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Cinema e TV

Atriz Mabel Calzolari morre aos 21 anos

Conhecida também pelo nome artístico de Maria Belén, Mabel sofria de uma doença rara chamada aracnoidite.

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Foto: Reprodução/Instagram

Mabel Calzolari, atriz conhecida também pelo nome artístico de Maria Belén, morreu nesta terça-feira (22), aos 21 anos. Ela deixa um filho de quase dois anos fruto do seu relacionamento com o ator João Fernandes (leia mais abaixo).

A atriz, que havia dois anos sofria de uma doença rara chamada aracnoidite, teve a morte cerebral confirmada por sua mãe em um texto publicado nas redes sociais. A aracnoidite é inflamação que ocorre na aracnoide, uma das membranas que circundam os nervos da medula espinhal.

“Minha filha amada. Venho aqui nas suas redes sociais me despedir de você, com uma foto que expressa muito bem quem você é. Seu sorriso, sua beleza, sua força, sua energia, seu carisma, todo seu amor estão ai. E não vão embora nunca. Você pode partir, pode ir pra junto de Deus. Mas o que você inspirou e transformou estarão aqui para sempre.”

“Com muita dor, informo a vocês que Mabel hoje teve morte cerebral. Foi uma jornada de luta e sofrimento que se encerra hoje. Agradecemos do fundo do coração todo o amor que minha filha recebeu aqui.”

Vida e trajetória
Mabel Calzolari nasceu em Córdoba na Argentina, vindo para o Brasil aos 6 anos de idade. Iniciou a carreira como modelo, participando de diversas campanhas publicitárias.

Aos 15 anos, começou um curso de teatro no Paraná e, três anos depois, se mudou para o Rio de Janeiro para investir na carreira. Mabel fez algumas participações na novela “Orgulho e Paixão” (2018).

Após descobrir a aracnoidite, Mabel passou por inúmeras cirurgias e compartilhou alguns dos momentos de luta em suas redes sociais.

A atriz é mãe de Nicolas, de quase 2 anos, de seu relacionamento com o ator João Fernandes.

O ator deixou uma homenagem para Mabel nas redes sociais.

“Sim, Mabel. Eu sempre enxerguei suas fraquezas, seus medos, mas ninguém nunca lutou tão bem contra eles quanto você. Você nunca chegou a ter a real noção do tamanho da sua grandeza e força… Desde o dia que decidiu entrar naquele ônibus, quando decidiu tomar aquela anestesia… Você nunca deixou que ninguém te diminuísse ou desacreditasse dos seus sonhos, Ari e Selena teriam muito orgulho. Você é rara, meu anjo.”

“Hoje eu perdi minha vizinha, minha amiga, inspiração, namorada, noiva, ex, amiga, parceira e mãe do meu filho. E o mundo ganha mais um capítulo sobre a história da mulher mais sinistra que eu já vi. Obrigado por lutar tanto por nós, pela nossa família, por ter me escolhido e me dado o maior presente que existe no mundo.”

Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte

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Cinema e TV

Orlando Drummond, intérprete do seu Peru, morre aos 101 anos

Ator e humorista também dublou personagens que estão na memória da infância de milhões de brasileiros, como Scooby-Doo, entre outros.

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Foto: Globo/Estevam Avellar

O ator, humorista e dublador Orlando Drummond, de 101 anos, morreu no Rio nesta terça-feira (27). O artista ficou famoso ao interpretar o personagem Seu Peru, na “Escolinha do Professor Raimundo”, e ao dublar personagens icônicos como Scooby-Doo e Popeye.

Orlando morreu em casa, em Vila Isabel, na Zona Norte, de falência múltipla dos órgãos. A informação foi confirmada por familiares.

Vamperu (Orlando Drummond) e Bento Carneiro (Chico Anysio) em ‘Condomínio dos Vampiros’, quadro do Zorra Total, em maio de 2010 — Foto: TV Globo/Estevam Avellar

Internação
Orlando esteve internado em maio para se tratar de uma infecção urinária no Hospital Quinta D’Dor, na Zona Norte. A família começou o tratamento em casa, mas o quadro se agravou, e o ator chegou a ficar na unidade semi-intensiva. Ele recebeu alta no dia 12 de junho.

Drummond foi um dos primeiros vacinados contra a Covid no Rio no Palácio da Cidade em janeiro deste ano. Em fevereiro, o ator recebeu a segunda dose da vacina em casa.

Dublagens inesquecíveis
Orlando Drummond não foi só uma das figuras mais marcantes da TV do Brasil. Mesmo quando não aparecia, sua voz deixou memórias da infância de milhões de brasileiros.

Ele deu voz a personagens inesquecíveis ao longo da carreira: Scooby Doo, Alf, “o ETeimoso”, o marinheiro Popeye e o Vingador da “Caverna do Dragão”.

Ele começou no rádio, e foi a experiência por lá que moldou sua carreira e deu o tom do trabalho com as vozes.

À Globonews em 2011, ele explicou o processo de criação das vozes de tantos personagens. “Alf e Popeye, eu me inspirei no original. A do Scooby Doo eu criei, foi um processo muito divertido”, lembrou.

O artista ganhou o papel do cachorro da turma que desvenda mistérios repetindo um latido que tinha espantado um ladrão.

Elenco de ‘Escolinha do Professor Raimundo’ — Foto: Acervo Grupo Globo

Como surgiu ‘Seu Peru’
Essa e outras histórias constam de “Orlando Drummond, Versão Brasileira”, biografia escrita pelo jornalista Victor Gagliardo e lançada em 2020.

O autor contou como foi o convite e o processo para o artista viver Seu Peru.

“O Chico Anysio falou pra Cininha de Paula: ‘Chama o Drummond que ele resolve’. Aí, o Drummond pegou o personagem. Tanto que o personagem já tinha um bordão que o próprio Chico criou que era o ‘estou porraqui’. E aí, o Drummond pegou o personagem para si, como se fosse dele mesmo, e criou tantos outros bordões. Como: ‘Peru com mel, de Vila Isabel’, ‘te dou o maiorrapoio’”, contou.

Orlando Drummond e Chico Anysio em cena na ‘Escolinha do Professor Raimundo’ — Foto: Acervo Grupo Globo

O amor da vida de Orlando Drummond, Glória, de 86 anos, mereceu um capítulo especial do livro.

“Muito amor, muita compreensão… Ele sempre foi uma pessoa calma, carinhosa, não tinha motivos para ter uma vida ruim”, disse Glória Drummond.

A lua de mel, em 1951, foi na Ilha de Paquetá, e o pai da noiva exigiu que o irmão dela fosse junto com o casal, mas nada que atrapalhasse.

A parceria do casal durou 69 anos. São dois filhos, cinco netos, quatro bisnetos e histórias engraçadas.

Sucesso na televisão
Consagrado como dublador, Orlando Drummond passou a ter o rosto mais conhecido do público através de Seu Peru.

“Antes eu era do rádio e da televisão, mas eu não tinha cara. A minha cara era a dos personagens, como o Scooby Doo, o Popeye, o Alf. Quando eu passei a fazer o Seu Peru, as pessoas começaram a falar: ‘É o Seu Peru que faz o Scooby Doo, o Popeye’ e outros tantos personagens que enumerá-los é até difícil.”

Orlando Drummond, ao lado de Marcos Caruso, participa de gravação da nova temporada da ‘Escolinha do Professor Raimundo’ — Foto: Globo/Estevam Avellar

Homenagem do amigo Marcos Caruso
Drummond foi homenageado pelos atores da nova versão da “Escolinha” há dois anos e causou comoção no set de filmagens. Atual intérprete do Seu Peru, Marcos Caruso não segurou a emoção.

“A ideia era homenagearmos quem fez primeiro, e acabou que nós é que fomos homenageados. Ele demonstra que o talento e a obstinação pela profissão não têm idade”, afirmou Caruso.

Fonte: https://g1.globo.com/rj/

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Cinema e TV

Eva Wilma morre aos 87 anos em São Paulo

Atriz tratava um câncer de ovário e estava internada no Hospital Albert Einstein.

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Foto: Arquivo pessoal

A atriz Eva Wilma morreu neste sábado (15) aos 87 anos. Ela tratava um câncer de ovário e estava internada no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, desde o dia 15 de abril.

Eva Wilma Riefle Buckup nasceu em 14 de dezembro de 1933 na cidade de São Paulo. Ela iniciou a carreira artística aos 19 anos, no Ballet do IV Centenário de São Paulo, abandonando a dança pouco depois, quando recebeu os convites para integrar o Teatro de Arena e o programa “Alô Doçura”, da TV Tupi.

O seriado ficou dez anos no ar e a atriz dividia espaço na atração com John Herbert, com quem se casou em 1955. Eva e John se separaram em 1976. Juntos, tiveram dois filhos, Vivien e John Herbert, conhecido profissionalmente como Johnnie Beat.

Três anos depois da separação, a atriz se casou com o ator Carlos Zara, que morreu em 2002.

Além da dança e da atuação, Eva sempre foi muito conectada às artes, tendo aulas de canto, piano e violão com Inezita Barroso.

“A música fez parte da minha formação escolar e familiar. Meus pais eram muito musicais. Em casa, gostávamos de nos revezar no piano”, afirmou Eva em entrevista ao G1 em 2017.

Eva Wilma em cena da novela ‘O Rei do Gado’, de 1996 — Foto: Acervo Grupo Globo

Ao longo da carreira, Eva estrelou dezenas de novelas como “Meu Pé de Laranja Lima” (1971) e a primeira versão de “Mulheres de Areia” (1973), na qual interpretava as gêmeas Ruth e Raquel. Vinte anos depois, no remake da trama, os papéis foram feitos por Glória Pires.

Eva também deu vida à vilã Altiva, de “A Indomada”, que rendeu vários prêmios para a atriz.

“Pedra sobre Pedra” (1992), “O Rei do Gado” (1996) e “Começar de Novo” (2004) foram outras obras que tiveram a participação de Eva Wilma.

Seu último trabalho para a TV foi em 2015, em “Verdades Secretas”, na qual interpretou Dona Fábia, uma alcoólatra, amargurada e aproveitadora, que extorquia o filho Anthony (Reinaldo Gianechini). Eva também foi premiada pelo projeto.

Eva Wilma como Fábia, de “Verdades Secretas” — Foto: Globo/João Miguel Júnior

Apesar do extenso trabalho na TV, Eva nunca abandonou a carreira no teatro, recebendo inúmeros prêmios por seus trabalhos no palco. Em “Queridinha Mamãe” (1994), recebeu os troféus dos prêmios Molière, Shell e Sharp.

Em 2017, Eva ainda participou do show “Crise, que crise?”, idealizado por seu filho. Nele, a atriz soltava a voz, retomando o que já havia feito no musical “Oh! Que Delícia de Guerra”, nos anos 1970.

Ela foi internada no dia 15 de abril deste ano na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Albert Einstein, quando deu entrada para tratar de problemas cardíacos e renais.

No dia 8 deste mês, foi diagnosticada com câncer de ovário.

Antes de ser internada, ela postou uma foto em suas redes sociais em que aparecia ensaiando o texto para gravar o filme “As Aparecidas”.

Fonte: https://g1.globo.com/sp

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Cinema e TV

Ator e humorista Paulo Gustavo morre no Rio de Janeiro, aos 42 anos

Criador da personagem Dona Hermínia e um dos humoristas mais populares e admirados do Brasil, ele estava internado desde 13 de março.

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Foto: Fernando Souza/Agência O Dia/Estadão Conteúdo/Arquivo

O ator e humorista Paulo Gustavo, um dos artistas mais populares e admirados do país, morreu nesta terça-feira (4), aos 42 anos, vítima de Covid-19. Criador de Dona Hermínia e de outros personagens inesquecíveis no teatro, na TV e no cinema, ele estava internado desde 13 de março no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio.

O quadro de saúde de Paulo Gustavo piorou na noite de domingo (2), quando sofreu uma embolia pulmonar. Antes, ele vinha apresentando melhoras significativas – chegou a ter redução de sedativos e bloqueadores e a interagir com médicos e com o marido, Thales Bretas.

Nesta terça, um novo boletim informou que o ator estava com quadro irreversível, mas mantinha os sinais vitais. Às 21h12, no entanto, foi constatada a morte do ator.

O G1 apurou que a direção do Theatro Municipal do Rio ofereceu o espaço para o velório do ator. Mas, até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação oficial sobre o local ou o horário da cerimônia.

Com um estilo de humor acessível, baseado em cenas familiares e cotidianas, Paulo Gustavo conquistou o Brasil e teve uma trajetória de enorme sucesso, em produções como o campeão de bilheteria “Minha mãe é uma peça: O filme” (2013), que rendeu duas continuações. Lançado em 2019, o longa mais recente da triologia se tornou a comédia com maior público da história do cinema nacional.

Paulo Gustavo deixa o marido, Thales, e dois filhos pequenos, Gael e Romeu, além do pai, Júlio Marcos, da irmã, Juliana Amaral, e da mãe, Déa Lúcia Amaral, que inspirou a criação de Dona Hermínia.

Durante os mais de 50 dias de internação do ator, a família compartilhou o dia a dia do tratamento e fez pedidos de oração.

Paulo Gustavo, em foto de novembro de 2016 — Foto: Daniela Ramiro/Estadão Conteúdo/Arquivo

Perfil
Paulo Gustavo Amaral Monteiro de Barros nasceu em Niterói em 30 de outubro de 1978 e estudou teatro na Casa das Artes de Laranjeiras, no Rio, na mesma turma de Fábio Porchat.

A primeira peça da qual participou foi “O surto”, em que dividia a direção com Fernando Caruso, em 2004. Foi no espetáculo que apresentou pela primeira vez a personagem Dona Hermínia, que marcaria sua carreira para sempre (veja mais no vídeo abaixo).

A mãe superprotetora e hilária ganhou peça própria em 2006 e chegou ao cinema sete anos depois.

Recorde de bilheteria

Paulo Gustavo caracterizado de Dona Hermínia — Foto: Globo/Victor Pollak

Somados, os três filmes de “Minha mãe é uma peça” venderam mais de 26 milhões de ingressos entre 2013 e 2020.

O terceiro filme teve a maior arrecadação da história do cinema brasileiro, com R$ 182 milhões de bilheteria.

Além do sucesso de Dona Hermínia, o ator se destacou pelos filmes “Minha vida em Marte” (2018) e “Os homens são de Marte… e é para lá que eu vou” (2014), nos quais contracenou com a atriz e amiga Mônica Martelli. Ele interpretou o personagem Aníbal em ambas as comédias.

Carreira na TV
Na TV, Paulo apresentou em 2011 o programa “220 Volts”, do Multishow. Dois anos depois, no mesmo canal, ele passou integrar o elenco da sitcom “Vai que cola”, vivendo o malandro Valdomiro Lacerda. O personagem foi um sucesso também na adaptação para o cinema, em 2015.

Ainda no Multishow, o ator protagonizou, ao lado de Katiuscia Canoro, a série “A vila”. Na produção, ele interpretou o ex-palhaço Rique.

Ele também foi o apresentador de várias edições do Prêmio Multishow.

Família
Paulo Gustavo se casou com o médico Thales Bretas em 2015. Após um processo de barriga de aluguel feito nos Estados Unidos, eles se tornaram pais de Romeu e Gael, de 1 ano de idade.

Apesar de a personagem mais famosa de Paulo Gustavo, Dona Hermínia, não ser biográfica, ela foi muito inspirada em Déa Lúcia Amaral, mãe do ator.

Paulo Gustavo com o marido, Thales Bretas, em foto de arquivo — Foto: Reprodução/Instagram/@thalesbretas

Em entrevista ao programa “Mais Você”, Paulo chegou a falar, com seu jeito bem-humorado, que a mãe só queria saber dos netos.

“Mamãe começou o VT falando que enlouqueceu sendo avó, como se ela já não fosse louca né? Ela fica do lado de Thales, prefere ser avó do que ser mãe”, brincou o ator.

Como forma de retribuir toda a contribuição da mãe para sua carreira, Paulo Gustavo Gustavo criou a peça “Filho da mãe”, na qual dividia o palco com Dona Déa para cantar e contar histórias.

Fonte: https://g1.globo.com/rj

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