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Condenada por matar grávida e roubar bebê será primeira mulher executada por governo dos EUA em quase 70 anos

Departamento de Justiça anunciou que Lisa Montgomery receberá injeção letal em 8 de dezembro.

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Foto: Reuters/BBC

Pela primeira vez em quase 70 anos, os Estados Unidos executarão uma mulher condenada no sistema penal federal.

Conforme o Departamento de Justiça anunciou no sábado (17), Lisa Montgomery, que estrangulou uma mulher grávida no Missouri em 2004 antes de cortar sua barriga, remover e roubar o bebê, receberá uma injeção letal em 8 de dezembro.

A última mulher a ser executada pelo governo dos Estados Unidos foi Bonnie Heady, executada em uma câmara de gás no Missouri em 1953, de acordo com o Centro de Informações sobre Pena de Morte.

A execução federal do criminoso Brandon Bernard, que com seus cúmplices assassinou dois jovens líderes religiosos em 1999, também está marcada para dezembro.

O procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, disse que os crimes pelos quais essas pessoas foram condenadas à pena de morte foram “assassinatos especialmente hediondos”.

Devemos isso às vítimas e às famílias’, disse o procurador-geral William Barr — Foto: Reuters/BBC

Quem é Lisa Montgomery?
Em dezembro de 2004, Montgomery dirigiu do Estado do Kansas até a casa de Bobbie Jo Stinnett, no Missouri, supostamente para comprar um cachorro.

“Uma vez dentro da residência, Montgomery atacou e estrangulou Stinnett, que estava grávida de oito meses, até que a vítima perdeu a consciência”, de acordo com um comunicado de imprensa do Departamento de Justiça.

“Usando uma faca de cozinha, Montgomery cortou o abdômen de Stinnett, trazendo-a de volta à consciência. Uma luta se seguiu e Montgomery estrangulou Stinnett até a morte”, acrescenta.

Montgomery então removeu o bebê do corpo de Stinnett e o sequestrou. O corpo de Stinett foi encontrado uma hora após sua morte por sua mãe, que imediatamente avisou os serviços de emergência.

Montgomery foi presa em sua casa no dia seguinte graças aos avanços da computação forense — permitiram sua identificação através da análise de conversas no computador de Stinett. O bebê, de um dia de idade, foi entregue aos cuidados do pai.

Em 2007, um júri a considerou culpada de sequestro e assassinato e recomendou por unanimidade a pena de morte.

Os advogados de Montgomery defendiam que ela tinha distúrbios mentais devido a danos cerebrais sofridos devido a espancamentos que recebia na infância em casa — e que não deveria ser condenada a morte.

Qual é a diferença entre execuções federais e estaduais?

Execuções em nível federal são raras nos EUA. Desde a restauração da pena de morte em 1988, o governo federal executou apenas três condenados — Foto: Erik S. Lesser/Getty Images North America/AFP

No sistema de Justiça dos Estados Unidos, os crimes podem ser julgados em tribunais federais, em nível nacional, ou em tribunais estaduais, em nível regional.

Certos crimes, como falsificação de moeda ou roubo de correspondência, são automaticamente processados em nível federal.

A pena de morte foi proibida em nível estadual e federal por uma decisão da Suprema Corte de 1972 que cancelou todos os estatutos existentes sobre a pena de morte.

Mas outra decisão da Suprema Corte de 1976 permitiu aos estados restabelecerem a pena de morte e, em 1988, o governo aprovou uma legislação que a tornou disponível novamente em nível federal.

De acordo com dados compilados pelo Centro de Informações sobre Pena de Morte, 78 pessoas foram condenadas à morte em processos federais entre 1988 e 2018, mas apenas três foram executadas.

Em julho passado, o governo Trump retomou as execuções federais pela primeira vez em 17 anos.

As execuções de Montgomery e Bernard serão a oitava e a nona realizadas pelo governo federal neste ano.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

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Igreja soube que ex-cardeal dos EUA era acusado de assédio sexual, mas não agiu

Relatório do Vaticano de 460 páginas revela que a Igreja ouviu rumores sobre o comportamento do ex-cardeal Theodore McCarrick, mas que não deu o crédito devido a eles.

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Foto: Alessandro Bianchi/Reuters e Robert Franklin/South Bend Tribune via AP

O Vaticano publicou nesta terça-feira (10) um relatório em que admite que as autoridades católicas já sabiam das denúncias contra o ex-cardeal Theodore McCarrick, dos Estados Unidos. Ele foi acusado de ter abusado sexualmente de menores de idade e de adultos com a conivência de diversas autoridades da Igreja.

O relatório aponta que o Papa João Paulo II foi informado, nos anos 1980, de acusações contra McCarrick, mas o indicou para postos importantes mesmo assim.

De acordo com o texto, nos anos 1980 não havia “nenhuma informação com credibilidade” que indicasse má conduta de McCarrick. No entanto, o documento afirma que, em retrospectiva, as investigações do Vaticano sobre alegações contra McCarrick foram de “natureza limitada”.

McCarrick era uma pessoa influente na Igreja Católica nos EUA. Ele foi expulso da entidade no ano passado, depois que uma investigação do Vaticano concluiu que ele era culpado de crimes sexuais e abuso de poder.

O relatório de 460 páginas (encomendado pelo Papa Francisco, em 2018) tem testemunhos de 90 pessoas, documentos, cartas e transcrições dos arquivos da Igreja.

A Igreja Católica dos EUA sabia de rumores já nos anos 1980, quando McCarrick se tornou bispo, segundo o relatório. Mas a evidência de que o ex-arcebispo de Washington DC abusou sexualmente de menores quando foi padre, nos anos 1970, só foi formalmente revelada em 2017.
“Durante as entrevistas, que muitas vezes foram emotivas, as pessoas descreveram vários comportamentos, inclusive abuso e ataques sexuais, atividade sexual que não havia sido requerida, contatos íntimos e até dividir a cama mesmo sem toques”, diz o relatório.

McCarrick diz que não se lembra de ter abusado de menores e não comentou as alegações sobre suas relações com adultos. Ele tem 90 anos e vive isolado. Os dois advogados que o representaram não responderam ao pedido de entrevista da reportagem.

Promoção mesmo com suspeitas
Em 1999, o cardeal John O’Connor aconselhou o Papa João Paulo II que seria imprudente promover McCarrick por causa de “rumores” de má conduta sexual com seminaristas nas cidades de Metuchen e Newark, nos anos 1980.

Uma investigação do embaixador do Vaticano nos Estados Unidos, solicitada por João Paulo II, “confirmou que McCarrick compartilhou uma cama com rapazes”, mas disse que não havia certeza de que ele havia se envolvido em atos sexuais.

Em 6 de agosto de 2000, McCarrick escreveu ao secretário particular do Papa João Paulo II para negar as alegações que haviam sido formuladas pelo cardeal O’Connor. “Acreditou-se na negação de McCarrick”, diz o relatório.

Em novembro de 2000, o Papa João Paulo II indicou McCarrick como arcebispo de Washington, D.C., um dos cargos de maior prestígio na Igreja dos EUA. Lá, ele conviveu com líderes mundiais e teve um bom desempenho para arrecadar dinheiro para a Igreja.

Investigações posteriores, feitas entre 2019 e 2020, determinaram que três bispos deram informações “imprecisas e incompletas” sobre a conduta sexual de McCarrick. Essas omissões “impactaram as conclusões dos assessores de João Paulo II e, consequentemente, do próprio João Paulo II”, diz o relatório.

O relatório afirma que o Vaticano nunca recebeu uma reclamação direta de uma vítima. Assim, era plausível “caracterizar as alegações contra ele como ‘fofoca ou ‘boatos'”.

João Paulo II e Bento VXI
João Paulo morreu em 2005. Em 2014, foi declarado santo.

O relatório disse que ele quis acreditar em McCarrick por sua experiência na Polônia, onde ele cresceu. Lá, o governo comunista usou “alegações espúrias contra bispos para degradar a posição da Igreja”, de acordo com o texto do relatório.

Quando o Papa Bento XVI foi eleito, em 2005, o Vaticano disse a McCarrick que ele deveria renunciar ao cargo de bispo depois de ter conhecimento de mais informações de uma vítima identificada como “Padre 1”, diz o relatório. Bento XVI aceitou a renúncia de McCarrick em 2006.

Em 2008, três conselheiros do papa sugeriram que ele aprovasse uma investigação canônica “para determinar a verdade e, se garantido, impor uma ‘medida exemplar'”.

No entanto, o Vaticano pediu a McCarrick que mantivesse “uma postura mais discreta” e que minimizasse as viagens “para o bem da Igreja”.

Como não houve “instruções explícitas do Santo Padre [o Papa Bento XVI]”, McCarrick continuou suas atividades públicas.

O relatório diz que Bento XVI provavelmente rejeitou a ideia de uma investigação porque não havia “alegações com credibilidade de abuso infantil”, porque McCarrick havia jurado como bispo que não havia abusado sexualmente de ninguém e “não havia indícios de qualquer conduta imprópria recente (com adultos)”.

Papa Francisco
Quando foi eleito em 2013, o Papa Francisco tomou conhecimento de “alegações e rumores” sobre o comportamento anterior de McCarrick, de acordo com o relatório.

O Papa Francisco não viu a necessidade de alterar a abordagem que havia sido adotada nos anos anteriores porque acreditou nas alegações que já haviam sido revisadas e rejeitadas pelo Papa João Paulo II. Francisco também sabia que McCarrick foi ativo durante o período de Bento XVI, segundo o relatório.

O Papa Francisco foi acusado de permitir que McCarrick continuasse suas viagens e de ter suspendido as “sanções” que haviam sido impostas por Bento XVI pelo arcebispo Carlo Maria Vigano, ex-embaixador do Vaticano nos EUA.

O Vaticano respondeu que nunca houve sanções formais contra McCarrick.

O relatório diz que nenhuma documentação de qualquer abuso cometido por McCarrick foi entregue ao Papa Francisco antes de 2017.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

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Congresso do Peru aprova impeachment e destitui presidente Martín Vizcarra

Líder do Legislativo, Manuel Merino, assumirá a chefia do governo até o fim do mandato atual, que termina em 28 de julho de 2021.

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Foto: Andres Valle/Peruvian Presidency/AFP

O Congresso do Peru aprovou nesta segunda-feira (9) a destituição do presidente Martín Vizcarra por “incapacidade moral”, ao final de seu segundo julgamento de impeachment em menos de dois meses. Ele foi denunciado por receber propinas quando era governador em 2014.

A moção para remover o popular presidente peruano superou os 87 votos necessários no Congresso.

“Foi aprovada a resolução que declara a vacância da Presidência da República”, declarou após a votação o chefe do Congresso, Manuel Merino, que assumirá na terça-feira a chefia do governo até o fim do mandato atual, que termina em 28 de julho de 2021.

Merino disse que a medida será imediatamente informada a Vizcarra, presidente que teve níveis recorde de popularidade em seus 32 meses de governo.

Vizcarra, de 57 anos, tinha sobrevivido a uma votação anterior que objetivou afastá-lo em setembro – quando apenas 32 dos 130 parlamentares votaram por sua saída – e uma tentativa de suspendê-lo em 2019.

Ele negou as alegações “infundadas” de que aceitou propinas de empresas que obtiveram contratos públicos quando ele era governador de Moquegua, região do sul do Peru. Vizcarra acusou o Congresso de “brincar com a democracia”.

No processo anterior, ele foi acusado de pressionar duas funcionárias do palácio de governo a mentir sobre um questionado contrato com um cantor.

“Rejeito de forma enfática e categórica essas acusações”, disse Vizcarra. “Não recebi suborno algum”, acrescentou perante o Congresso, em sessão iniciada às 10h30 locais (12h30 de Brasília). O presidente fez pessoalmente a sua defesa, falando perante o plenário durante 51 minutos.

Ele afirmou que os dois contratos em questão foram designados por uma agência das Nações Unidas (ONU) e não pelo governo regional de Moquegua, e que as denúncias contra ele são baseadas em reportagens da imprensa e não em decisões do Ministério Público ou dos tribunais.

“Aqui estou disposto a esclarecer qualquer um dos fatos que são falsamente imputados a mim”, ressaltou. “Não foram provados (os fatos denunciados), nem há certeza de que ocorreram”, defendeu-se.

No domingo, o presidente havia declarado em comunicado ser “atacado de maneira sistemática (…)”, e já afirmava não ter cometido ato de corrupção. Nele, o político também afirmou que seus acusadores “estão gerando instabilidade política”.

As pesquisas mostram que 75% dos peruanos querem a continuidade do governo, enquanto o Congresso enfrenta 59% de desaprovação, segundo a agência France Presse.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

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Trem descarrila em Roterdã, mas é salvo por obra de arte gigante

O maquinista, que era a única pessoa a bordo da composição, conseguiu sair ileso.

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Fotos: Reprodução/Twitter(@010fotograaf)

Um trem que descarrilou na noite de domingo (1/11) em Spijkenisse, perto da cidade portuária de Roterdã (Holanda), foi salvo por uma obra de arte.

Em vez de cair de uma altura de 10 metros após sair dos trilhos, o trem foi “agarrado” por uma grande escultura curiosamente intitulada “Salvo pela cauda de uma baleia”.

O maquinista, que era a única pessoa a bordo da composição, conseguiu sair ileso, contou o “Daily Mirror”. Ele foi levado a hospital em estado de choque.

Apesar de funcionar muito bem como uma barreira de trem, o trabalho artístico na estação De Akkers, obviamente, não foi projetado com essa função. Ele foi erguido 20 anos atrás.

“Por causa do rabo da baleia o maquinista foi salvo, é incrível”, disse à agência France Presse Carly Gorter, responsável pela segurança na região.

Investigação inicial aponta que o maquinista não conseguiu parar em um bloqueio. O motivo, porém, ainda não foi esclarecido.

Fonte: https://extra.globo.com/

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