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Bomba da II Guerra explode e mata dois trabalhadores dos Jogos do Pacífico de 2023

Funcionários de uma ONG norueguesa limpavam bombas não detonadas em residência. Região das Ilhas Salomão é conhecida por vestígios do período de batalha entre EUA e Japão.

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Foto: Divulgação/NPA

Dois homens foram mortos no último domingo (20) quando ajudavam a limpar bombas não detonadas da Segunda Guerra Mundial como parte dos preparativos para os Jogos do Pacífico de 2023, nas Ilhas Salomão, localizadas a nordeste da costa da Austrália. De acordo com o portal “Inside the Games”, as vítimas identificadas foram Stephen “Luke” Atkinson, da Grã-Bretanha, de 57 anos, e o australiano Trent Lee, de 40, que trabalhavam em nome da organização não governamental Norwegian People’s Aid (NPA).

O ONG tem ajudado as autoridades locais a desenvolver um banco de dados centralizado de mapeamento de bombas não detonadas do período da Segunda Guerra Mundial. A região do Pacífico Sul foi um campo de batalha entre Estados Unidos e o Japão, e o arquipélago está repleto de vestígios de confrontos por terra e mar.

Marinha dos Estados Unidos nas Ilhas Salomão durante a II Guerra Mundial — Foto: Ralph Morse/Life Magazine/The LIFE Picture Collection via Getty Images

O vice-secretário geral da NPA, Per Nergaard, classificou a explosão, que ocorreu numa área residencial de Honiara, capital do país, como um “trágico acidente”.

– Até agora, sabemos que houve uma explosão com consequências fatais. Nossa principal prioridade agora é oferecer assistência a parentes e colegas, e esclarecer o que aconteceu – disse o comunicado no site da NPA.

Embora a causa ainda não seja conhecida pela polícia, as investigações preliminares indicaram que havia “munição de guerra na residência e eles podiam estar realizando algum trabalho com esses itens”.

No início do ano, Ken Gross Smith, gerente das instalações dos Jogos do Pacífico 2023, disse à Australian Broadcasting Corporation (ABC) que navios de guerra dispararam na direção do campo da Escola King George VI, no leste de Honiara, onde o estádio de atletismo e um salão para outras atividades estão programados para serem construídos.

Ilhas Salomão

O gerente revelou que o local usado há anos pelos alunos era um local de risco, já que o material bélico não detonado poderia ser acionado se perturbado ou manuseado incorretamente.

– Aqui costumava ser um dos campos de batalha e era uma área de combate pesado. Na verdade, costumava ser uma pista de pouso. “Eu entendo que quando o projétil atinge o solo, ele se dobra e sobe um pouco, então os que não explodiram ainda estariam lá embaixo – disse Ken Gross à ABC.

O esquadrão anti-bomba da polícia local costuma recolher qualquer munição não detonada encontrada para ser destruída com segurança.

Fonte: https://globoesporte.globo.com

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Condenada por matar grávida e roubar bebê será primeira mulher executada por governo dos EUA em quase 70 anos

Departamento de Justiça anunciou que Lisa Montgomery receberá injeção letal em 8 de dezembro.

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Foto: Reuters/BBC

Pela primeira vez em quase 70 anos, os Estados Unidos executarão uma mulher condenada no sistema penal federal.

Conforme o Departamento de Justiça anunciou no sábado (17), Lisa Montgomery, que estrangulou uma mulher grávida no Missouri em 2004 antes de cortar sua barriga, remover e roubar o bebê, receberá uma injeção letal em 8 de dezembro.

A última mulher a ser executada pelo governo dos Estados Unidos foi Bonnie Heady, executada em uma câmara de gás no Missouri em 1953, de acordo com o Centro de Informações sobre Pena de Morte.

A execução federal do criminoso Brandon Bernard, que com seus cúmplices assassinou dois jovens líderes religiosos em 1999, também está marcada para dezembro.

O procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, disse que os crimes pelos quais essas pessoas foram condenadas à pena de morte foram “assassinatos especialmente hediondos”.

Devemos isso às vítimas e às famílias’, disse o procurador-geral William Barr — Foto: Reuters/BBC

Quem é Lisa Montgomery?
Em dezembro de 2004, Montgomery dirigiu do Estado do Kansas até a casa de Bobbie Jo Stinnett, no Missouri, supostamente para comprar um cachorro.

“Uma vez dentro da residência, Montgomery atacou e estrangulou Stinnett, que estava grávida de oito meses, até que a vítima perdeu a consciência”, de acordo com um comunicado de imprensa do Departamento de Justiça.

“Usando uma faca de cozinha, Montgomery cortou o abdômen de Stinnett, trazendo-a de volta à consciência. Uma luta se seguiu e Montgomery estrangulou Stinnett até a morte”, acrescenta.

Montgomery então removeu o bebê do corpo de Stinnett e o sequestrou. O corpo de Stinett foi encontrado uma hora após sua morte por sua mãe, que imediatamente avisou os serviços de emergência.

Montgomery foi presa em sua casa no dia seguinte graças aos avanços da computação forense — permitiram sua identificação através da análise de conversas no computador de Stinett. O bebê, de um dia de idade, foi entregue aos cuidados do pai.

Em 2007, um júri a considerou culpada de sequestro e assassinato e recomendou por unanimidade a pena de morte.

Os advogados de Montgomery defendiam que ela tinha distúrbios mentais devido a danos cerebrais sofridos devido a espancamentos que recebia na infância em casa — e que não deveria ser condenada a morte.

Qual é a diferença entre execuções federais e estaduais?

Execuções em nível federal são raras nos EUA. Desde a restauração da pena de morte em 1988, o governo federal executou apenas três condenados — Foto: Erik S. Lesser/Getty Images North America/AFP

No sistema de Justiça dos Estados Unidos, os crimes podem ser julgados em tribunais federais, em nível nacional, ou em tribunais estaduais, em nível regional.

Certos crimes, como falsificação de moeda ou roubo de correspondência, são automaticamente processados em nível federal.

A pena de morte foi proibida em nível estadual e federal por uma decisão da Suprema Corte de 1972 que cancelou todos os estatutos existentes sobre a pena de morte.

Mas outra decisão da Suprema Corte de 1976 permitiu aos estados restabelecerem a pena de morte e, em 1988, o governo aprovou uma legislação que a tornou disponível novamente em nível federal.

De acordo com dados compilados pelo Centro de Informações sobre Pena de Morte, 78 pessoas foram condenadas à morte em processos federais entre 1988 e 2018, mas apenas três foram executadas.

Em julho passado, o governo Trump retomou as execuções federais pela primeira vez em 17 anos.

As execuções de Montgomery e Bernard serão a oitava e a nona realizadas pelo governo federal neste ano.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

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Airbus fecha acordo com trabalhadores para corte de 4,2 mil vagas na França

Sindicatos aceitaram esquemas de licenças e afirmam que negociações vão evitar demissões compulsórias.

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Foto: Blagnac Eric Cabanis / AFP

Os principais sindicatos franceses assinaram nesta segunda-feira (12) um acordo trabalhista muito aguardado com a Airbus AIR.PA da Europa, cobrindo reduções de empregos e licenças para trabalhadores de produção afetados pela queda na demanda de jatos de passageiros causada pela epidemia de coronavírus.

Após três meses de negociações, os sindicatos que representam a maioria dos trabalhadores franceses da fabricante de aviões assinaram um acordo abrindo caminho para o corte de 4,2 mil empregos na França, incluindo 3.400 em Toulouse, capital aeroespacial da Europa, onde a Airbus está sediada.

Os sindicatos afirmam que o acordo evitará demissões compulsórias, embora o presidente-executivo Guillaume Faury tenha alertado recentemente a equipe de que medidas voluntárias não seriam suficientes.

Os sindicatos também assinaram um acordo implementando esquemas de licenças, apoiados pelo governo, para até 30% dos funcionários franceses envolvidos principalmente no trabalho de produção.

No total, a Airbus busca cortar 15.000 vagas entre seus mais de 130.000 funcionários e reafirmou esses planos depois que os mercados de aviação não conseguiram se recuperar da crise causada pela COVID-19 tão rapidamente quanto era esperado.

Mas a empresa informou que 1.500 empregos poderiam ser poupados se for mantido o apoio do governo para as licenças e 500 outros poderiam ser salvos pelo prometido financiamento do governo francês em um novo projeto de aeronaves livre de carbono.

Os acordos entram em vigor em 1º de janeiro.

“Durante a reestruturação, alcançamos nossa meta de ter zero dispensas compulsórias, que era nossa linha vermelha”, disse à Reuters Jean-François Knepper, negociador do sindicato Force Ouvriere.

Qualquer queda no número de pessoas que concordam em sair, em comparação com a meta da Airbus, pode ser resolvida prolongando o período de inscrição ou restringindo os salários por mais um ano, acrescentou.

Os funcionários da Airbus têm até 31 de dezembro para se inscreverem para a demissão voluntária, mas isso pode ser estendido até 31 de março.

O sindicato minoritário CGT recusou-se a apoiar o pacote, dizendo que ele falhou em descartar dispensas compulsórias ou ajudar a maioria dos funcionários.

Fonte: https://g1.globo.com/economia

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Egito anuncia descoberta de 59 sarcófagos com cerca de 2,5 mil anos

Os sarcófagos com cerca de 2,5 mil anos foram exibidos no sítio arqueológico de Saqqara, no Egito.

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Foto: Mahmoud Khaled/AP. Khaled Desouki/AFP e Mohamed Abd El Ghany/Reuters

Vários sarcófagos foram exibidos dentro de uma tumba no sítio arqueológico de Saqqara, no Egito, neste sábado (3). O Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito disse que pelo menos 59 sarcófagos selados com múmias dentro foram encontrado em três poços.

O sítio arqueológico de Saqqara, fica localizado a 30 quilômetros ao sul do Cairo, no Egito.

Membros de missões diplomáticas no Egito participaram de entrevista coletiva para anunciar a nova descoberta, escavados pela missão arqueológica egípcia que trabalhava na necrópole de Saqqara, na descoberta de um poço funerário com fechados por mais de 2,5 mil anos.

Eles foram desenterrados ao sul do Cairo, no extenso cemitério de Saqqara, a necrópole da antiga capital egípcia de Memphis.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo

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