Conecte-se Conosco

Mundo

Egito anuncia descoberta de 59 sarcófagos com cerca de 2,5 mil anos

Os sarcófagos com cerca de 2,5 mil anos foram exibidos no sítio arqueológico de Saqqara, no Egito.

Publicado

em

Foto: Mahmoud Khaled/AP. Khaled Desouki/AFP e Mohamed Abd El Ghany/Reuters

Vários sarcófagos foram exibidos dentro de uma tumba no sítio arqueológico de Saqqara, no Egito, neste sábado (3). O Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito disse que pelo menos 59 sarcófagos selados com múmias dentro foram encontrado em três poços.

O sítio arqueológico de Saqqara, fica localizado a 30 quilômetros ao sul do Cairo, no Egito.

Membros de missões diplomáticas no Egito participaram de entrevista coletiva para anunciar a nova descoberta, escavados pela missão arqueológica egípcia que trabalhava na necrópole de Saqqara, na descoberta de um poço funerário com fechados por mais de 2,5 mil anos.

Eles foram desenterrados ao sul do Cairo, no extenso cemitério de Saqqara, a necrópole da antiga capital egípcia de Memphis.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

Comentários

Mundo

Chile aprova plebiscito: por que é tão polêmica a Constituição que 78% dos chilenos decidiram trocar

Carta chilena remonta a 1980 e, embora modificada várias vezes, é criticada por ser herança do regime militar de Augusto Pinochet e por consolidar papel residual ao Estado na prestação de serviços básicos.

Publicado

em

Fotos: Ivan Alvarado/Reuters e Esteban Felix/AP Photo

No domingo (25), os chilenos deram seu apoio massivo a uma nova Constituição, uma das principais demandas dos manifestantes que ocuparam ruas do país por meses.

A atual Constituição chilena remonta a 1980 e, embora alterada várias vezes, é criticada por ser uma herança do regime militar de Augusto Pinochet e por dar um papel residual ao Estado na prestação de serviços básicos, o que é justamente um dos motivos dos protestos que começaram em 18 de outubro de 2019 e se estenderam até março de 2020, em um movimento que passou a ser conhecido como estallido social (ou estouro social, em tradução literal).

Segundo o resultado das urnas, 78% dos eleitores votaram pela mudança da Carta atual e 22% rejeitaram a proposta.

A Assembleia Constituinte será formada em um novo pleito em abril de 2021, com paridade de gênero (50% mulheres e 50% homens). Na votação de domingo, os eleitores também decidiram que a Constituinte não será mista, com metade dos assentos destinados a parlamentares em exercício, mas sim inteiramente formada por novos membros eleitos, sem necessidade de filiação partidária.

Assim, representantes do Congresso não participarão da nova Constituinte e haverá uma cota de assentos reservados para os povos indígenas, embora o Congresso chileno ainda não tenha definido quantos e como serão eleitos.

Apenas normas aprovadas por dois terços dos futuros constituintes serão incorporadas à nova Carta chilena.

“Até agora, a Constituição tem nos dividido. A partir de hoje, todos devemos colaborar para que a Nova Constituição seja um grande marco de unidade, estabilidade e futuro”, declarou o presidente chileno, Sebastián Piñera.

No texto abaixo, a BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) analisa por que a Constituição foi alvo de uma onda de protestos por meses e quais são as razões daqueles que defendem modificá-la.

Herança de Pinochet
Uma das principais razões pelas quais os manifestantes exigem mudar a Constituição tem a ver com a origem dela.

“Uma das questões mais criticadas é sua ilegitimidade de origem: é precisamente o fato de ter sido elaborada durante uma ditadura militar”, disse à BBC News Mundo Miriam Henríquez Viñas, professora de Direito Constitucional e Decana da Faculdade de Direito da Universidade Alberto Hurtado, de Santiago.

“A Constituição de 1980 foi obra do regime militar e, para um setor muito relevante da sociedade chilena, tem uma origem ilegítima”, concorda Gilberto Aranda, professor do Instituto de Estudos Internacionais da Universidade do Chile.

Mas, como os dois especialistas apontam, o texto foi substancialmente modificado em 1989 e em 2005.

Por exemplo, em 1989, foi revogada a parte que estabelecia um pluralismo político limitado, que supunha que certas ideologias políticas, como o marxismo, eram proibidas.
Mais tarde, em 2005, sob o governo de Ricardo Lagos, foi realizada uma importante reforma constitucional que acabou com a figura dos senadores nomeados, eleitos por instituições como as Forças Armadas ou o Supremo Tribunal.

“Eu diria que em 2005 (a Constituição) já havia sido expurgada de enclaves autoritários”, diz Aranda.

“No entanto, ainda é a Constituição que foi preparada pelo regime militar e, portanto, nesse contexto, uma parte muito importante da sociedade chilena diz que ela teria uma falta de legitimidade de origem.”

Nas declarações dos manifestantes nota-se esse pensamento.

“Não vou parar de protestar até que uma nova Constituição seja criada e a herança de Pinochet acabe”, disse à BBC Nohlan Manquez, um fotógrafo que participou dos protestos massivos iniciados em 2019.

Mas além de sua origem, há também um questionamento sobre o conteúdo dela.

A rigidez e os ‘enclaves autoritários’
Segundo Henríquez, a Constituição “foi originalmente concebida refletindo uma democracia protegida da irracionalidade do povo”.

“Existe uma desconfiança presente na Constituição quanto à possibilidade de o povo tomar decisões razoáveis ​​por si” e, de acordo com o constitucionalista, essa desconfiança é expressa por meio de uma série de mecanismos, por exemplo, o fato de que o papel dos partidos políticos é mínimo nela.

Em termos de conteúdo, outra questão é que se trata de uma Constituição “muito rígida”: modificá-la requer maiorias de dois terços ou três quintos dos deputados e senadores em exercício.

Portanto, apesar das reformas de 1989 e 2005, a especialista discorda de Aranda e considera que a Constituição “tem ainda os chamados enclaves autoritários, ou seja, existem certas regras que tornam praticamente impossível, se não muito difícil, reformar certas disposições”.

“Então, gerou um tipo de congelamento de questões como o direito à seguridade social e liberdade de educação, que são precisamente os direitos sociais exigidos hoje.”

Os cidadãos foram às ruas para protestar contra a desigualdade e exigir a implementação de profundas reformas sociais.

Estado social
O outro questionamento da Constituição tem a ver com direitos sociais, uma vez que o texto constitucional consagra um “Estado subsidiário” que não oferece diretamente benefícios relacionados a saúde, educação ou previdência social, delegando isso ao setor privado.

“Este Estado subsidiário é um Estado mínimo que se limita apenas ao monitoramento ou supervisão de como os indivíduos fornecem esses direitos”, explica Henríquez.

A privatização foi um dos pilares do modelo de Pinochet: em sua Constituição, serviços básicos como eletricidade e água potável passaram a mãos particulares.

Houve também uma forte privatização em áreas como educação e saúde.

Agora, a demanda dos manifestantes chilenos é que o Estado tenha uma maior participação e envolvimento no fornecimento de serviços básicos.

Aranda concorda que a função social está “sub-representada” na Constituição, que atribui ao Estado apenas “funções no que diz respeito à proteção da ordem pública, segurança, defesa, garantia de justiça etc.”

“Existe um número relevante de pessoas que exigem mudanças estruturais e profundas no Chile no que diz respeito à declaração e garantia do exercício de certos direitos sociais, ou seja, incorporando elementos de um Estado social à Constituição”, explica o especialista.

Os analistas concordam que uma nova Constituição não resolveria todos os problemas, mas seria um primeiro passo muito importante.

*Esse texto foi publicado originalmente em novembro de 2019 e atualizado com o resultado do plebiscito aprovado em outubro de 2020.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

Comentários
Continue lendo

Mundo

Navio com mais de 1 milhão de barris de petróleo corre risco de afundar na Venezuela

Grupos ambientalistas demonstram preocupação com possível vazamento. Marinha do Brasil diz que a embarcação Nabarima está a cerca de 1,3 mil km das águas brasileiras.

Publicado

em

Fotos: Divulgação/Fishermen and Friends of the Sea - FFOS e Fábio Manzano/G1

Um navio da estatal venezuelana de petróleo, a PDVSA, corre o risco de afundar com mais de 1 milhão de barris de óleo cru no Golfo de Paria, que separa a Venezuela de Trinidad e Tobago, e causar um desastre ambiental.

Fotos de sexta-feira (16) mostram o petroleiro Nabarima, que é operado por uma joint venture entre PDVSA e a italiana Eni, inclinado e emborcado em alto mar.

Segundo a agência de notícias Reuters, a PDVSA planeja tirar parte do 1,3 milhão de barris de petróleo a bordo do Nabarima e passar para outra embarcação, que foi enviada ao local.

Em nota, a Marinha do Brasil afirmou que o petroleiro está a 1,3 mil quilômetros das águas brasileiras e a situação é acompanhada por um grupo que inclui o Ibama e a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Segundo a Marinha, a corrente marítima do local segue em direção ao Mar do Caribe, mas o grupo vai continuar monitorando “o comportamento das correntes marítimas e condições meteorológicas da região, além dos fatores de segurança da navegação, de forma a antecipar qualquer ação necessária”.

Riscos ambientais
Grupos ambientalistas demonstraram preocupação com a situação, e autoridades da vizinha Trinidad e Tobago disseram que planejam inspecionar o navio.

Gary Aboud, secretário-executivo da FFOS (pescadores e amigos do mar, em tradução livre), divulgou as imagens do Nabarima em uma rede social e afirmou que, “com base nas fotos, parece que as correntes das âncoras estão esticadas e sob extrema pressão”.

Aboud afirmou que, se as correntes da âncora quebrarem ou a âncora mudar, o navio vai virar e derramar cerca de 1,4 milhão de barris no ecossistema. Ele diz ser necessária a instalação de um equipamento de contenção de derramamento ao redor da embarcação, “em preparação para o pior”.

Ele disse ter escrito repetidamente para os membros do governo venezuelano e cobrou um posicionamento dos embaixadores dos EUA e da União Europeia no país, mas disse ter sido ignorado. “Todos os nossos apelos foram desconsiderados como se as organizações de base fossem invisíveis e como se a poluição de nossa bela região do Caribe não importasse”, afirmou Aboud.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

Comentários
Continue lendo

Mundo

Condenada por matar grávida e roubar bebê será primeira mulher executada por governo dos EUA em quase 70 anos

Departamento de Justiça anunciou que Lisa Montgomery receberá injeção letal em 8 de dezembro.

Publicado

em

Foto: Reuters/BBC

Pela primeira vez em quase 70 anos, os Estados Unidos executarão uma mulher condenada no sistema penal federal.

Conforme o Departamento de Justiça anunciou no sábado (17), Lisa Montgomery, que estrangulou uma mulher grávida no Missouri em 2004 antes de cortar sua barriga, remover e roubar o bebê, receberá uma injeção letal em 8 de dezembro.

A última mulher a ser executada pelo governo dos Estados Unidos foi Bonnie Heady, executada em uma câmara de gás no Missouri em 1953, de acordo com o Centro de Informações sobre Pena de Morte.

A execução federal do criminoso Brandon Bernard, que com seus cúmplices assassinou dois jovens líderes religiosos em 1999, também está marcada para dezembro.

O procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, disse que os crimes pelos quais essas pessoas foram condenadas à pena de morte foram “assassinatos especialmente hediondos”.

Devemos isso às vítimas e às famílias’, disse o procurador-geral William Barr — Foto: Reuters/BBC

Quem é Lisa Montgomery?
Em dezembro de 2004, Montgomery dirigiu do Estado do Kansas até a casa de Bobbie Jo Stinnett, no Missouri, supostamente para comprar um cachorro.

“Uma vez dentro da residência, Montgomery atacou e estrangulou Stinnett, que estava grávida de oito meses, até que a vítima perdeu a consciência”, de acordo com um comunicado de imprensa do Departamento de Justiça.

“Usando uma faca de cozinha, Montgomery cortou o abdômen de Stinnett, trazendo-a de volta à consciência. Uma luta se seguiu e Montgomery estrangulou Stinnett até a morte”, acrescenta.

Montgomery então removeu o bebê do corpo de Stinnett e o sequestrou. O corpo de Stinett foi encontrado uma hora após sua morte por sua mãe, que imediatamente avisou os serviços de emergência.

Montgomery foi presa em sua casa no dia seguinte graças aos avanços da computação forense — permitiram sua identificação através da análise de conversas no computador de Stinett. O bebê, de um dia de idade, foi entregue aos cuidados do pai.

Em 2007, um júri a considerou culpada de sequestro e assassinato e recomendou por unanimidade a pena de morte.

Os advogados de Montgomery defendiam que ela tinha distúrbios mentais devido a danos cerebrais sofridos devido a espancamentos que recebia na infância em casa — e que não deveria ser condenada a morte.

Qual é a diferença entre execuções federais e estaduais?

Execuções em nível federal são raras nos EUA. Desde a restauração da pena de morte em 1988, o governo federal executou apenas três condenados — Foto: Erik S. Lesser/Getty Images North America/AFP

No sistema de Justiça dos Estados Unidos, os crimes podem ser julgados em tribunais federais, em nível nacional, ou em tribunais estaduais, em nível regional.

Certos crimes, como falsificação de moeda ou roubo de correspondência, são automaticamente processados em nível federal.

A pena de morte foi proibida em nível estadual e federal por uma decisão da Suprema Corte de 1972 que cancelou todos os estatutos existentes sobre a pena de morte.

Mas outra decisão da Suprema Corte de 1976 permitiu aos estados restabelecerem a pena de morte e, em 1988, o governo aprovou uma legislação que a tornou disponível novamente em nível federal.

De acordo com dados compilados pelo Centro de Informações sobre Pena de Morte, 78 pessoas foram condenadas à morte em processos federais entre 1988 e 2018, mas apenas três foram executadas.

Em julho passado, o governo Trump retomou as execuções federais pela primeira vez em 17 anos.

As execuções de Montgomery e Bernard serão a oitava e a nona realizadas pelo governo federal neste ano.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

Comentários
Continue lendo

Mais Lidas