5).

O executivo acrescentou que a região Ásia Pacífico representou de 5% a 6% das vendas da companhia. “O grande foco é a China, onde a Alpargatas começou a operar recentemente. Em junho, as vendas on-line na China já atingiram os mesmos níveis da Havaianas.com na Europa, onde a presença da marca é mais madura”, disse.

Funari ponderou, no entanto, que os ganhos na China não foram suficientes para compensar a queda de vendas em outros mercados da Ásia, como Tailândia e Indonésia. Esses países têm a economia voltada para o turismo e ainda enfrentam restrições por causa da pandemia de Covid-19.

“Estamos monitorando a evolução da pandemia na Ásia. O turismo local já voltou na região, mas o turismo internacional ainda não. Além disso, os países da Ásia ainda enfrentam restrições, com fechamento do comércio devido a uma segunda onda da pandemia”, observou Funari.

Vendas on-line de Havaianas sobem 205%
A Alpargatas apresentou crescimento expressivo das vendas on-line no segundo trimestre do ano.

As vendas on-line de Havaianas, incluindo as vendas no site da marca para consumidores e vendas on-line para empresas (B2B), aumentaram 205% no trimestre, em comparação com o mesmo intervalo de 2019. As vendas on-line no site Havaianas.com cresceram 550% no período e as vendas para empresas avançaram 111%.

“O maior destaque desse crescimento foi a China, onde operamos lojas on-line próprias em marketplaces como o Tmall. As vendas digitais estão fortes nas três marcas e é um dos canais que vamos investir”, afirmou Funari.

O executivo acrescentou que a empresa inaugurou no segundo trimestre um novo centro de distribuição em Extrema (MG) para apoiar a estratégia de vendas multicanais da Alpargatas. A empresa também reportou crescimento de 111% nas vendas em marketplaces, como Amazon, Zalando e Netshoes.

A companhia também apresentou avanços nas vendas digitais de suas outras marcas. As vendas on-line da Osklen aumentaram 102% no segundo trimestre, sendo que as vendas no site da marca cresceram 148%. Funari disse que as vendas on-line de Dia dos Namorados aumentaram 400%. “Na Osklen intensificamos as vendas no formato multicanal, com serviços de WhatsApp chat, vendedor digital e uso de inteligência artificial”, disse Funari.

As vendas on-line da Mizuno, por sua vez, avançaram 80%, com destaque para vendas da marca na Netshoes, onde a Mizuno é a segunda maior marca, segundo Funari.

A Alpargatas reportou no segundo trimestre um lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 54,3 milhões, alta de 62,7%. A receita líquida teve queda de 19,6%, chegando a R$ 680,5 milhões. A receita da Alpargatas no Brasil encolheu 35,4%, para R$ 364,5 milhões. No mercado internacional, as vendas de Havaianas avançaram 11,7% no trimestre, para R$ 316 milhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) atingiu R$ 132,2 milhões, aumento de 28,1%.

Fonte: https://g1.globo.com/economia

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Economia

Serasa lança nova campanha para limpar nome por R$ 100

Com a extensão da campanha, empresa estima que mais de 25 milhões de dívidas poderão ser quitadas pelo site da Serasa Limpa Nome.

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Foto: Celso Tavares/G1

A Serasa lançou uma nova campanha que permite que endividados até R$ 1 mil quitem suas dívidas por apenas R$ 100.

Desde a última terça-feira (28), quem tiver débitos entre R$ 200 e R$ 1.000 com as empresas Ativos S.A, Tricard, Santander, Recovery, BMG e credsystem poderão quitá-los por apenas R$ 100.

Com a extensão da campanha, a Serasa estima que mais de 25 milhões de dívidas poderão ser quitadas pelo site da Serasa Limpa Nome. O valor de R$ 100 é valido para qualquer um dos seis parceiros envolvidos.

Para ter acesso, o consumidor precisa acessar o site do Serasa Limpa Nome – que desde abril tem uma nova marca e um novo endereço: www.serasa.com.br. O consumidor também encontra as mesmas condições no aplicativo do Serasa disponível para Android e iOS.

O interessado pode verificar sua situação de crédito por meio do número de CPF.

As agências da Serasa, que fornecem atendimento presencial, permanecem fechadas. Porém, além do site do Serasa Limpa Nome e do app da Serasa, o consumidor também pode regularizar seus débitos financeiros pelo Whatsapp, através do número: (11) 98870-7025. Todos esses canais contam com as mesmas condições de renegociação.

Fonte: https://g1.globo.com/economia

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