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China condena jornalista a quatro anos de prisão por cobrir a pandemia de Covid em Wuhan

Natural de Xangai, Zhang Zhan viajou em fevereiro a Wuhan, cidade epicentro da pandemia, para fazer reportagens sobre os casos da doença e a situação dos hospitais.

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Fotos: Reuters e Peter PARKS/AFP

Uma jornalista que cobriu a pandemia de Covid-19 em Wuhan foi condenada nesta segunda-feira (28) a quatro anos de prisão por divulgar nas redes sociais a situação dos hospitais na cidade, que foi epicentro da pandemia de coronavírus na China.

De acordo com informações da agência France Presse, Zhang Zhan “parecia muito abatida quando a sentença foi anunciada”, declarou um de seus advogados, Ren Quanniu, que expressou “muita preocupação” com o estado psicológico da cliente.

Os jornalistas e diplomatas estrangeiros que compareceram ao tribunal de Xangai em que a ex-advogada de 37 anos foi julgada foram impedidos de entrar na sala de audiências.

Alguns simpatizantes de Zhan foram afastados pelas forças de segurança.

Zhang Zhan poderia ser condenada a até cinco anos de prisão.

Hospitais em Wuhan
Natural de Xangai, Zhang Zhan viajou em fevereiro a Wuhan – cidade que, na época, era o epicentro da epidemia –, e divulgou reportagens nas redes sociais, a maioria delas sobre a caótica situação nos hospitais.

De acordo com o balanço oficial, a metrópole de 11 milhões de habitantes registrou quase 4 mil mortes por Covid-19, ou seja, a maior parte dos 4.634 óbitos contabilizados em toda China entre janeiro e maio.

Críticas à China
A resposta inicial da China à epidemia foi muito criticada. Pequim só decretou a quarentena em Wuhan e sua região em 23 de janeiro, apesar da detecção de casos desde o início de dezembro de 2019.

Há praticamente um ano, em 31 de dezembro de 2019, o primeiro caso foi comunicado à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Porém, ao mesmo tempo, os médicos que mencionaram o surgimento de um misterioso vírus foram interrogados pela polícia e acusados de “propagar boatos”.

Um deles, o médico Li Wenliang, morreu vítima da Covid-19 no início de fevereiro, o que provocou indignação nas redes sociais.

Pessoas com máscaras de proteção caminham em rua de Wuhan, na China, epicentro da Covid-19
Foto: Aly Song – / Reuters

Êxito ‘extraordinário’
Zhang foi detida em maio e acusa de “provocar distúrbios”, uma terminologia frequentemente utilizada contra os opositores do regime do presidente Xi Jinping.

O tribunal a acusou de ter divulgado informações falsas pela internet, informou à AFP outro advogado de defesa, Zhang Keke.

Zhang iniciou uma greve de fome em junho para protestar contra sua detenção, mas foi alimentada à força por uma sonda, segundo os advogados.

“Quando a vi na semana passada, ela afirmou: ‘Se receber uma sentença pesada, vou recusar qualquer alimento até o fim’. Ela acredita que vai morrer na prisão”, explicou Zhang Keke.

Nos textos que divulgava na internet, Zhang denunciava o confinamento imposto em Wuhan e mencionou uma “grave violação dos direitos humanos”.

Outros três jornalistas cidadãos, Chen Qiushi, Fang Bin e Li Zehua, também foram detidos após a cobertura dos eventos. A AFP não conseguiu entrar em contato com seus advogados.

O processo de Zhang aconteceu um pouco antes da chegada de uma missão da Organização Mundial da Saúde (OMS) a China, em janeiro, para investigar as origens da epidemia.

Os dirigentes do Partido Comunista Chinês (PCC) elogiaram, após uma reunião do gabinete político, o que chamaram de êxito “extremamente extraordinário” no combate à pandemia, informou na sexta-feira (25) a agência estatal Xinhua.

O governo chinês frequentemente condena os opositores durante as festas de fim de ano, quando diminui a atenção do resto do mundo.

Nesta segunda-feira também estava prevista a abertura em Shenzhen (Sul) do processo de um grupo de ativistas de Hong Kong que foram detidos em agosto, quando tentavam fugir de barco da ex-colônia britânica, rumo a Taiwan.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/

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Joe Biden toma posse como 46º presidente dos Estados Unidos

Democrata assume a presidência dos EUA em cerimônia no Capitólio.

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Fotos: Jim Lo Scalzo/Pool Photo via AP, Patrick T. Fallon e Jim Watson/AFP

Joe Biden chegou à Casa Branca como presidente pela primeira vez. A previsão é de que assine mais de 10 atos executivos ainda nesta quarta-feira, inclusive marcando a volta dos Estados Unidos ao Acordo de Paris e à Organização Mundial de Saúde. Ele também deve desfazer uma série de ações de Donald Trump, como o veto à entrada de cidadãos de países muçulmanos no país.

A vice-presidente Kamala Harris também chegou à Casa Branca, e em seguida se dirigiu ao Eisenhower Executive Office Building, logo ao lado, onde fica seu gabinete.

Após serem transportados no carro oficial, Joe e Jill Biden percorrem a pé o trecho final da Pennsylvania Avenue na chegada até a Casa Branca, acompanhados por filhos e netos. A caminhada substitui o tradicional desfile perante o público, cancelado este ano.

Já no primeiro dia de mandato de Joe Biden, o site da presidência dos EUA apresenta mudanças: voltaram as menções às alterações climáticas, eliminadas durante a gestão de Trump, e também a versão em espanhol da página, que deixou de existir enquanto Trump foi presidente.

Biden e Harris realizaram a inspeção das tropas no Capitólio, e receberam presentes de líderes dos partidos Democrata e Republicano, em substituição ao tradicional almoço que aconteceu em posses anteriores e foi cancelado, por causa da pandemia de coronavírus. Eles seguiram para o cemitério militar de Arlington, onde depositarão coroa de flores no túmulo do soldado desconhecido.

Ao final, Joe Biden e Kamala Harris assinaram seus termos de posse. O presidente assinou também as nomeações do primeiro escalão de seu governo.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

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Explosão atinge prédio no centro de Madri e deixa ao menos 3 mortos

Pelo menos onze pessoas ficaram feridas após explosão que atingiu os quatro últimos andares de um edifício próximo a uma residência de idosos, que foi evacuada.

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Fotos: Susana Vera/Reuters

Uma explosão em um prédio no centro de Madri deixou ao menos três mortos e onze feridos nesta quarta-feira (20). Segundo o prefeito da capital espanhola, José Luis Martínez-Almeida, a explosão pode estar relacionada a um vazamento de gás.

A emissora pública espanhola TVE disse que uma das vítimas é uma mulher de 85 anos. Um porta-voz do governo de Madri confirmou que um dos mortos não era morador do prédio e passava pela rua no momento da explosão. Não foram divulgadas informações sobre a terceira vítima.

Pelo menos quatro andares do edifício, que fica em cima de uma igreja na Rua de Toledo, foram atingidos por volta das 3h da tarde (11h de Brasília), segundo o serviço de emergências de Madri. Há risco de que a estrutura do prédio tenha sido afetada.

Resumo:
. Forte explosão destruiu um prédio de seis andares em Madri.

. Três pessoas morreram, onze ficaram feridas e uma está desaparecida.

. Suspeita é de vazamento de gás.

. Prédio pertence a uma igreja, que fica no térreo.

Na hora do acidente, acontecia a instalação de um sistema de aquecimento de água, segundo um representante do governo de Madri.

Uma equipe do corpo de bombeiros ainda tenta controlar um incêndio dentro da área atingida.

Cães farejadores foram levados ao local para buscar por pessoas sob os escombros. Ao menos uma pessoa está desaparecida.

O prédio atingido e imediações
O vigário-geral de Madri, Avelino Revilla, explicou que o prédio de seis andares pertence à igreja da Virgem da Paloma, que fica no térreo.

O edifício é dividido entre salões da igreja e apartamentos de aluguel. Um grupo de padres que vivia no local foi levado para o hospital, disse Revilla.

Imagens de televisão mostraram uma equipe do serviço de emergências de Madri atendendo algumas vítimas na calçada. Uma residência de idosos, próxima ao local, foi evacuada. Bares, restaurantes e hotéis da região acolheram os moradores do asilo.

Parte da parede do prédio caiu sobre o pátio de uma escola que fica ao lado. Não havia atividades na área de fora no momento do incidente.

A Rua de Toledo fica próxima ao monumento do Arco de Toledo, ponto turístico da capital espanhola. Além de prédios residenciais, a área tem diversos bares e restaurantes.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/

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Manifestantes pró-Trump invadem Congresso dos EUA; há relatos de tiros

Invasão ocorreu durante sessão de contagem dos votos do Colégio Eleitoral na eleição americana, que deu vitória a Joe Biden.

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Manifestantes a favor de Trump cercam congresso americano — Foto: Reprodução/GloboNews

Um grupo de apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, invadiu nesta quarta-feira (6) o Capitólio, sede do Congresso americano em Washington, durante a contagem oficial dos votos do Colégio Eleitoral definidos nas eleições presidenciais de novembro, que deram vitória a Joe Biden.

Parlamentares e jornalistas que estão no Capitólio relataram tiros dentro do prédio do Congresso. Segundo relatos da imprensa americana, uma mulher foi baleada. “Uma mulher branca, atingida no ombro”, disse um policial ao jornal “The Washington Post”.

O vice-presidente Mike Pence, que presidia a sessão no Congresso, pediu que os manifestantes deixassem o Capitólio “imediatamente” e disse que os envolvidos sofrerão consequências legais.

“Protestos pacíficos estão no direito de todo americano, mas este ataque ao nosso Capitólio não vai ser tolerado”, afirmou.

Militares da Guarda Nacional foram acionados para reforçar a segurança do Capitólio. De acordo com o Pentágono, serão cerca de 1,1 mil soldados enviados a Washington.

Foto: Reprodução/GloboNews

Veja abaixo um RESUMO da invasão do Congresso dos EUA

. Apoiadores de Trump invadiram o Capitólio para interromper a sessão de contagem de votos do Colégio Eleitoral

. Invasão aconteceu durante debate sobre objeção aos resultados do Arizona, onde Biden venceu

. Senadores e deputados foram retirados do local da sessão e levados a uma área segura do prédio

. O vice-presidente Mike Pence, que presidia a sessão, foi retirado do Capitólio

. Houve vandalismo, uma porta de vidro foi quebrada e gás lacrimogênio foi disparado pela polícia do Capitólio; guardas foram feridos

. Em redes sociais, Donald Trump pediu protestos pacíficos e confiança nas forças policiais

. A prefeita de Washington, Muriel Bowser, declarou toque de recolher na cidade a partir das 18h, por um período de 12 horas

A invasão ao Congresso

Foto: Leah Millis/Reuters

A invasão ocorreu enquanto Câmara e Senado debatiam se acatavam ou não uma objeção aos resultados do Arizona — tradicional reduto republicano vencido por Joe Biden na eleição de novembro. Momentos antes, Trump discursou em Washington e afirmou que não aceitaria o resultado eleitoral.

Segundo a imprensa americana, por segurança, senadores e deputados foram colocados em locais seguros dentro do prédio do Capitólio. A emissora NBC diz que o vice-presidente Mike Pence — responsável por presidir a sessão conjunta do Congresso para a contagem dos votos — foi retirado do edifício.

Em mensagem nas redes sociais, Trump pediu que os manifestantes protestassem “pacificamente” e que confiassem nas forças de segurança americanas. Entretanto, momentos antes, houve vandalismo e confrontos durante a tentativa de invasão, quando os manifestantes pró-Trump conseguiram ultrapassar as barreiras de segurança e entrar no Capitólio.

Foto: Reprodução/GloboNews

Por causa dos confrontos, a prefeita de Washington, Muriel Bowser, declarou toque de recolher na cidade a partir das 18h (locais, 20h de Brasília). A medida ficará em vigor por 12 horas. A prefeitura também fechou os centros de testagem para a Covid-19 até amanhã.

Sessão para confirmar resultado de eleições
A sessão conjunta no Congresso dos EUA desta quarta-feira deverá certificar a vitória de Joe Biden como novo presidente dos Estados Unidos. Trata-se, costumeiramente, de uma formalidade em que os votos do Colégio Eleitoral são apenas contados pelo vice-presidente aos parlamentares das duas casas. Biden venceu Trump no Colégio Eleitoral por 306 votos contra 232.

Na sessão, é permitido que parlamentares apresentem objeções — ou seja, questionamentos — sobre os resultados nos estados. Se ao menos um parlamentar da casa legislativa diferente do congressista que apresentou o protesto concordar com o pedido, a contagem é interrompida.

Aí, Câmara e Senado debatem se acatam ou não. Para que a objeção seja aprovada, as duas casas devem aprovar o pedido — o que não acontecerá, já que os democratas são maioria na Câmara e Trump não teve apoio mesmo de parlamentares republicanos no Senado, onde liderava.

Sessão de contagem de votos no Congresso dos EUA nesta quarta-feira (6) — Foto: Andrew Harnik/AP Photo

Líderes republicanos rejeitam pressão de Trump
Dois aliados do presidente Donald Trump, o vice-presidente Mike Pence e o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, rejeitaram nesta quarta-feira (6) mudar o resultado das eleições presidenciais dos Estados Unidos vencidas pelo democrata Joe Biden.

Após políticos trumpistas apresentarem uma objeção aos resultados do Arizona — tradicional reduto republicano vencido por Biden em novembro —, o senador McConnell fez duro discurso aos colegas de partido.

“Nós [parlamentares] não podemos simplesmente nos declarar um júri eleitoral com esteroides. Os eleitores, os tribunais e os estados todos falaram. Todos falaram. Se passarmos por cima, vamos danificar nossa República para sempre”, afirmou McConnell, que foi um dos principais escudeiros do governo Trump no Congresso.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

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