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Canal de Suez: navio desencalha e volta a navegar após 6 dias

Ever Given tinha voltado a flutuar parcialmente na madrugada. Administradora do canal diz que navegação ‘será retomada imediatamente após a restauração completa da direção do navio’.

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Foto: Autoridade do Canal de Suez via Reuters e Reprodução/vesselfinder.com

O meganavio que encalhou e está bloqueando o Canal de Suez há quase uma semana voltou a navegar nesta segunda-feira (29) na principal ligação marítima entre a Ásia e a Europa, por onde passam cerca de 12% de todo o comércio global.

Mais cedo, a Autoridade do Canal de Suez (SCA, na sigla em inglês) havia informado que o Ever Given tinha sido “reflutuado com sucesso” e que “com toda a certeza, o trabalho estará concluído muito em breve”.

A administradora do canal afirmou também que “a navegação será retomada imediatamente após a restauração completa da direção da embarcação” e que o Ever Given será encaminhado à área de espera de Bitter Lakes “para inspeção técnica”.

Empresas especializadas em comércio marítimo estimam que as perdas econômicas direta ou indiretamente ligadas ao encalhe passam de R$ 300 bilhões, segundo a BBC. Há 369 embarcações na fila à espera da liberação do canal.

Segundo o presidente da SCA, Osama Rabie, serão necessários três dias e meio para que todos os navios na fila de espera consigam atravessar o canal após a sua liberação.

A Maersk, maior empresa de transporte de contêineres do mundo, aposta em um prazo maior. “Avaliando o acúmulo atual de navios, pode levar seis dias ou mais para que toda a fila passe”, disse a empresa em um comunicado.

Ela tem três embarcações presas no canal e 29 aguardando para entrar, além de 15 que já foram redirecionadas para dar a volta pelo sul da África.

Operação de desencalhe
A administradora do canal havia anunciado mais cedo que “manobras de empurrar e reboque bem-sucedidas levaram à restauração de 80% da direção da embarcação, com a popa 102 metros longe da margem do canal agora, em vez dos 4 metros de antes”.

A SCA afirmou também que as manobras estão programadas para ocorrer durante a maré alta, até às 11h30, “permitindo a restauração total da direção da embarcação para que ela seja posicionada no meio da hidrovia navegável”.

Nick Sloane, o mestre em salvamento responsável por desvirar o Costa Concordia, navio de cruzeiro que afundou na costa da Itália em 2012, havia dito na quinta-feira (25) que a melhor chance para fazer o navio flutuar seria no domingo (28) ou na segunda-feira (29).

Isso porque a maré de primavera adicionaria 18 polegadas (46 centímetros) extras de profundidade ao canal, quando a maré chegaria ao pico, segundo a Bloomberg, o que permitiria mais manobras.

O meganavio Ever Given, operado pela empresa Evergreen, encalhou na terça (23) no km 151 do canal, em meio a ventos fortes e uma tempestade de areia, e bloqueou a passagem de todos os outros navios.

Com 400 metros de comprimento e 220 mil toneladas, o meganavio de contêineres voltou a flutuar às 4h30 do horário local (23h30 no horário de Brasília), segundo a Inchcape, um provedor global de serviços marítimos.

Foto de satélite da manhã desta segunda (29) mostra o Ever Given flutuando parcialmente horas antes de desencalhar totalmente da margem e voltar a navegar pelo Canal de Suez — Foto: Planet Labs Inc. via AP

Por que o Canal de Suez é tão importante?
O Canal de Suez foi inaugurado em 1869, para ligar o Mar Vermelho ao Mediterrâneo, e é uma das rotas de navio mais utilizadas do mundo, com capacidade para receber navios gigantes de até 240 mil toneladas.

Cerca de 12% do comércio global passa pelo canal de 193 km, que fornece a ligação marítima mais curta entre a Ásia e a Europa.

A alternativa é dar a volta em toda a África, pelo Cabo de Boa Esperança, o que faz o trajeto entre os portos do Golfo e de Londres ter o dobro de distância e adiciona de uma a duas semanas à viagem.

Cerca de 50 navios passaram por dia no canal em 2019, o que representa quase um terço do tráfego mundial de navios de contêineres, e a rota concentra grande parte do petróleo transportado por mar.

As taxas de embarque para os navios petroleiros quase dobraram depois que o Ever Given encalhou, e o bloqueio interrompeu as cadeias globais de abastecimento.

Segundo a Bloomberg, cerca de US$ 9,6 bilhões em tráfego marítimo diário foram interrompidos pelo navio que encalhou (mais de R$ 50 bilhões).

O número é baseado em uma estimativa da Lloyd’s List, que aponta cerca de US$ 5,1 bilhões em mercadorias passam pelo canal por dia no sentido oeste (Europa) e aproximadamente US$ 4,5 bilhões no sentido leste (Ásia).

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

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Pedro Castillo é declarado presidente eleito do Peru mais de 1 mês após eleição presidencial

Justiça peruana oficializou vitória do candidato da esquerda após rejeitar os questionamentos feitos pela candidatura de Keiko Fujimori, derrotada pela terceira vez consecutiva.

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Fotos: AP Photo/Guadalupe Prado, Alessandro Cinque e Sebastian Castaneda/Reuters

O esquerdista Pedro Castillo foi enfim declarado nesta segunda-feira (19) vencedor das eleições presidenciais peruanas e é, portanto, presidente eleito do Peru.

O Jurado Nacional de Eleições, órgão responsável pelo processo eleitoral do país, oficializou a vitória do candidato do partido Peru Livre sobre a direitista Keiko Fujimori mais de um mês depois do segundo turno. A posse está prevista para 28 de julho.

Keiko só disse nesta segunda, horas antes da proclamação do resultado, que reconheceria a vitória do adversário, mas manteve o tom duro: “Nossa defesa da democracia não termina com a proclamação ilegítima de Castillo”, criticou.

Castillo surpreendeu logo no primeiro turno, ao superar figuras tradicionais da política peruana em uma eleição bastante embolada. No segundo turno, ele enfrentaria Keiko Fujimori — herdeira do fujimorismo, corrente política de linha dura que dominou o Peru na década de 1990. A adversária disputaria a presidência pela terceira vez consecutiva.

Em 6 de junho, dia da votação, foi impossível declarar um vencedor. A apuração mostrava margens minúsculas de diferença entre os dois candidatos. Ao fim, Castillo terminou na frente com uma diferença de 44 mil votos, mas Keiko se recusou a aceitar o resultado, acusou o adversário de fraude e entrou com processos na justiça eleitoral.

O esquerdista Pedro Castillo e a direitista Keiko Fujimori disputaram o segundo turno da eleição presidencial no Peru — Foto: Ernesto Benevides/AFP e Gian Masko/AFP

Nenhum desses questionamentos, porém, foi bem sucedido. Houve até um pedido de demissão por parte de um dos componentes do Júri Eleitoral para tentar atrasar o processo, mas a vaga logo foi preenchida e a manobra, criticada. Manifestantes dos dois lados foram às ruas em Lima e outras partes do país para pedir respeito ao voto.

Finalmente, na tarde de 12 de julho, o Júri Nacional terminou a análise de todos os questionamentos feitos por Keiko e seus partidários, abrindo caminho para a oficialização da vitória de Castillo.

Quem é Pedro Castillo

Castillo, de 51 anos, foi uma grande surpresa no primeiro turno das eleições presidenciais no Peru, um país com eleitores profundamente decepcionados com seus políticos tradicionais.

O presidente eleito ficou conhecido no cenário nacional em 2017, após liderar uma greve de professores de quase três meses exigindo aumento de salários dos professores. Na campanha, ele prometeu um aumento para professores públicos.

Castillo chegou a prometer no início da campanha desativar o Tribunal Constitucional e dizia que a Suprema Corte do país defendia a “grande corrupção”. Ele também ameaçou fechar o Congresso se os parlamentares não aceitarem seus planos.

Ao longo da corrida presidencial, no entanto, Castillo mudou de tom e prometeu seguir a Constituição “enquanto ela estiver em vigor”, mas disse que buscará uma nova Assembleia Constituinte caso seja eleito.

Em relação aos costumes, Castillo adota postura mais conservadora: ele se recusa a legalizar o aborto, é contra o “enfoque de gênero” na educação e tem relutado em reconhecer os direitos de minorias sexuais. Depois das eleições, ele declarou que não é comunista — em resposta a uma das alegações feitas pelos fujimoristas.

O novo presidente peruano nasceu na pequena cidade andina de Puña, na província de Chota, onde os moradores costumam usar chapéu de aba larga, como Castillo usava em suas viagens e até mesmo no único debate presidencial realizado nesta campanha. Também dirigente sindical, ele foi votar a cavalo na região andina de Cajamarca, onde reside.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/

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Incêndio em hospital que trata pacientes com Covid-19 no Iraque deixa mortos

É a segunda vez que um incidente do tipo atinge hospitais iraquianos que cuidam de pacientes com coronavírus. Há 44 mortos e 67 feridos.

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Foto: Reuters e G1 Mundo

Um incêndio em um hospital que trata pacientes de Covid-19 em Nassíria, no sul do Iraque, deixou 44 mortos e 67 feridos nesta segunda-feira (12).

Fontes ligadas à área de saúde alertam que o total de mortos pode ser ainda maior porque havia, na noite desta segunda, pacientes desaparecidos. Dois funcionários estão entre os mortos.

De acordo com um repórter da agência Reuters que presenciou a cena, socorristas e profissionais de saúde levaram corpos carbonizados para fora do hospital enquanto muitos pacientes tossiam no meio da fumaça.

A agência de notícias estatal iraquiana disse que as operações de resgate no hospital continuaram mesmo depois que as chamas foram controladas. Segundo testemunhas, a operação foi bastante complicada.

As causas ainda não estão completamente esclarecidas, mas um relatório preliminar de polícia aponta uma explosão em um tanque de oxigênio dentro da ala de pacientes com coronavírus do hospital.

Incêndio semelhante
Em abril, uma explosão em um tanque de oxigênio em um hospital que atende pacientes com Covid-19 em Bagdá, capital do Iraque, deixou 82 mortos e 110 feridos.

O coronavírus infectou mais de 1,4 milhão de pessoas no Iraque. O número de mortos no país passa de 17,5 mil.

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Protestos em Cuba: entenda em 3 pontos por que milhares saíram às ruas

Pessoas protestaram em vilarejos e cidades em toda a ilha, pela 1ªvez em mais de 60 anos, gritando ‘liberdade’ e ‘abaixo a ditadura’.

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Fotos: Reuters/Via BBC e Getty Images/Via BBC

Milhares de cubanos saíram às ruas no domingo (11) no que já é o maior protesto da história recente no país.

Pela primeira vez em mais de 60 anos, pessoas protestaram em cerca de 20 vilarejos e cidades em toda a ilha gritando “liberdade” e “abaixo a ditadura”.

Com a propagação das manifestações, o presidente do país, Miguel Díaz-Canel, fez um pronunciamento na TV para convocar seus apoiadores a tomarem as ruas para “confrontar” os manifestantes.

“A ordem de combate está dada: os revolucionários devem ir para as ruas”, disse ele, que atribuiu a atual crise que atravessa a ilha ao embargo dos Estados Unidos e às medidas do governo Donald Trump.

Os protestos começaram na cidade de San Antonio de los Baños, no sudoeste de Havana, e desde então se espalharam por todo o país (veja no vídeo abaixo).

“Isso é pela liberdade do povo, não aguentamos mais. Não temos medo. Queremos uma mudança, não queremos mais ditadura”, disse, por telefone, um manifestante em San Antonio à BBC News Mundo, serviço de notícias da BBC em espanhol.

Segundo Alejandro, que participou do protesto em Pinar del Río, o protesto em sua província começou depois de as pessoas verem o que estava acontecendo em San Antonio de los Baños por meio das redes sociais.

“Vimos o protesto nas redes e começou a sair gente. Hoje é o dia, não aguentamos mais”, disse o jovem por telefone. “Não há comida, não há remédio, não há liberdade. Eles não nos deixam viver. Já estamos cansados”.

A BBC News Mundo entrou em contato com o Centro de Imprensa Internacional, única instituição governamental autorizada a dar declarações à imprensa estrangeira, para saber a posição do governo cubano, mas não obteve resposta até a conclusão desta reportagem.

Os protestos de domingo (11), que foram duramente reprimidos, de acordo com vários vídeos e relatos nas redes sociais, são um evento extremamente incomum em uma ilha onde a oposição ao governo não é permitida.

Como, então, explicar que milhares de cubanos tenham saído às ruas por toda a ilha?

Há três pontos chave para entender esta crise:
1. A crise do coronavírus
Os protestos na ilha parecem ser resultado de esgotamento acumulado da população. Esse esgotamento aumentou nos últimos meses com uma das maiores crises econômicas e de saúde que a ilha viveu desde o chamado “período especial” (a crise no início dos anos 1990 após o colapso da União Soviética).

O gatilho para a situação atual parece ser, de fato, um misto da gravidade da situação da pandemia de coronavírus e as medidas econômicas do governo que têm dificultado cada vez mais a vida em Cuba.
A ilha manteve a pandemia sob controle nos primeiros meses de 2020, mas houve um recrudescimento de casos nas últimas semanas que a levou a estar entre os locais com mais casos registrados em relação à população na América Latina.

Somente no domingo, a ilha registrou oficialmente 6.750 casos e 31 mortes, embora vários grupos de oposição denunciem que os números não refletem a situação real e que muitas mortes por Covid-19 são atribuídas a outras causas.

Durante a última semana, o país quebrou seus recordes diários de infecções e mortes, o que levou, segundo relatórios, ao colapso de vários centros de saúde.

A BBC News Mundo falou nos dias anteriores com vários cubanos que afirmaram que seus parentes morreram em casa sem receber atendimento médico ou em hospitais por falta de remédios.

É o caso de Lisveilis Echenique, que disse que seu irmão, de 35 anos, morreu em casa porque não havia lugar para ele em hospitais, ou de Lenier Miguel Pérez, que afirma que sua mulher grávida morreu pelo o que ele considera “negligência médica”.

Casos como estes começaram a se multiplicar nas redes sociais nos últimos dias e, durante o fim de semana, viralizaram hashtags como #SOSCuba e #SOSMatanzas, solicitando ajuda internacional e uma “intervenção humanitária” diante da situação crítica com o coronavírus na ilha.

Milhares de cubanos aderiram à iniciativa, enquanto vários vídeos de hospitais superlotados circularam na internet.

Em seu pronunciamento à nação, o presidente cubano considerou que a situação atual é igual à de outros países e que chegou tarde a Cuba porque antes o governo havia conseguido controlar o vírus.

Também destacou que Cuba produziu suas próprias vacinas contra o coronavírus, embora a administração das doses ainda seja limitada na maioria das províncias.

2. A situação econômica
O coronavírus teve um profundo impacto na vida econômica e social da ilha. O turismo, um dos motores da economia cubana, está praticamente paralisado. Além disso, há inflação crescente, apagões, escassez de alimentos, medicamentos e produtos básicos.

No início do ano, o governo propôs um novo pacote de reformas econômicas que, ao aumentar os salários, fez disparar os preços. Economistas como Pavel Vidal, da Universidade Javeriana de Cali, na Colômbia, estimam que podem subir entre 500% e 900% nos próximos meses.

Dada a falta de liquidez em moeda estrangeira, o governo promoveu desde o ano passado a criação de lojas onde só se pode comprar com contas em moedas livremente conversíveis (MLC). Alimentos e bens de primeira necessidade são vendidos em moedas nas quais a população não recebe seu salário.

A pandemia também foi sinônimo de longas filas para os cubanos comprarem produtos como óleo, sabonetes ou frango, e cortes de energia tornaram-se cada vez mais frequentes.

Os medicamentos básicos tornaram-se escassos tanto nas farmácias como nos hospitais, e em muitas províncias houve a venda de pão à base de abóbora por falta de farinha de trigo.

Os cubanos entrevistados na semana passada pela BBC News Mundo afirmam que em alguns centros médicos não há nem aspirinas para reduzir a febre. Enquanto isso, também houve surtos de sarna e outras doenças infecciosas na ilha.

No mês passado, o governo decidiu deixar de aceitar “temporariamente” dólares à vista, principal moeda que os cubanos recebem nas remessas, medida que é vista pelos economistas como a mais restritiva imposta à divisa americana desde que foi penalizada pelo governo de Fidel Castro.

O governo cubano atribui a atual situação econômica ao embargo dos Estados Unidos.
Em seu pronunciamento, Díaz-Canel assegurou que este é “o principal problema que ameaça a saúde e o desenvolvimento de nosso povo”.

3. Acesso à internet
Antes deste domingo, o maior protesto ocorrido em Cuba após o início da revolução de Fidel Castro, de 1959, havia acontecido em agosto de 1994 em frente ao Malecón de Havana.

Cubanos em outras províncias nem sabiam o que havia acontecido na capital.

Quase 30 anos depois do que ficou conhecido como “Maleconazo”, o cenário é muito diferente: se no governo de Fidel Castro o acesso à internet na ilha era restrito, seu irmão e sucessor, Raúl Castro, deu passos inaugurais que levaram a uma maior conectividade.

Desde então, os cubanos têm utilizado as redes sociais para denunciar seu incômodo com o governo a tal ponto de, em muitas ocasiões, as autoridades usarem seus meios de comunicação oficiais para emitir posicionamentos sobre tais comentários.

Hoje, grande parte da população, principalmente os jovens, tem acesso ao Facebook, Twitter e Instagram, que também são seus principais canais de informação sobre o discurso oficial da mídia estatal.

O acesso à internet também levou ao surgimento de vários meios de comunicação independentes que se debruçam sobre assuntos que geralmente não apareciam na mídia oficial.

E se tornaram o canal para que artistas, jornalistas e intelectuais reivindiquem seus direitos ou convoquem protestos.

Centenas de cubanos também protestaram em Little Havana, em Miami — Foto: Getty Images/Via BBC

Outra manifestação organizada por meio das redes sociais aconteceu em novembro passado depois que a polícia invadiu a casa de alguns jovens artistas em greve de fome.

E, agora, as redes sociais também foram o meio em que se espalhou a notícia do protesto de San Antonio no domingo (11), além de ter sido a ferramenta usada para organizar o protesto inicial.

O governo cubano garante que as redes sociais são utilizadas pelos “inimigos da revolução” para criar “estratégias de desestabilização” que seguem os manuais da CIA.
E, embora para muitos os protestos fossem um tanto previsíveis, o que deve acontecer agora é incerto.

Cuba enfrenta um cenário sem precedentes de manifestações e repressão policial. Será preciso observar nos próximos dias como o governo — e os cubanos — vão reagir.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/

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