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Economia

Auxílio Emergencial: CEF credita benefício a 6,5 mi de trabalhadores neste sábado; veja quem recebe

Neste grupo estão nascidos em janeiro e fevereiro. Recursos serão liberados por meio da poupança social digital.

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Fotos: Marcello Casal Jr/Agência Brasil e Economia G1

A Caixa Econômica Federal (CEF) credita neste sábado (27) o Auxílio Emergencial a mais 6,5 milhões de beneficiários, todos fora do programa Bolsa Família.

Veja quem recebe:
.4,9 milhões de trabalhadores do primeiro lote (que receberam a 1ª parcela até 30 de abril), nascidos em janeiro e feveiro, recebem a terceira parcela

.1,4 milhão de trabalhadores do segundo lote (que receberam a 1ª parcela entre os dias 16 e 29 de maio), nascidos em janeiro e feveiro, recebem a segunda parcela

.200 mil novos aprovados, nascidos em janeiro e feveiro, recebem a primeira parcela

Os recursos serão liberados em um primeiro momento por meio da poupança social digital, de maneira escalonada, conforme o mês de aniversário do trabalhador, para pagamento de contas, boletos e compras por meio do cartão de débito digital. Saques e transferências serão liberados em datas posteriores (veja ao final da reportagem os calendários de crédito e saque)

Valores pagos
No total, a Caixa disponibilizará mais R$ 19,7 bilhões para 31 milhões de pessoas para pagamento da terceira parcela.

Já na segunda parcela dos contemplados no lote 2 são 8,7 milhões de beneficiários (tiveram crédito da parcela 1 realizado entre 16/05 e 29/05) que receberão R$ 5,5 bilhões. No caso da primeira parcela dos aprovados dentro do lote 4 são 1,1 milhão de beneficiários que receberão cerca de R$ 700 milhões.

A segunda parcela para os aprovados do terceiro lote (que receberam a primeira entre os dias 16 e 17 de junho) ainda não tem data definida.

Transferências e saque em dinheiro
Para quem vai fazer o saque em dinheiro, os pagamentos começam em 18 de julho e vão até 19 de setembro. O calendário inclui a terceira parcela, a segunda parcela para os aprovados no lote 2 e a primeira parcela para os aprovados do lote 4. Veja abaixo:

18 de julho – nascidos em janeiro – 3,4 milhões de pessoas
25 de julho – nascidos em fevereiro – 3,1 milhões de pessoas
1º de agosto – nascidos em março – 3,5 milhões de pessoas
8 de agosto – nascidos em abril – 3,4 milhões de pessoas
15 de agosto – nascidos em maio – 3,5 milhões de pessoas
29 de agosto – nascidos em junho – 3,4 milhões de pessoas
1º de setembro – nascidos em julho – 3,4 milhões de pessoas
8 de setembro – nascidos em agosto – 3,4 milhões de pessoas
10 de setembro – nascidos em setembro – 3,4 milhões de pessoas
12 de setembro – nascidos em outubro – 3,4 milhões de pessoas
15 de setembro – nascidos em novembro – 3,2 milhões de pessoas
19 de setembro – nascidos em dezembro – 3,3 milhões de pessoas

Cadastro encerra em 2 de julho
O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, confirmou que o dia 2 de julho é a última data para pedir o Auxílio Emergencial.

“A partir desse dia, o cadastramento estará fechado e todas as pessoas que estão em análise pela Dataprev terão uma resposta. Todas as pessoas que se cadastrarem e forem validadas receberão todas as parcelas. Mesmo que sejam aprovadas lá pro meio de julho, receberão as três parcelas”, disse.

Balanço
Guimarães informou que 64,1 milhões de beneficiários já receberam o Auxílio Emergencial, totalizando R$ 90,8 bilhões: R$ 40,9 bilhões para inscritos no Bolsa Família, R$ 14 bilhões para inscritos no Cadúnico e R$ 35,9 bilhões para inscritos pelo app/site do auxílio. A maior parte foi paga no Nordeste (R$ 33 bilhões).

Das 108,4 milhões de pessoas cadastradas no programa, 106,3 milhões de cadastros foram processados. Foram considerados elegíveis 64,1 milhões de beneficiários, outros 42,2 milhões foram considerados inelegíveis, 2 milhões estão em primeira análise e 1,3 milhão estão em reanálise.

Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/

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Economia

Programa para renegociar impostos atrasados começa em Londrina

Profis dará desconto de até 100% em juros para o pagamento da dívida à vista. Podem ser renegociadas dívidas de IPTU, ISS e ITBI.

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Foto: Emerson Dias/Prefeitura de Londrina/Divulgação

Um novo programa para renegociação de impostos atrasados começou a valer nesta segunda-feira (13), em Londrina, no norte do Paraná. A prefeitura espera arrecadar aproximadamente R$ 30 milhões.

O Programa de Renegociação Fiscal (Profis) vai dar desconto de até 100% em juros para o pagamento à vista e de 70% para o contribuinte quem optar pelo parcelamento. Confira no fim da matéria como será os descontos.

Poderão ser renegociadas, até o dia 22 de dezembro, dívidas de Imposto Predial Territorial e Urbano (IPTU), Imposto Sobre Serviço (ISS) e de Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), esse imposto deve ser pago por quem compra um imóvel.

Quem tiver interesse, pode aderir ao programa de forma online. O processo pode ser feito pelo contribuinte que tenham débitos até 29 de maio deste ano.

Ainda de acordo com a prefeitura, o valor da dívida ativa do Município passa de R$ 1 bilhão.

Saiba como serão dados os descontos:
Adesão até 31 de julho
.Desconto de 100% nos juros e multa para pagamento à vista
.70% em até 6 vezes

Adesão até 31 de agosto
.Desconto de 100% nos juros e multa para pagamento à vista
.70% para pagamento em até 5 vezes

Adesão até 30 de setembro
.Desconto de 100% nos juros e multas para pagamento à vista
.70% em até 4 parcelas

Adesão até 30 de outubro
.Desconto de 90% nos juros e multa para pagamento à vista
.60% em até 3 parcelas

Adesão até 30 de novembro
.Desconto de 90% nos juros e multas para pagamento à vista
.60% de desconto em até duas parcelas

Adesão até 22 de dezembro
.80% de desconto nos juros e multas para pagamento à vista
.Não será possível parcelar

Fonte: https://g1.globo.com/pr

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Economia

Copel ganha ação judicial que reduzirá tarifa de energia

Queda média na conta de luz será de 3,8% e é resultado de decisão da Justiça que põe fim à cobrança do PIS e da Cofins sobre o ICMS da energia.

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Foto: Arquivo/AEN

Os clientes da Copel Distribuição terão uma redução na tarifa de energia entre 3,5% e 4,1%, conforme a classe de consumo. A diminuição média será de 3,8% e vale já a partir de julho, com benefício na fatura de agosto.

A redução ocorre porque a Copel venceu uma ação judicial, impetrada em 2009, que desobriga a empresa de continuar recolhendo PIS e Cofins sobre o ICMS que incide na tarifa de energia elétrica. A medida beneficia diretamente todas as classes de consumidores da Copel Distribuição.

“Por uma postura proativa da empresa, que buscou a defesa do direito dos seus clientes, conseguimos uma grande vitória na Justiça que vem corrigir uma distorção histórica”, disse o diretor-geral da Copel Distribuição, Maximiliano Andres Orfali.

A Copel foi uma das primeiras empresas de energia elétrica do Brasil a ingressar com ação judicial pedindo a exclusão da cobrança desses dois impostos sobre o ICMS.

A companhia defendeu, no processo, que o ICMS não é receita da empresa, mas sim do Estado, e como o PIS e a Cofins são calculados sobre a receita da companhia, o ICMS não poderia estar nesta base de cálculo. A justiça reconheceu o argumento da Copel.

“Essa é uma conquista muito importante para a Copel e todos os paranaenses, especialmente num momento como o que estamos vivendo, de pandemia e crise sanitária, em que toda e qualquer redução de custos tem grande significado”, afirmou o presidente da Copel, Daniel Slaviero.

A nova redução na tarifa é a segunda este ano. Na anterior, já haviam sido beneficiados os clientes residenciais, setores de comércio e serviços, além da iluminação pública.

Fonte: http://www.aen.pr.gov.br

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Economia

Latam Brasil entra com pedido de recuperação judicial nos EUA

A lei americana apresenta algumas vantagens em relação à brasileira, e elas foram decisivas para que a Latam optasse pelo Chapter 11

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Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo

A Latam Brasil entrou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, na madrugada de hoje. É a primeira empresa brasileira a recorrer ao chamado Chapter 11, legislação americana que garante proteção temporária contra credores para permitir a reestruturação da companhia.

No fim de maio, o grupo Latam já havia recorrido a esse mecanismo legal para proteger as operações da holding e das subsidiárias em Chile, Colômbia, Peru e Equador. A empresa brasileira, que representa 50% das operações do grupo e 14% do passivo total, havia ficado de fora deste pedido. A avaliação da empresa à época é que isso facilitaria as negociações de uma linha de socorro com o BNDES.

Quarenta dias depois, porém, as negociações com o BNDES não avançaram, assim como as expectativas para a retomada. Ao contrário, as projeções para o mercado de voos internacionais — base das operações da Latam — se deterioraram. O setor foi um dos mais afetados pela crise do novo coronavírus e depende do controle da pandemia para iniciar uma trajetória de recuperação.

A lei americana apresenta algumas vantagens em relação à brasileira, e elas foram decisivas para que a Latam optasse pelo Chapter 11 — além do fato de já existir um processo do grupo lá fora. Nos EUA, a proteção judicial inclui dívidas com empresas de leasing de avião — o que não acontece no Brasil. Lá, existe ainda a figura do empréstimo DIP (Debtor in Possession), que dá a eventuais novos investidores total garantia de prioridade no recebimento dos créditos em caso de falência. Ou seja, quem dá crédito à empresa neste modelo durante a crise passa na frente dos demais credores.

O histórico também pesou na decisão. Diversas empresas americanas recorreram ao Chapter 11 e conseguiram se reestruturar. No Brasil, porém, a maior parte dos processos de companhias aéreas resultou em falência. O caso mais recente foi o da Avianca, que entrou com pedido de falência nesta semana. A Varig teve parte de suas operações vendidas para a Gol, mas a parte remanescente da empresa, que carregava as dívidas, faliu em 2010.

Negociação flexível
A lei americana é considerada mais flexível por facilitar a negociação entre devedor e credores — incluindo consumidores e trabalhadores. Ao apresentar sua solicitação para se juntar ao processo do grupo, a empresa brasileira incluiu um pedido para que possa honrar o pagamento de rescisões trabalhistas e obrigações passadas e futuras com consumidores. O pedido terá que ser aprovado pelo juiz da recuperação — que já aprovou requisição similar para as demais empresas do grupo.

O processo não deve mudar o plano de demissões da Latam, que prevê desligar cerca de mil funcionários de terra no Brasil até o fim do mês.

A entrada da Latam Brasil no Chapter 11 não deve interferir na operação de voos nem nas regras de programas de fidelidade ou de remarcação de bilhete. As subsidiárias de Colômbia, Peru e Equador, que entraram em recuperação nos EUA, seguem voando — ainda que de forma bastante reduzida devido à queda na demanda.

A Latam Brasil têm uma dívida de R$ 7 bilhões, principalmente com empresas de leasing e bancos. Considerando o crédito em passagens pagas, mas não voadas, e outras provisões, a conta sobe para R$ 13 bilhões. O endividamento de todo o grupo é de US$ 10 bilhões. Incluindo as provisões futuras, a dívida salta para US$ 17,9 bilhões.

Apenas 18, dos 160 aviões da frota da companhia, estão em contratos de leasing no Brasil. Os demais contratos foram firmados diretamente com a matriz no Chile e portanto já estavam no Chapter 11. Diante de previsões de que a aviação não deve se recuperar antes de 2022, a empresa negocia redução de valores de contrato e a devolução de diversos aviões.
O processo de recuperação está previsto para durar cerca de 12 meses — se for bem-sucedido, a companhia deve sair 40% menor.

A Latam tem 120 dias para apresentar o plano de recuperação à corte de Nova York. O prazo, porém, pode ser prorrogado. O sucesso do plano vai depender da aprovação da nova linha de financiamento, o empréstimo DIP. A empresa protocolou na Justiça americana que assegurou US$ 2,2 bilhões junto a investidores privados: US$ 900 milhões com seus principais acionistas — a Qatar Airways e as famílias Cueto e Amaro —, e US$ 1,3 bilhão com o fundo Oaktree.

A Latam Brasil segue negociando com o BNDES. Segundo fontes próximas à companhia, a direção ainda tem esperança de convencer o banco a aderir ao DIP. Pelas regras americanas, essa categoria de empréstimo tem níveis de prioridade e fundos e investidores externos recebem antes dos sócios.

Convencer credores
A Latam é a primeira empresa brasileira a acionar a lei de recuperação judicial dos EUA. A lei americana permite que qualquer empresa estrangeira com algum ativo nos EUA acesse o Chapter 11.
Mas o Brasil, que não incorporou na Lei de Recuperação Judicial os principais pontos da lei modelo da Uncitral (Comissão das Nações Unidas para o Direito Comercial Internacional), não reconhece os termos da legislação americana. Há pelo menos cinco projetos de lei no Congresso que propõem mudanças na legislação nesse sentido. A expectativa é que o PL 6229 seja votado em agosto.

Enquanto houver insegurança jurídica, a Latam terá de convencer os credores um a um a não executar as dívidas no Brasil e a aderir ao processo nos EUA.

Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com

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